Organizar armários, arquivos e papéis é sempre ser surpreendida com vidas passadas que não interessam em nada reviver... As coisas raramente são como se quer, mas talvez eu raramente seja como as coisas querem também.
Odeio essa época do ano!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2022
Fim de ano
Canção da Cabra Montanhesa
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
Comigo, então...
No fundo, tudo o que sabemos parte de uma premissa que é baseada numa crença. Pois, são dois os mitos primordiais, anteriores a todas as coisas. Um deles pode-se resumir em: se nos dedicarmos com tudo o que temos, conseguiremos qualquer coisa (responsabilidade). E o outro: não importa o quanto nos dediquemos com tudo o que temos, não seremos capazes de conseguir o que queremos (fatalismo). Em algum momento, decidimos em qual deles acreditar e isso guia nosso caminho. Todas as atitudes, pensamentos, sentimentos, afetos, intuições e visão de mundo partem dessa crença. Que é APENAS uma crença. Ou seja, não importa o que pensemos saber, não importa quanto estudo, experiência... no fim das contas, toda a percepção se baseia numa idéia impossível de comprovar. O que permite a conclusão: você e eu sabemos de porra nenhuma. Logo, é perda de tempo e energia discutir sem um objetivo claro. Especialmente com os aliados.
sábado, 26 de novembro de 2022
De Círculos e Desejos
E por falar em Vontade... Justamente neste momento em que "o amor venceu" aqui na ala de doidos varridos, em que existem aqueles que estão "do lado certo da História", em que o Bem é disputado pela classe mais questionável de uma sociedade e reforçado por fanáticos seguidores falaciosos que perderam o bom senso (se é que já o tiveram), em que ninguém está vigiando os vigias, em que se comemora palavras e ações deploráveis esquecendo-se que o chicote sempre muda de mão, em que questionar virou crime sujeito a multas milionárias satíricas e mordaças diversas, em que postes mijam em cachorros, ratos pulam de navios e ladrões são soltos aos bandos, em que morte de artista e contusão de atleta são comemorados simplesmente porque resolveram declarar voto (obrigatório) a esse ou àquele bando de saqueadores da nação, em que a Carreta Furateto is coming with wrath because they know their time is short, em que em qualquer assunto se enfia divisão, ativismo, militância, patrulha e doutrinação, em que sequer há esforços para esconder a inveja, o recalque, a frustração, falta de responsabilização e desejos reprimidos aqui e ali através do clássico fenômeno da projeção psicológica de problemas que são só seus, eu ouço ao longe uma gargalhada. Na madrugada, um galo cantou...
Estou com tempo? Não. O momento é próspero para a minha vida intelectual, artística, profissional e econômica. Ando fazendo malabarismos para não precisar recusar propostas ou pedir demissão, porém as coisas não vão tão bem assim em outro setor. Justamente onde, ingenuamente, eu esperava não ter problemas. Ah... O típico equívoco libriano de contar que as pessoas agirão da mesma forma que se age com elas. Então, num momento de desorientação e impulso de desistência, ali onde os caminhos se cruzam, e sem que eu o procurasse, um velho amigo surgiu, com seu sorriso enorme, me indicando uma direção. Coisas desnecessariamente desagradáveis acontecem de forma cíclica. A frase poderia terminar aqui, mas me refiro ao círculo de um dos meus trabalhos voluntários regulares. É um trabalho em grupo. E, antes de fazer parte dele, eu não contava com problemas ali, logo ali, naquele grupo!
"Naquele grupo..." Mais de 60 pessoas... Não haver problemas ali seria um milagre.
Então, relembro agora essa direção que me foi apontada, simplesmente porque estou outra vez no ponto baixo da roda, de volta à mesma encruzilhada, sem paciência para desrespeito e gente louca, com vontade de desistir, abandonar e afastar de mim o graal que eu mesma busquei. Isso, somado à tanta prosperidade e prazos apertados me fez optar por estar aqui hoje. Não escrevendo essas reflexões e memórias, claro. Eu devia estar finalizando a terceira capa de uma trilogia, mas enfim... Círculos são as formas geométricas mais curiosas.
Desejos são círculos, são apenas sobre nós mesmos e todos desejamos algo. O desejo colore a vida. Poucos de nós, no entanto, têm um senso de visão. Um olhar amplo, adiante. Visões são desejos que incluem todos a nossa volta. Desejos trazem melhorias. Visões podem transformar uma situação inteira.
