segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dia 22 de setembro no Rock in Rio 2013

Todos os 85.000 ingressos em cada dia do evento foram vendidos, então não seria correto afirmar que este foi o mais lotado, mas essa impressão ficou. Acredito nisso porque talvez tenha sido o dia com mais fanáticos reunidos. Daquele tipo que gosta do estereótipo, é alienado, reduz seu playlist à heavy metal e qualquer música diferente disso "é uma merda", quer parecer malvadinho, só anda mulambento, com camisas de banda já cinzas de tanto uso (o famoso "preto garage"), os cabelos desgrenhados, suados e fedidos. Horrível. As pessoas todas se aglomeravam para ver os shows, diferente dos outros dias em que se dividiam. Abriam rodinhas, suavam e passavam sem camisa ou com aqueles tecidos encharcados e catinguentos roçando na gente. E se no fim do dia 19 todos pareciam zumbis bêbados caindo em cima dos outros ontem foi a madrugada dos mortos! Cheguei à tarde bem no meio do Halloween e companhia no Sunset. Que ninguém tenha me visto por ali e se viu: EU ESTAVA INDO COMPRAR PASTEL! Aquilo é muito ruim... Comi sentada no meio da maior muvuca e só levantei para ver o Sepultura, outra vez, com o Zé Ramalho. Tocaram músicas que eu nunca tinha ouvido ao vivo, b sides e o Zé, que eu adoro, foi super bem recebido pela galera. Bonito. E neste show aconteecu algo que vivi quase 32 anos para ver: rodinha em Admirável Gado Novo! Todo mundo cantando junto as músicas do cara... Sensacional. O som estava limpinho e apesar das minhas cólicas, da falta de ar, da aglomeração excessiva e dos cigarros sem fim, gostei muitíssimo. O pouco que vi do Kiara Rocks pareceu bem legal. Já tinha ouvido alguma coisa, mas nem lembrava. Acho que estavam super empolgados e felizes. Mandaram bem com os covers e por convidarem Paul Di'Anno para uma participação. Isso inclusive serviu para quebrar o gelo com aquela galera preconceituosa. Era cada comentário besta que se ouvia... Ninguém está preparado para mudanças e o novo continua sendo sempre muito hostilizado. Humanos... Em seguida vieram os caras por quem saí de casa. Sem conversa, só pedrada. O som estava maravilhoso e o setlist perfeito, com a música tema da minha passagem por Mordor. Entraram, tocaram, riram e saíram. Slayer, sendo Slayer... Adorei! E teve até uma bela homenagem a Jeff Hanneman nos telões. Para mim o festival acabou aí. O show do Avenged Sevenfold me surpreendeu. Deram tudo de si, o som estva ótimo e assim as músicas pareceram menos chatas, menos covers de Metallica e outras bandas. Esperei por alguma música do Pantera, mas não rolou. E depois vieram os malas do Iron Maiden, por quem, claramente, a maioria estava ali. Fizeram o pior show deles dos cincos que eu já vi e um dos piores do festival. Produção de palco estava um lixo e o som mais desleixado de todos os tempos. Nunca vi equalização tão mal feita. Nem as guitarras estridentes do Metallica no dia 19 pareceram tão ruins perto daquela embolação sonora toda e daquele microfone estourado do Bruce. Sei que sou suspeita, mas nem falo das músicas. Parece que o setlist estava ao gosto dos fãs, na verdade. O som é que não condizia com a grandiosidade da banda mais querida deste público. Vi muita gente chateada, reclamando com sotaques de diversas partes do Brasil e isso foi triste, mas, enfim, ano que vem tem mais.

Um comentário:

Fernando Silva disse...

O dia 22 pra mim foi melhor que o 19. A dobradinha Destruction/Krisiun tocando Venom foi maravilhoso, depois veio zé ramalho e por fim slayer...Tom Araya Berrando lindamente o Agudo de "Angel of Death" me fez levantar do sofá e bater cabeça junto com minha tia. Não curti o Kiara Rocks: por mais que eles tenham levantando a galera, achei o instrumental ruim e a dicção do cara péssima, mas vi que eles estavam muito empolgados. Ponto para eles.


Antes de começar o Iron Maiden, fui dormir...é sempre a mesma coisa.