Todos os 85.000 ingressos em cada dia do evento foram vendidos, então não seria correto afirmar que este foi o mais lotado, mas essa impressão ficou. Acredito nisso porque talvez tenha sido o dia com mais fanáticos reunidos. Daquele tipo que gosta do estereótipo, é alienado, reduz seu playlist à heavy metal e qualquer música diferente disso "é uma merda", quer parecer malvadinho, só anda mulambento, com camisas de banda já cinzas de tanto uso (o famoso "preto garage"), os cabelos desgrenhados, suados e fedidos. Horrível. As pessoas todas se aglomeravam para ver os shows, diferente dos outros dias em que se dividiam. Abriam rodinhas, suavam e passavam sem camisa ou com aqueles tecidos encharcados e catinguentos roçando na gente. E se no fim do dia 19 todos pareciam zumbis bêbados caindo em cima dos outros ontem foi a madrugada dos mortos! Cheguei à tarde bem no meio do Halloween e companhia no Sunset. Que ninguém tenha me visto por ali e se viu: EU ESTAVA INDO COMPRAR PASTEL! Aquilo é muito ruim... Comi sentada no meio da maior muvuca e só levantei para ver o Sepultura, outra vez, com o Zé Ramalho. Tocaram músicas que eu nunca tinha ouvido ao vivo, b sides e o Zé, que eu adoro, foi super bem recebido pela galera. Bonito. E neste show aconteecu algo que vivi quase 32 anos para ver: rodinha em Admirável Gado Novo! Todo mundo cantando junto as músicas do cara... Sensacional. O som estava limpinho e apesar das minhas cólicas, da falta de ar, da aglomeração excessiva e dos cigarros sem fim, gostei muitíssimo. O pouco que vi do Kiara Rocks pareceu bem legal. Já tinha ouvido alguma coisa, mas nem lembrava. Acho que estavam super empolgados e felizes. Mandaram bem com os covers e por convidarem Paul Di'Anno para uma participação. Isso inclusive serviu para quebrar o gelo com aquela galera preconceituosa. Era cada comentário besta que se ouvia... Ninguém está preparado para mudanças e o novo continua sendo sempre muito hostilizado. Humanos... Em seguida vieram os caras por quem saí de casa. Sem conversa, só pedrada. O som estava maravilhoso e o setlist perfeito, com a música tema da minha passagem por Mordor. Entraram, tocaram, riram e saíram. Slayer, sendo Slayer... Adorei! E teve até uma bela homenagem a Jeff Hanneman nos telões. Para mim o festival acabou aí. O show do Avenged Sevenfold me surpreendeu. Deram tudo de si, o som estva ótimo e assim as músicas pareceram menos chatas, menos covers de Metallica e outras bandas. Esperei por alguma música do Pantera, mas não rolou. E depois vieram os malas do Iron Maiden, por quem, claramente, a maioria estava ali. Fizeram o pior show deles dos cincos que eu já vi e um dos piores do festival. Produção de palco estava um lixo e o som mais desleixado de todos os tempos. Nunca vi equalização tão mal feita. Nem as guitarras estridentes do Metallica no dia 19 pareceram tão ruins perto daquela embolação sonora toda e daquele microfone estourado do Bruce. Sei que sou suspeita, mas nem falo das músicas. Parece que o setlist estava ao gosto dos fãs, na verdade. O som é que não condizia com a grandiosidade da banda mais querida deste público. Vi muita gente chateada, reclamando com sotaques de diversas partes do Brasil e isso foi triste, mas, enfim, ano que vem tem mais.
Um comentário:
O dia 22 pra mim foi melhor que o 19. A dobradinha Destruction/Krisiun tocando Venom foi maravilhoso, depois veio zé ramalho e por fim slayer...Tom Araya Berrando lindamente o Agudo de "Angel of Death" me fez levantar do sofá e bater cabeça junto com minha tia. Não curti o Kiara Rocks: por mais que eles tenham levantando a galera, achei o instrumental ruim e a dicção do cara péssima, mas vi que eles estavam muito empolgados. Ponto para eles.
Antes de começar o Iron Maiden, fui dormir...é sempre a mesma coisa.
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