Se isso acontece, significa que na minha cabeça, eu decidi que isso é bom e aquilo é mau. Dividimos a vida entre os bons e os maus. E é justo aí que a coisa desanda. Quando se começa com isso, nos tornamos um desastre para o mundo. É apenas uma questão de tempo. No momento em que decidimos que essa é uma boa pessoa, aquela é uma má pessoa, fechamos nossa capacidade de receber o que quer que venha, quem quer que venha e crescer com isso, aproveitar a vida ao máximo. O interessante é que justamente quem mais cai nessa de rotular tudo e todos, rotula tudo e todos de quem discorda de fascista. Círculos são mesmo sensacionais!
Bom e mau... todos oscilamos entre os dois. Questão de perspectiva e contexto. Quando se cria um ambiente agradável, maravilhoso, todos se comportam de maneira maravilhosa. Um ambiente desagradável torna todo mundo desagradável. Então, o que existe, na verdade, são pessoas alegres e pessoas infelizes. E não, pessoas boas ou más.
Voluntariado, significa, que apenas quero fazer algo. É o exercício de um grande poder pessoal, a Verdadeira Vontade em ação, exercendo sua função: a materialização das idéias. Incondicionalmente! Voluntariado, significa ter uma atitude de 100% de afirmação para a vida. Sem escolher esse ou aquele, é estar aberto a tudo e a todos. Pois, quando se é 100% aberto à vida, apenas então se é um voluntário, alguém que exerce pura e simplesmente a sua Vontade, que faz porque quer e só. Torna-se alguém que deseja realmente a vida. E, se torna tão aberto que acaba não tendo desejos apenas para si próprio.
E para lidar com todo tipo de pessoa é importante lembrar que a sua vida pertence a você, não aos outros. Não é da sua conta a escolha deles, quem eles são ou como eles são. Mas, o que eu sou é escolha minha. Essa é a MINHA forma de ser. Não importa o que façam, EU sou assim. Porque não dou a liberdade para ninguém decidir como eu vou me sentir ou me comportar. Ninguém vai me fazer sentir raiva, ninguém irá me fazer feliz, ninguém irá me magoar. Esses privilégios eu guardo para mim. Pois, se alguém é capaz de decidir o que acontece dentro de você, essa é a suprema escravidão. A nossa volta, é claro, não cabe inteiramente a nós como será. Mas, dentro de nós, é nossa responsabilidade.
Eu estou desanimada de novo com uma coisa que inicialmente era muito boa, e pensei nas palavras do meu amigo, sabe? Se eu for deixar de apreciar algo bom porque foi feito de uma forma má, por pessoas más, certamente não gostarei de nada no mundo. Posso continuar não gostando das pessoas e de suas maneiras, mas se algo é bom, é bom e fim. Daí vem meu pouco interesse por como a pessoa é e meu foco no fruto de suas ações.
Neste momento, naquele meu grupo, todos perturbam a todos, pois não são realmente voluntários. Não estão lá simplesmente porque querem. Esperam receber algo, algum tipo de reconhecimento, suprir alguma carência. E voluntariado significa que você não tem nenhum desejo apenas para si mesmo. Você irá fazer o que for necessário como um cavaleiro juramentado. Se aquela é uma casa de trabalho voluntário, isso significa que virá todo tipo de pessoa trabalhar. A maioria não é qualificada para o trabalho que está executando. E não se pode demiti-los, pois são voluntários!
A questão é que assim é o mundo inteiro.
"Quando você não conseguem trabalhar com esta ou aquela pessoa, reclama que elas são horríveis, deve lembrar que no mundo esse é o tipo de pessoa que existe. E, se o que você quer é trabalhar com a pessoa ideal, então você deve ir para a terra dos círculos, o Paraíso. Pois, é preciso reconhecer, não encontrará nenhuma aqui. Eu ainda não encontrei!", disse o meu querido amigo com aquele seu sorriso branco de lua crescente e continuou: "Caso contrário, se não deseja ser tão seletiva, classificando as pessoas em más ou boas, se você está realmente aberta para a vida, se pensa que o que está fazendo tem um significado maior, você encontrará um caminho, aprendendo a trabalhar com todas essas pessoas horríveis. E verá pessoas horríveis fazendo coisas maravilhosas."
Ventou no canavial. Um trovão lá no céu ecoou... Ele desapareceu bem lentamente e apenas o seu sorriso permaneceu por algum tempo depois do resto ter ido embora. E eu só consegui pensar que sempre vi muitos gatos sem sorriso, mas um sorriso sem um gato! É a coisa mais curiosa que já vi em toda minha vida.
terça-feira, 22 de novembro de 2022
Canção do Centauro Arqueiro
terça-feira, 8 de novembro de 2022
Regras da Vida #8
Quando você está se acostumando com paz e silêncio, as coisas começam a acontecer, todas ao mesmo tempo, de todo lado.
domingo, 23 de outubro de 2022
Canção da Fênix
quinta-feira, 22 de setembro de 2022
Canção da Balança Cega
A química cerebral é cega, a Biologia é cega, a Psicologia é cega, a Ciência é cega, a Religião é cega, a cultura é cega. Pois, a cabeça é cega, o julgamento é cego. O coração, não. Não à toa a personificação ocidental para a justiça, é uma figura feminina (embora o conceito seja positivo, masculino) com a venda nos olhos, segurando uma espada na mão direita e uma balança na esquerda. O peito descoberto... O orixá da justiça, dos raios, Xangô, cruza seus oxés sobre o coração e Thor toma sempre atitudes emotivas... Importantes detalhes que passam direto.
