Semestre passado foi um caos. Persisti, mas larguei de mão um monte de coisas por pura impossibilidade de lidar com tudo. E olha que foi difícil para a minha balança deixar para lá, sem conclusão, algumas delas. Quero sempre um pouco de cada e a pior forma de me torturar é me pedindo para escolher. Acabei também precisando fazer uma coisa que detesto tanto quanto: controlar cada minuto do meu tempo, para otimizá-lo. Por isso, há alguns meses comentei por aqui que precisava comprar um timer, desses de cozinha. E comprei logo. Ele fica tiquetaqueando durante o tempo que eu marco e assim não me deixa enrolar em detalhes e perfeccionismos, nem levantar para fazer qualquer outra coisa durante esse intervalo. Foi uma ótima aquisição. Não custou quase nada e ajuda muito. E antes que eu pudesse começar a me desesperar, concluí trabalhos e projetos, as férias chegaram. Assim, de sopetão, como tudo costuma acontecer na minha vida. Desde o princípio.
- Cacá, você já comprou o timer? - Eu não falava com ela desde aquele dia, há uns três meses.
- Oi, mãe! Sim! Consegui achar um bonitinho. É uma maçã.
- Ah que pena... Acabei de achar aqui um lindo. É uma bomba com uma caveirinha desenhada nela. Você ia adorar!
- Poxa... Ia mesmo...
- Tá bom. Então vou comprar assim mesmo.
- Legal, mãe... Tá tudo bem por aí? Ah, sabia que eu vou começar o... Mãe... Mãe.
Explica, ou não explica muita coisa? Pode falar...

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