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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Agora que...

...a vida parece já haver concluído uma dessas suas acrobacias espetaculares com direito a frio na barriga; que eu atingi dois dos meus objetivos principais e que finalmente estou encontrando um tempo, mesmo mínimo, para respirar outra vez, enfim posso retomar meus textos regulares. Espero que esteja tudo em paz aí com vocês e fico grata por ainda se importarem em voltar para saberem se realmente abandonei tudo isso aqui de vez. Na verdade, não. Apenas acumulei tudo calada no caderno de papel. E agora tem um monte de músicas, textos e desenhos, planos e assuntos, até mesmo problemas e reclamações novos, para retratar. 

Então, é isso. Preparem-se para o retorno de Jedi.

sábado, 7 de setembro de 2013

Ihi Passiko

Às vezes noto que um ou outro texto que escrevo aqui é mau interpretado e tomado como agressão pessoal por egos mais reluzentes. Estranha escolha essa a de se manter distante murmurando frases feitas quando se tem a disponibilidade de chamar para uma conversa agora mesmo. Também é muito estranha essa escolha diante de todas as minhas tentativas de aproximação. É estranho ir no mais fundo da intimidade de alguém, mas não querer se aprofundar intimamente, fugir feito bicho do mato. E ainda querer apontar contradição. Não tem contradição alguma, talvez tenham sido vocês que não entenderam os muitos lados de determinada questão. Uma das características do que chamo verdade é o paradoxo, pense nisso.

Vir até aqui para tentar saber de mim e me conhecer, quando basta digitar algumas letras do meu endereço de e-mail ou alguns números para me ligar e, de fato, me conhecer e experimentar cara a cara? Do que é que vocês têm medo? Alguma vez os recebi com estupidez gratuita? Alguma vez os deixei sem explicação? Alguma vez fui até o seu espaço invadí-lo com alguma tentativa ególatra de aparecer ou ditar? Enfim, é cada louco com a sua mania, eu por exemplo detesto coisas e pessoas "a banda mais bonita da cidade", mas algumas manias realmente não consigo entender. E, é atravez dessas atitudes que se nota mesmo o quanto as pessoas que mais falam em desapego e na oposição inteligência x julgamento são as mais apegadas e fazem juízo de tudo. Rotulam, debocham e ironizam, baseando-se em conclusões tomadas a partir de palavras, não de vivência. E ainda, são os primeiros a levantarem em protesto quando a eles se aponta apenas os fatos e o que eles provocaram. O pior tipo sempre é aquele que acha que sabe. Não tem como encher uma caneca cheia.

Se eu disser que mentiu e tiver mentido e me chateado, isso é uma observação de um fato, não um julgamento. Se eu disser que meu interesse foi ignorado, mas meu repúdio recebe toda atenção porque existe uma apego enorme ao ego, isso é um fato, não um julgamento. Se eu enumerar o descaso, a auto-preservação covarde e a desonestidade em atos e palavras, isso são fatos, não julgamentos. Se eu disser que correu de uma conversa séria e tiver corrido, isso é um fato, não um julgamento. E contra fatos não há argumentos. Estou pouco me fodendo em me esforçar para parecer alguma coisa como ser "inteligente", "artistica", "filosófica", "politizada", "espiritualizada". Quem se esforça é porque precisa fazer esforço. Gosta de seguir regrinhas para a vida e com isso só mostra o quanto não entende nem as frases feitas que repete. Só mostra que vive na coleira dizendo que os outros são doentes enquanto pensa que é muito livre. Fora que, se vocês se sentem agredidos diretamente, saibam: ninguém agride sem estar ferido. Talvez, para mim, com um ou outro, ainda não tenha surgido uma oportunidade de esclarecimento. Mas, se eu me importar de verdade, essa oportunidade virá, só que talvez isso dependa mais de você, porque certamente eu já tentei. Então, beatle juice, beatle juice, beatle juice! Apareça!

Amigos, muitas são as coisas que me acontecem, muitas são as situações a que me submeto, muitos sãos os pensamentos que me arrebatam, os problemas que enfrento, muitos sãos os meus interesses e atividades. E, principalmente, muitas são as pessoas que povoam o meu universo caórdico. Algumas até já estão mortas, outras só existem porque eu as criei. Então, não caiam na besteira de tomar para si o que escrevo. Se eu quiser lhes dizer alguma coisa, estejam certos de que direi em particular e abertamente, assim que encontrar a melhor oportunidade. 

