segunda-feira, 2 de setembro de 2013

E volta o cão arrependido...

Tomando carona no assunto do período, não precisa passar muito tempo neste mundo para notar que há padrões de eventos e que o movimento de contrair e descontrair faz parte de qualquer coisa que se pode dizer viva. Nosso coração, nossos pulmões, nosso sexo, o mar, as plantas, a terra, as galáxias...Tudo segue se contraindo e se expandindo eternamente... se movendo num enorme círculo e a própria idéia desta figura contém o conceito da perfeição. Perfazer: fazer perfeito, circular. Enfim, o que é vivo, é verdadeiro, morre e nasce constantemente. Mas, se é verdadeiro, está ali, não desaparece. Apenas dá espaço a outras coisas, apenas vira uma curva e deixa de ser visto. E sempre retorna. Como aqueles problemas que você nunca resolve na sua cabeça. Ou aqueles fanáticos que não te deixam em paz. Ou até mesmo aquelas características sinceras que todos temos. Por isso, essa vontade louca de verbalizar, de falar e escrever, tão típica da tríplice de Ar, pode até dar espaço para o silêncio, de vez em quando, mas isso é só para voltar depois com as idéias mais claras, a língua mais afiada e a mira mais certeira. 

Um comentário:

George disse...

Realmente, o único jeito de escapar disso é passando por isso.