Este foi o dia que reuniu a maior parte dos artistas por quem aguardei nessa edição do festival. Logo cedo já estava no Sunset para encontrar o sorriso maroto do Gustavo no palco, ao lado de Edu Falaschi e compania. Asmah é muito ruim, Edu é um cara chatinho, sem graça e mimizento, com aqules vibratos exagerados e firulas desnecessárias, o som do Híbria estava muito melhor equalizado e mais pesado, mas são essas as coisas que a gente faz pelos amigos. E ele estava muito bem, super feliz, os dedos pegando fogo na guitarra, como sempre. Apesar disso, e da guitarra baixa, o show, em conjunto com o Híbria, foi bem animado, fãs de metal mimilódico estavam eufóricos, com aquele vocalista que poderia até trazer o Pantera de volta à vida sendo desperdiçado ali. E, ao menos no fim, me deixaram uma alegria, fecharam com a Rock N Roll. Fiquei satisfeita de ver o Gustavo ali, depois de tanto tempo na luta, tocando seu tipo de música favorito... Foi bonito. Da última vez havia sido na TV, numa apresentação do Erasmo Carlos... Um exemplo de persistência. Espero que seja daí pra cima.
Depois, não esperei muito e lá veio o Mr. Carisma com a sua lendária girada de microfone na Slave to the Grind. Tocou várias das músicas com a "nova" banda e isso foi ótimo, pois desanimou aquelas menininhas com seus gritinhos e comentários constrangedores. Depois da terceira música já dava para aproveitar o show em paz. Não tocacaram a By Your Side, nem as minhas duas baladas favoritas do Skid Row e Sebastian não estava tão bem de garganta, sua última apresentação fenomenal por aqui foi em 2005 no Canecão, mas é um showman. Foi divertido demais. E, nem preciso dizer, participei como se fosse minha própria banda.
Sem descanso, assim que Bach largou o microfone começamos a ouvir os tambores franceses no Mundo. Logo a Refuse Resist tocava enquanto eu ainda me deslocava pra lá. Outra vez, me acabei sem piedade e no final, já não sentia mais o chão embaixo dos pés, pareciam pregos no lugar... Quase me derreti, mas, enfim, voltei pro Sunset para comer pastel, beber um chá e sentar um pouco enquanto ouvia o sensacional Rob Zombie. Som, luzes e palco excelentes. Ali estava uma aula de performance que infelizmente precisei assistir sentada. Deu para descansar... Mas, não muito. Voltei logo pro Mundo, enquanto o Ghost tocava, encontrei os amigos, por acaso e sentamos um pouco mais para esperar o Alice in Chains. E, caraca, estou até agora com os Ah! da Them Bones na cabeça. Maravilhoso. De longe, o melhor setlist de todos e, lá do meio, onde eu estava, a equalização parecia perfeita. Não são o tipo de banda que investem em performances e presença de palco espalhafatosa, pois seu próprio posicionamento foge um pouco da cultura do espetáculo, por isso, teve gente sentindo essa diferença, mas acredito que a pronúncia do Português quase sem sotaque do "novo" vocalista apaziguaram bem o que talvez estivesse sendo recebido como frieza. Seria injustiça... Mandaram muito. Deviam voltar mais vezes!
Por último, outra vez vieram os nossos velhos conhecidos e sempre bem vindos Metallica. Atrasaram meia hora e me deixaram descansar um pouco mais. Nada de muito diferentes de nenhuma das suas quatro apresentações em que estive presente. A mesma introdução, as mesmas músicas "novas" na primeira metade do show, os mesmo efeitos pirotécnicos, a mesma animação nos clássicos da segunda metade, os mesmos recadinhos na palheta, a mesma encenação de despedida, as mesmas músicas de encerramento... Sem surpresas, mas deixou todo mundo satisfeito. Foi bem mais legal do que os últmos shows que fui, incluindo os de SP. E para os amigos que não vão aos shows, só assistem pela TV, aqui está um pequeno exemplo da diferença que faz estar presente no evento. Por alguma razão idiota, a voz do guitarrista está inaudível na transmissão, comprometendo pesadamente a música. Fora o resto, a pressão, a energia que circula do palco para o público em looping, a música vibrando pelo seu corpo, as luzes, as pessoas cantando e pulando juntas e todo o contexto. É incomparável uma coisa com a outra e esse é o tipo de experiência que gosto de viver sempre que possível, vale todo o desconforto. Tem gente que vai ao terapeuta, tem gente que vai a sessões de descarrego, tem quem prefira as giras de exu, tem o pessoal das drogas pesadas, outros só enchem a cara, alguns vão a festas raves, tem gente que toca, canta e dança, tem gente que pinta e escreve, tem quem corra, tem quem lute, tem quem nade e bata uma bola, tem quem faça meditação e pegue uma onda... e tem quem vá a shows de heavy metal.
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