Esse blog foi aberto porque fechei o outro. Aquele já não servia mais, se você procurar pelo texto inaugural deste aqui entenderá melhor. Reservo este espaço para anotar e editar algumas de minhas idéias. Aqui fica organizado, consigo acessar de qualquer lugar e ainda tenho o bonus de receber complementos, críticas e troca de idéias... Não é um diário, talvez um baú, um mural. E por mais nua que eu esteja ao expor uma opinião, não caiam na besteira de achar que me conhecem. Eu não me conheço! Imaginem só vocês. É muita ingenuidade acreditar que pode conhecer toda a complexidade de alguém através de palavras. Opiniões mudam, pensamentos são nuvens no céu, palavras vão com o vento... Além disso, com alguns, a gente se relaciona melhor quando está longe, outros quando estão perto. O mesmo vale para se relacionar pior. Tem gente que odeio quando está longe, mas adoro quando convivo. E isso só confirma o lance que já escrevi sobre conhecer através de palavras.

Não foi uma, nem duas vezes, que alguém veio dizer que deu uma passada aqui, mas não comentou para não incomodar outra pessoa, ou já começou a conversa achando que sabe como sou, ou o que penso, ou que leu, não entendeu nada e saiu tendo conclusões sobre o que não entende mesmo assim. Parem de palhaçada e fofoquinha. Não, vocês não sabem. Não, vocês não conhecem. Se não entenderam, então não fiquem por aí frustrados, mimizando comentários irônicos sem o menor fundamento e com a sensação de terem sido atingidos por uma flecha que não foi disparada em sua direção. Parem de vestir carapuças que não foram feitas para vocês. Parem com essa mania de ler livros e tomar as experiências de outras pessoas como se fossem suas. Parem com os preconceitos que vocês mesmos repudiam. Parem de tentar parecer coisas... Forçar uma visão artística, filosófica e poética de tudo para parecerem especiais... Vocês são muito mais legais e amados pelo que são de verdade. Quando não fazem esforço e são naturais. Falem e façam o que quiserem, mas sob a ótica de sua própria autoridade! Sejam sinceros! 

Amigos, o universo não gira em torno de seus umbigos e, se não perceberam ainda, esse blog gira apenas em torno do meu! São minhas indéias sobre minhas próprias experiências. Publico o que quero, do jeito que quero, quando quero, se eu quiser. Não escrevo para vocês. Não aqui! Querendo contribuir com um pensamento, com uma piada, com uma discordância, há espaço logo aqui embaixo, na caixa de e-mail, nas mensagens do Facebook e na minha caixa de mensagens do celular, no Whatsapp. Se eu tiver algum problema com qualquer um de vocês eu deixarei isso muito claro assim que possível. Se vocês tiverem algum problema comigo, entrem em contato. Se não tiverem os meus contatos, então não têm intimidade suficiente para terem problemas comigo. Entendam isso! São e sempre foram todos muito bem vindos. Não escrevo pela exposição, publico virtualmente desde 2005 e nem mesmo divulgo ou incentivo a leitura deste blog. Não escrevo para atacar, nem para me defender, se tenho algum problema com alguém, procuro primeiramente a pessoa. No mais, o problema é todo meu e eu escrevo sobre ele, não sobre VOCÊ. Não escrevo para condenar, não acredito em coisas estáticas e fixas, em certo e errado. Não escrevo para fechar o assunto. Escrevo para provocar. Escrevo para pensar. Escrevo para entender.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Faz tempo, eu sei.

Sensação estranha voltar no blog depois de um tempão e dar de cara com um layout novo que eu nem lembrava mais que havia feito... Minha casa está em obra também e já nem parece mais com a antiga. Mudei. Mas, o endereço é o mesmo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Quando...