"Para mim, só existe percorrer os caminhos que tenham coração, qualquer caminho que tenha coração. Por ali viajo, e o único desafio que vale é percorrê-lo em toda a sua extensão. Por ali viajo olhando, olhando maravilhado."
"Olhe cada caminho de perto e com intenção. Prove-o tantas vezes quanto considerar necessário. Depois, faça a você mesmo, e a você somente, uma pergunta. É uma pergunta que só se faz a um homem muito velho. Eu lhe direi qual é: Tem coração este caminho? Todos os caminhos dão na mesma, não levam a nenhuma parte. São caminhos que vão pelo matagal. Posso dizer que na minha vida percorri caminhos longos, longos, mas não estou em nenhuma parte. Se o caminho tem coração é bom; se não, de nada serve. Nenhum caminho leva a nenhuma parte, mas um tem coração e o outro não. Um faz prazerosa a viagem; enquanto você o seguir, será uno com ele. O outro o fará maldizer a sua vida. Um o faz forte, o outro lhe debilita."
Crowley, o controverso mago telemita, que errou por muitas milhas para longe do alvo várias vezes, quando acertou, deixou alguns tesouros como:sábado, 3 de setembro de 2022
Hipocrisia Amarela
Pronto. Bateu Setembro, as mesmas pessoas que passam o ano questionando a depressão dos depressivos - usando parâmetros dos mais absurdos, como observar a idade da pessoa e seu padrão financeiro, considerando que apenas pessoas com dificuldades econômicas e em idade "adulta" teriam "razões" para se deprimir, desqualificando completamente todas as complexidades sociais, culturais, íntimas e até biológicas dos mais diversos tipos humanos - vão compartilhar cartas deixadas por pessoas que se suicidaram e convidar a todos para uma reflexão sobre o quanto a "sociedade" é terrível.
sexta-feira, 2 de setembro de 2022
De Pombos e Vazios
- Mas tinha uma vaga tão boa ali na frente...
- Claramente não dá para estacionar ali sem atrapalhar a entrada da garagem, senhora.
- Mas aqui tem pombos olha.
- Sim, tem pombos. A senhora joga comida para eles todos os dias...
- Não, eu dou comida para os gatos.
- Claro, gatos adoram milho.
Como ela fez de continuar esse mimimi totalmente sem fundamento algum, as pessoas já iam andando mais devagar por ali pra acompanhar a cena, e eu ODEIO discussões, principalmente as que não servem pra nada, só fiz um último comentário enquanto já me preparava para atravessar a rua e seguir meu caminho:
- Senhora, pensa em todos os problemas que você tem na sua vida. Agora olha para o meu carro e perceba que esse não é um deles.
Tenho certeza que nem parou para refletir. Nem sobre isso, nem sobre seus problemas reais. E eu fui embora um pouco preocupada com o carro, pois ela poderia fazer alguma coisa com ele. Mas, me confortei no fato de ela morar bem na casa em frente.
Algumas horas depois, voltei, estava tudo em ordem. Havia outro carro estacionado atrás do meu, deixando espaço para mais dois. Girei a chave e deixei a rua em frente àquela casa com um carro a menos, como a mulher queria mais cedo. Finalmente, deixei de ser um dos problemas imaginários que só servem pra esconder os problemas reais de alguém. "Um a menos, por hoje." Eu pensei e ela deve ter pensado quando olhou da janela e viu o espaço vazio ali na rua. Seja como for, naquele mesmo dia, no horário em que me preparava para dormir, já um pouco aliviada, no hospital, pensei nessa mulher. Pensei que talvez durante a noite, com a rua menos movimentada, ela pudesse estar mais feliz. Mas, logo desfiz essa imagem. Era óbvio que, com o vazio da rua deserta, ela finalmente precisaria lidar com os carros estacionados em frente aos muros dentro de sua própria cabeça. O silêncio lá fora só amplia seu barulho interior, deve ser desesperador. Seu único alívio seria o arrulho dos pombos. Então, é lógico que depois de haver varrido a calçada outra vez, enquanto ninguém estava passando, ela foi lá fora e descarregou mais um saco inteirinho de milho. A semana estava só no meio.
terça-feira, 23 de agosto de 2022
Canção da Donzela Ideal
sábado, 20 de agosto de 2022
Delírio sobre Destruição
sábado, 23 de julho de 2022
Gelübde von Carl Gustav Jung
sexta-feira, 22 de julho de 2022
Canção da Porta de Micenas
segunda-feira, 18 de julho de 2022
terça-feira, 21 de junho de 2022
Canção do Ermitão
segunda-feira, 30 de maio de 2022
Vão se catar, vão.
Arte não é cara. Caro são os papéis, as telas, as tintas, os pincéis, as massas, as estecas, materiais diversos, o equipamento digital, o programa, as impressões, os instrumentos, a manutenção de cada coisa, os livros, os cursos, a conta de luz, a internet, o condomínio, a comida, os sapatos, as roupas, a gasolina, o IPVA, o IPTU, o IR... Arte, não. Arte é baratinha.
terça-feira, 24 de maio de 2022
Optchá!
Quando resolvo seguir por onde quero, nem todo mundo está pronto para vir comigo. Isso não significa que sou eu que preciso mudar quem sou e o que quero fazer, significa que se alguém não está pronto ou disposto a me acompanhar, que faça o que tem vontade e me deixe em paz. Se sou excluída, insultada, esquecida ou ignorada pelas pessoas a quem dedico o meu tempo, ou se noto que estou numa armadilha, que algo está sendo feito intencionalmente para me atingir, não vejo razão para continuar me importando. A verdade é que não sou para todo mundo e nem todos são para mim. E isso é que torna as reais parcerias, as amizades e amores correspondidos tão especiais.
Eu sei o meu valor, porque sei do que sou capaz por quem amo. Então, separo quem simplesmente para se eu parar de fazer as coisas acontecerem, daqueles que remam junto. E observo bem quem são aqueles que se eu
desaparecer, não me procuram. Aqueles que quando eu paro de me esforçar, a
relação termina. Aqueles que quando eu paro de enviar mensagens, não há comunicação por semanas. Aqueles que se eu não vou até eles, não movem um milímetro por minha causa. Aqueles que jamais tomaram qualquer iniciativa para que coisas boas acontecessem entre nós. Aqueles que tentam me controlar, que me perseguem, que se entristecem com as minhas alegrias. E deixo pra lá. Isso não significa que eu arruinei algo de bom, significa que a única coisa que sustentava essa troca era a energia que
só eu dava para mantê-la. Isso não é amor, é apego. É dar chance pra
quem não merece. E eu sei do que sou capaz, e, portanto sei também que mereço mais.
No momento, não estou bem, preciso de ajuda para não seguir de novo por um caminho que já conheço de outros tempos. Preciso de ajuda urgentemente. Agora. Mas, pra notar esse tipo de coisa, parece que chegar perto, olhar nos olhos, não foi suficiente... E tenho especial dificuldade com isso: pedir... falar dos meus problemas...
É necessário proteger a própria energia a qualquer custo, pois tempo e energia são limitados. Não sou heroína, não tenho que ser de ferro, não sou responsável por salvar ninguém ou sequer convencer as pessoas a melhorar. Especialmente quando quem precisa de forças sou eu. Não é trabalho meu existir para as pessoas, viver me desdobrando por elas e dar a elas a minha vida. Preciso da companhia de pessoas saudáveis, prósperas, reais, proativas, verdadeiras e completas, que têm coragem para enfrentar seja o que for e que fazem o que querem de suas vidas, sem responsabilizar o destino por suas derrotas.
segunda-feira, 23 de maio de 2022
The Great Divide
domingo, 22 de maio de 2022
"Muitas coisas minhas aí."
Poucas coisas são mais frustrantes do que a sensação de que a comunicação não se estabeleceu nem mesmo depois de uma noite inteira de conversa... Uma noite? Na verdade, muitas noites e dias, meses e até anos... Pois, a conversa é sempre em torno da mesma ladainha, parece disco arranhado. Pior quando a isso se soma um sentimento de impotência diante da tragédia há muito tempo anunciada. Adultos deveriam ter como premissas, como óbvias, certas coisas que, quando sou obrigada a explicar, sempre sinto algo de bom morrer um pouco dentro de mim. É desanimador me dar ao trabalho com quem sinceramente não valoriza sequer um segundo da minha atenção, pois enquanto cada palavra é proferida, é interpretada precipitadamente e reinterpretada logo depois de serem ditas e toda essa burrice inerente da presunção e da falta de humildade vai me desanimando num nível crítico e gerando um sentimento tão ruim, que por si só deveria explicar o rumo de certas situações, simplesmente por ser a razão disso.