... meus (um) leitores aparecem aqui no blog e eu mudei o layout sem aviso. E ainda encontram um monte de textos novos depois que passo um tempão sem postar.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dois

Há dois anos, nasceu o retrato, e não houve testemunhas. Fruto de um período conturbado, em que eu estava cansada de dividir meus pensamentos com quem não interessa, mas nem um pouco cansada de escrever. Fechei o outro diário, abri esse, e é engraçado como essa data me traz reflexões. Nada demais, só mais um bloguizinho para alguém transcrever a própria vida. Há um ano, eu disse que "continuo ansiosa, o dinheiro ainda é pouco, o mundo cada vez mais sem graça, as pinturas já formam pilhas acumuladas para terminar, o calor está outra vez uma tristeza e continuo esperando para ver o que vem a seguir na faculdade"; dessa vez não vou cometer este erro. Essas coisas ainda estão presentes e pouco mudou. Minha vida não se tornou, em um ano, nenhum filme de ação. Nem de comédia. Mas algumas transformações realmente profundas ocorreram e continuam ocorrendo. Não farei, portanto, comparações nem criarei expectativas. Se no ano passado eu não estava assim tão feliz por onde eu me encontrava e pelas pessoas que faziam parte da minha vida, tenho hoje a sensação de que nada mudou muito, e algumas coisas até estão bem piores para ser bem delicada. Pessoas mais saíram do que entraram. Preferi assim. A minha concha se abre cada vez menos para ver o que há e sigo imersa em meus próprios planos. A mágica da minha vida é que quando alguém se vai é por alguma iniciativa minha, e por isso não ficam saudades. Por outro lado, minha caminhada interior tem sido muito rica, assustadora, mas surpreendente, estar sozinha trouxe-me introspecção, suavidade e silencio. Embora a tristeza ainda chegue de fora. Mas gosto de olhar para este pequeno espaço de bytes e pixels, não por achar que meus textos são sensacionais ou que o Retrato é irretocável, mas por saber porque ele foi criado e o que já testemunhou. As mesmas recomendações ainda valem. Dois é só o começo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Um


Há um ano atrás, eu estava ansiosa, sem dinheiro, sem saco para o mundo, tentando terminar as pinturas do livro de contos, com calor e mil expectativas sobre a faculdade. Os rumos não estavam muito claros na minha cabeça, mas eu sabia que deveria agir rápido. Bom, continuo ansiosa, o dinheiro ainda é pouco, o mundo cada vez mais sem graça, as pinturas já formam pilhas acumuladas para terminar, o calor está outra vez uma tristeza e continuo esperando para ver o que vem a seguir na faculdade, mas fato é que nesses últimos 12 meses, várias coisas que estiveram em gestação dentro de mim por muito tempo começaram a aflorar e tomar seu espaço, a me definir. Passei por lugares diferentes, mudei minha rotina, vi coisas bonitas, tomei um monte de sorvetes, me esforcei sem sucesso, tive um monte de frustrações, acumulei vários livros para ler, quase não sobrou tempo para escrever e aprendi tanta coisa! E observo especialmente o movimento de pessoas nesse tempo corrido. Há o amigo que ainda não encontrei pessoalmente mas, acompanhou a mudança para cá, há amigos que me cansaram, outros que procuraram estar mais próximos, há novos colegas queridos e um monte de gente que nem me conhece, mas não poupam palavras de carinho e incentivo e há o Jack que sempre esteve ao meu lado, mesmo antes de toda essa hitória de blog, nos melhores e piores momentos. Pois saibam todos que não está tudo bem, mas vou seguindo e fico feliz por saber que tenho por perto pessoas tão boas, as que considero as melhores. Feliz, mas não satisfeita. Escrever sempre é uma experiência catártica para mim e me faz sentir melhor, mas é especialmente bom porque sei que alguém lê. Então, só tenho a pedir que continuem comigo, pois penso que o que está por vir é ainda melhor do que o que já passou.

A imagem é só para lembrar que quem tem um ano não é bobo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Basta Construir e Eles Virão

Já não bastassem os entraves da vida adulta, a variedade monstruosa de redes sociais na Internet só vêm reforçar o time contra a atualização dos blogs. Especialmente blogs como esse aqui, uma espécie de mural de divagações sem qualquer compromisso com o leitor. A energia que precisa ser acumulada para que uma idéia vire post é, aos poucos, gasta através de pequenos comentários em 140 caracteres ou opiniões trocadas sobre as coisas do mundo em mensagens via scrap. Mas, sabe, enquanto as distâncias ficam menores e as relações mais yankees, é tão bom ter um cantinho como esse, onde pouquíssimas pessoas sabem pessoalmente quem é você... É aqui que venho para pintar os retratos que não penso em publicar para todo mundo, e desenvolver aquelas figuras que nunca ficam bem resolvidas em telas muito pequenas. Porque só num espaço como esse, organizado desta forma, que seja garimpado e não simplesmente indicado de bandeja, as suas referências parecem estar guardadas com carinho e as atualizações da sua história pessoal, protegidas contra os fanáticos que tentam ser você. Mas, veremos até quando este paraíso selvagem estará a salvo deles. Pois, infelizmente, como as forças naturais mostram todos os dias, ninguém lhes escapa por muito tempo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Não parece, mas sou uma só!