A minha parte é que eu não quis algo e não fiz porque não quis e a razão para eu não querer são essas aí deitas anteriormente. E também quis outras coisas e fiz porque quis fazer e a razão para querê-las é que me faziam muito bem, apesar de também haver dificuldades. O que parece que nunca fica claro é que querer uma coisa não exclui querer outra, se as duas são boas. Uma nunca foi motivo para excluir a outra. Se alguma foi excluída é porque não me pareceu tão boa para me esforçar em mantê-la.
Mesmo que no fundo, em nome do que existe de bom, eu desejasse que tudo fosse diferente e que a proximidade fosse possível, minha atitude simples é o distanciamento de corpo e mente. Pois, sinto arrependimento quando vejo que ofereci muito além. E tenho o hábito de queimar pontes toda vez que percebo um lampejo de revanchismo sem cabimento, ameaças pretensiosas, tentativas de controle e manipulação... Enfim, quando não há comunicação.
Qualquer coisa que eu tenha decidido na minha vida, decidi porque quis, como quis e acho justo. Não devo explicações. Estou bem assim. E qualquer coisa que está acima do meu poder de decisão, eu simplesmente aceito como é. Porque não há nada que eu possa fazer. E nisso se engloba a forma como as pessoas são, a forma como me sinto diante disso, meus sentimentos, os sentimentos dos outros. Tudo isso é como é. Não tenho esperança alguma de mudar, cabe aceitar. O que não aceito é justamente alguém achar que sou obrigada a esperar, a ser paciente, a compreender, a aturar, a aceitar, a dar e a negar coisas em mim que são verdadeiras e inegáveis. Não aceito que as decisões que tomo para a minha própria vida sejam questionadas, seja por quem for. Menos ainda em tom de cobrança. Como se eu tivesse dívidas. Se dei algo, se ajudei, se fui compreensiva, se esperei um pouco, se tive empatia em algum momento, foi porque eu quis, não por obrigação. Cabe gratidão aqui, não cobrança.
Mas, às vezes as pessoas têm expectativas irreais sobre as coisas, se recusam a simplesmente ver, compreender o que acontece e responsabilizam os outros pela própria ilusão e tragédia. Acham que merecem, que existem débitos com elas, que lhe fizeram mal deliberadamente. Pouco enxergam milhões de tentativas, frustradas até, de ajuda, amor, dedicação... (Amor, meu deus! AMOR! Algo tão rico e raro... jogado no chão e pisado porque não é do jeito que se espera.) E como crianças mimadas, se jogam no chão, esperneiam, gritam, numa ânsia desesperada de ter suas necessidades supridas, suas vontades atendidas. E nunca se perguntam por quê não têm. Mas, eu pergunto: por que, floco de neve especial, você deveria ter tudo o que quer e como quer, na hora em que quer, dos outros? Falta maturidade, sabe? Experiência de vida, falta convívio com humanos e problemas reais. Falta sair do mundo fantástico que existe dentro de suas cabeças quadradas.
Sempre me ressinto quando vejo que acabei fazendo o inadmissível: me explicar como se devesse algo. Não espero nada das pessoas, não conto com nada que venha delas, não exijo, não cobro e me sinto dolorosamente desrespeitada quando vejo que estou sendo tratada como se eu estivesse agindo assim. E o engraçado é que antes de ficar magoada eu já perdoo, simplesmente porque na verdade, tudo isso me dá muita preguiça. Mas, é aquela parada, né? Nada está parado. Tudo está sempre desmoronando. A cada episódio de perturbação, coisas que eram enormes vão ficando menores. E isso sim, algo pelo qual vale a pena se preocupar em agir a respeito, fica de lado, ignorado... é ninguém percebe que é o crucial da questão para se conseguir o que se quer.
sábado, 21 de maio de 2022
Totalmente piores
O problema de não se concretizar as idéias (ou pelo menos de não se realizar um duro trabalho de organização, disciplina e esclarecimento), é que elas não vão embora. Você pode até desistir delas, mas elas jamais desistem de você e, de tempos em tempos, retornam. Para piorar, elas estão surgindo e se acumulando o tempo todo, aleatoriamente, e no fim das contas, se você não assume o comando, viram mais bagunça na sua cabeça para arrumar. A coisa se inverte, elas te controlam, elas passam a criar você, direcionam a sua vida. E seria muito bom, um alívio, se surgissem apenas na cabeça mesmo. Mas, se você também é uma vítima das idéias, se você deixa para depois, se fecha os olhos, se não leva muita fé no poder que têm, concorda comigo que elas não se contentam, e encontram lugares muito piores para bagunçar.
sexta-feira, 20 de maio de 2022
Canção dos Dois Irmãos
quinta-feira, 19 de maio de 2022
Tanta... mas tanta!
Há alguns dias eu fui em duas festas e não lembro bem como a noite terminou, mas quando acordei no dia seguinte, estava num quarto que não era o meu e lembrei vagamente de algumas coisas que disse. Mundo terrível, pessoas más, todos estão feridos e querem ferir os outros e eu não queria ser motivo de tristeza para ninguém... não queria precisar escolher... Parece que foram expressões chave de uma conversa regada a muitas lágrimas e risadas.
É tão bom saber que se pode dizer tudo, sem com isso provocar o desmoronamento de todo um universo, sem que isso signifique adeuses desnecessários ou dramas maiores. Porque se nossos pensamentos não são lineares, o que esperar de nossas emoções? Se vivemos num mundo doido, criado sobre bases arbitrárias, como encontrar o encaixe para peças que fatalmente existirão e que antes de negá-las será necessário reconhecê-las? Na verdade, por qual motivo as coisas humanas deveriam ser simplesmente como têm sido, se pouca gente parece satisfeita? Por que razão, deveríamos nos dobrar a eles, se em vez de desenvolver certas habilidades, os inábeis simplesmente legislam de forma a impedir os habilidosos?
Ser compreendida, ajuda um pouco a tranquilizar a balbúrdia de uma sala secreta dentro da minha cabeça, onde entro às vezes, acendo a luz, abaixo o som e procuro organizar. Pois, apesar de gostar muito da minha própria companhia é sempre maravilhoso encontrar aqueles que também percebem a angustiante inexistência das linhas retas. A realidade tem mais curvas do que nos sentiríamos seguros para admitir. E como um banho bem quentinho em dias frios, é muito feliz encontrar mais alguém no mundo que teve uma vó que dizia "Filha, você ainda vai ver coisa."
sábado, 30 de abril de 2022
Votos
sexta-feira, 22 de abril de 2022
Diário do Cachorro Vivo
Por mais umbralino que nosso mundo seja e por menos ascencionado que seja meu espírito, procuro me cercar das coisas bonitas e enriquecedoras. Invisto minutos só olhando para o céu diariamente, vou onde vale o esforço de me deslocar, falo sobre, o que e com quem o sacrifício do silêncio compensa, trabalho com o que me faz sentir feliz. Durmo com bastante sono, como com bastante fome e se me distraio é porque estou prestando bastante atenção em outra coisa. Tudo meu é na intenção de que seja maravilhoso, pra mim e para todo mundo que posso, isso é fato.
Por mais que alguns dias sejam de cinco de espadas, outros de oito de copas, alguns de sete de ouros e outros de dois de paus, eu sigo. Na minha. Distraída de tudo mais, fazendo o que considero bom. Mas, mesmo assim, não são poucas as vezes que, no meu trajeto surgem os protestos, a má vontade, os choramingos, as tentativas de dissuasão. Vejo gente que sai do outro lado da cidade, SÓ para tentar minar algo de bom que estou fazendo. Vejo crime de falsidade ideológica e pesquisas sobre novas formas de espionar onde estou, o que faço, para onde vou, o que farei... Recebo observações a respeito do que uso, faço, sou, de pessoas que sequer me cumprimentam. E gente, de quem o esperado é que se importe, acompanhe, se interesse e saiba da minha vida, aparece apenas para apresentar obstáculos e criar problemas.
E eu não sou nada... sei pouco, faço pouco, erro mais do que devia. Me entristeço profundamente e penso em desistir o tempo todo. Não tenho facilidade para nada. Ter as coisas que tenho, custa. Fazer o que faço, custa. Ser desta forma aqui, custa. Não percebo nada de admirável ao ponto de afetar tanto assim a vida de outras pessoas. Sei lá, deve ser esse o problema. Ou, talvez, simplesmente não estar participando dos jogos delas, me importando com o que fazem para suas vidas, reverenciando, desejando ser aceita, lutando por aprovação, amizade, amor, reconhecimento... Vai saber. De qualquer forma, é sempre curioso quando percebo esses esforços todos, porque são sempre para conseguir, na melhor das hipóteses a minha tristeza e antipatia, na pior, aumentar a minha vaidade. Nada mais.
sábado, 12 de março de 2022
Circo pegando fogo
quinta-feira, 10 de março de 2022
Guns N' Rangers
Lembro de Saramago, numa entrevista dizendo que era ateu, mas cristão até o último dos seus fios de cabelo...