Esse não é o melhor momento para dizer isso, mas eu planejo voltar. Verdade! Só preciso tomar banho em 5 minutos e estar no ponto de ônibus até as 17 horas, antes. Depois, tenho que terminar cinco pinturas enormes, uma pintura que pode trazer grandes oportunidades (péra, João, eu tô fazendo), ler um monte de textos, terminar um exercício de Desenho para a faculdade, uma capa e uma página para um Zine. Aí então fico livre para escrever.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dizia eu que a Aritimética...

Bom, acho que já dá pra voltar a postar com mais frequência. Não que eu esteja com mais tempo sobrando, na verdade tudo indica que acontecerá justamente o contrário conforme forem passando os dias. Um livro de contos pra terminar, outro para começar a ilustrar assim que acabar o primeiro, faculdade nova... mas aquela sensação de tempo suspenso, entre Reveillon e Quarta-Feira de Cinzas, já vai ficando para trás e o ano de fato começa a engrenar.

É isso. Não tenho nada de muito relevante a dizer hoje ainda, mas tô na área. Se derrubar é pênalti.



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Digam X

Eu sei, estranho e repentino, como a morte e a vida. Fecho um blog, começo outro... E dizer um motivo exato é difícil, porque são muitos e ao mesmo tempo nenhum. O dia inteiro imersa em minhas pinturas, o chefe do Jack numa onda de prendê-lo até tarde na agência, meus gatos ainda não aprenderam a falar, fica complexo conversar sobre coisas banais ao fim do dia. Preciso de um espaço para isso; meu diário de papel continua firme e forte, mas não dá pra pôr vídeos e links, não dá para fazer amigos, trocar idéias. Mas, ao mesmo tempo em que a possibilidade de uma ligação maior com as pessoas, já conhecidas ou não, é um dos benefícios da Internet, manter um blog que sirva de novela para quem não interessa em absoluto compartilhar as minhas referências, o que amo, o que odeio, o que eu busco e o que eu acredito está bastante fora dos meus objetivos. Foram três anos nisso, mas não foi simplesmente isso. Já não sou a mesma garota confusa que saiu de casa chorando depois de uma briga com os pais e criou um blog para aprender HTLM na marra. Tornou-se até um pouco estranho continuar escrevendo ali. Tão esquisito quanto vestir uma blusa que já não cabe mais. Mesmo assim, sempre precisei lidar com o silêncio de tantas formas, não quero mais essa.

Carnaval começa na semana que vem, o horário de verão já vai chegando ao fim, o calor está insuportável, meus gatos vão crescendo, minha casa ainda precisa de reformas, as pessoas vão se mostrando mais complexas, simples, encarceradas e perdidas; o ano passou como um relâmpago, recebi outro convite de outra escritora espanhola para ilustrar seu livro sozinha, troquei de carro, Jack comprou um ar-condicionado portátil que chega na semana que vem, passei no vestibular outra vez, a geladeira nova já está aqui, ainda não terminei os desenhos pro livro de Biologia, iniciei o estudo de expressões no curso de quadrinhos, fui no show do Metallica, a última temporada de Lost já começou, não encontrei tempo para sentar ao piano, fiz um monte de boas escolhas e não disse para quase ninguém... Mesmo assim, a vida tem se mostrado tão Two Rocks and A Cup of Water, tão Ballada N.1, tão Closing The Circle, mas tudo com um desfecho bem Feeling Good.

É... agora com um pouco mais de liberdade, há tanto para falar, mas o silêncio sempre dá uma voltinha e reaparece. Então, quando ele for passear de novo eu retorno, tentando negar a Two Rocks and A Cup of Water, a Ballada N.1 e a Closing The Circle. Sem trilha sonora hoje! Arrumem os cabelos, retoquem a maquiagem, escolham uma roupa bonita, não façam poses obscenas e hajam naturalmente. O retrato sai mais bonito assim.