E... assim, já que nunca encontrei um mísero iluminado encarnado nessa vida, tenho certeza disso, qualquer um pelas redondezas está muito longe de
fugir da cultura onde nasceu. Porque ela se entranha, tanto em uns quanto em outros. E fatalmente, mesmo desprezando muito do que meus conterrâneos admiram, estamos no mesmo zeitgeist, na mesma egrégora, na mesma vibe, que todo afegão médio acebolado aqui no Ocidente... Sei que, para Narciso, se enxergar acaba sendo difícil mesmo, no fim das contas, mas todo um esforço egípcio
apenas para exclusivamente passar seu tempo reagindo e obter palmas de uma plateia, de botafoguenses amigues, provoca tanto riso quanto
criar "dicotomias" neste momento histórico. Porque depois de passar décadas não apenas sonhando, mas principalmente, gastando uma grana pesada com TUDO que faz parte de um certo estilo de vida claramente norte-americano muito apreciado pela minha geração (direta, como a Rússia é, ou indiretamente, como os EUA preferem), toda a saliva, a verve e os bytes gastos para mostrar justamente o contrário, forçando a barra para igualar um modelo que claramente se aceita (e até curte) e outro que os impediria de fazer tudo o que mais se gosta, chega a parecer até patológico. Embora seja necessário um pouco de atenção para se perceber, o desdém sempre deixa claro o interesse do comprador que quer barganhar. Quando a habilidade não foi suficiente, quando só se conseguiu a parte fácil, aquela
que o dinheiro compra, que o discurso dá conta, ocupa-se todo o espaço que não se dá a pensamentos mais construtivos, a praticar o que gostaria de saber realmente fazer e a buscar boas idéias, escondendo os fatos para si mesmo ou para qualquer interlocutor desatento. Mas, o recalque é algo tão evidente pra quem está acostumado a lidar com isso... E, às vezes é uma vovó distraída na beira da praia depois de uma onda bem forte desarrumar seu maiô, deixando a mostra o que ela não queria, sem que ela percebesse. Um negócio esquisito, constrangedor, engraçado e impossível não notar. Mais ainda quando se trata de patrulheiros da coerência alheia.
terça-feira, 8 de março de 2022
Palavra Correta e Ironia
"Um monge aproximou-se de seu mestre – que se encontrava em meditação no pátio do Templo à luz da lua – com uma grande dúvida:
– Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. Mas vejo que os Sutras e as recitações são feitas de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o Dharma está além dos termos, porque os termos são usados para defini-lo?
O velho sábio respondeu:
– As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não se preocupe com o dedo que a aponta.
O monge replicou:
– Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?
–
Poderia – confirmou o mestre – e assim tu o farás, pois ninguém mais
pode olhar a lua por ti. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e
inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A
Lua está e sempre esteve à vista. O Dharma é eterno e completamente
revelado. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o
Primeiro Princípio.
– Então – o monge perguntou – por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?
–
Porque – completou o sábio – da mesma forma que ver a Lua todas as
noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de
aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não
confiam na Verdade já revelada pelo simples fato dela se manifestar em
todas as coisas, sem distinção. Desta forma, as palavras são um
subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como
qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário.
O mestre ficou em silêncio durante muito tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua."
(Tam Huyen Van)
Na época do Orkut existia até uma comunidade chamada: O Chato em Ser Irônico... E na descrição vinha o complemento: ...é que quando não entendem, o idiota fica parecendo você.
Toda vez que falo ou publico piada... ironia... sarcasmo... em algum lugar, lembro desse conto Zen. E essa é uma das utilidades para falar ou publicar essas coisas, aparentemente inocentes: selecionar quem fica e quem vai. Interessante notar os tipos humanos e os assuntos que os atraem... Embora o teor da mensagem seja perfeitamente esperado, nem preciso chegar a saber realmente o conteúdo do feedback. Só o fato de a pessoa aparecer apenas em determinados temas, é fácil intuir o teor da mensagem e a escolha de palavras, apesar de sequer entender nem o que eu disse, nem muita coisa a respeito do assunto, em geral. E esses detalhes podem mostrar o suficiente para decidir se quero proximidade ou não. Porque os cães ladram, mas o Projeto Destralhamento Outono/Inverno 2022, não para!
sexta-feira, 4 de março de 2022
Absurdo e Imaturidade
É tão louco esse negócio de crime de guerra, né? Não pode matar civis, não pode enganar o inimigo se disfarçando de civil ou com o uniforme do próprio inimigo, não pode impedi-lo de se recuperar, não pode matar médico, nem jornalista, não pode bombardear áreas civis, quem está de fora não pode intervir diretamente com soldados ou ataques, não pode bomba nuclear. Só pode invadir e destruir a porra toda e prender e matar militares e os integrantes do governo.
Parece brincadeira de criança. Mas, nem é brincadeira, nem é de criança. Ou é? Sei lá, maturidade tem nada a ver com idade. E por falar em maturidade, imagina o alien pai tentando explicar o que é a guerra na Terra para o alienzinho... Deve ser tão complicado quanto explicar para os gringos que o presidente do Brasil não perde um dia sem se manifestar contra o socialismo/comunismo, mas tem sua simpatia pelo governo da Rússia, tanto quanto o presidente da Venezuela! Ou, que esquerda aqui, em termos amplos, não é liberalismo... democracia..., aqui isso é o "centrão"... direita..., esquerda aqui é um pouco mais pra esquerda. Embora na prática, a verdade seja que aqui não tem nem uma coisa, nem outra. É só um "eles contra nós" mesmo. E se eles nos roubam, é a lei. Se nós roubamos é crime. Um absurdo bem ao jeitinho das guerras. Onde, inclusive, os sábios ensinam que "um capitão deve se esforçar ao máximo para dividir as forças do inimigo, seja fazendo-o desconfiar dos homens que confiava antes ou dando-lhe motivos para separar suas forças, enfraquecendo-as". Se a carapuça serviu, vista. E para com essa mania chata, autoritária, pretensiosa e arrogante de ficar brigando com os outros por diferenças nas maneiras de ver a vida.
domingo, 27 de fevereiro de 2022
Eu sou da Lira não posso negar
Há menos de um ano, as noites aqui em casa têm sido diferentes. São noites que me trazem a mesma sensação das manhãs, quando tudo a respeito daquele dia ainda é apenas possibilidade. Acendo incenso, da mesma forma que faço antes do café da manhã. Cuido das plantas, do Mambo... Quando não está tão frio pra um chá, tomo mate gelado, suco, vinho, wisky... Curto o silêncio, toco algum instrumento ou só ouço música. Escrevo, vou finalizando alguma aula, alguma ilustração... Assisto algo interessante, uma entrevista, um filme, um vídeo... Estudo, leio, seguindo na missão de ler TODOS os livros da casa por inteiro. Jogo videogame. Converso com amigos, namoro, saio para algum lugar... Mas na maioria das noites não procuro companhia. E fico em silêncio aqui, do mesmo jeito que faço numa manhã ideal. Mesmo com toda a capacidade que o mundo tem de produzir problemas, aqui eu sei que posso simplesmente me silenciar.
Há menos de um ano tenho algo que demorei 40 anos para conseguir: tempo. Descobri que dessa forma, com menos de tudo, o virtuosismo das habilidades ou da originalidade, algo que nunca busquei, acaba sendo genuíno, pois as coisas são o que são e há imensa beleza nisso. Não sei se pelo teor das experiências, se pela forma de apreender as lições, se pelo passar dos anos... o verdadeiro reconhecimento do próprio valor tem sido fundamental para jamais, apesar de tanto estudo, tantos interesses e dedicação a tantas atividades, deixar que a comunicação sem afetação em qualquer das linguagens que uso, especialmente através das palavras simples, seja perdida. Porque, ao menos para mim, todo o meu silêncio e contemplação seriam inúteis sem a capacidade de comunicar algo de relevante e para isso é fundamental a simplicidade. Mas, veja bem, capacidade é diferente de necessidade. Continuo não tendo tempo para explicar, mostrar, ou convencer quem quer que seja, sobre o que quer que seja fora da sala de aula ou das relações profissionais. Muito menos com ares de mestre, doutora, phd ou astronauta. E tenho menos tempo ainda para quem só ocupa a cabeça com a contradição dos outros, as incoerências do mundo, os assuntos chatos, pesados, sérios e passa o dia assumindo uma postura, se posicionando, provando pontos, profetizando, pregando, discutindo com o vento a troco de nada, sem relaxar nem mesmo quando encontra amigos...
Não tenho uma visão romântica da vida. Dou utilidade prática até para o misticismo. Porque realmente sei que os grandes momentos ocorrem durante as pequenas ações cotidianas, durante as pequenas gentilezas e gestos de amor. E não, através de discussões inflamadas, falação, disputas... No fim, esse comportamento só serve para se autoafirmar, para deixar claro o quanto se está cheio de si e se sentir superior aos outros. E a gente só precisa do que não tem. Não me perco pensando em como tudo deveria ser, em coisas impossíveis no momento, no que eu acredito ser o certo, achando que a realidade, "o real", irá mudar se eu encher bastante a paciência com um monólogo egocêntrico baseado numa crença de que o outro só fala merda e eu sim é que sei das coisas.
Há menos de um ano tenho finalmente paz dentro da cabeça. Neste momento isso é uma alegria que transborda e precisa ser partilhada. É um excelente momento, afinal, além disso, o mundo tem estado mais louco que nunca. E nem falo da gasolina, da inflação, das tragédias ou da III Guerra. Milagres têm acontecido e velhos pequenos sonhos têm se realizado por aqui também. Sejamos gratos: não apenas emendamos o Carnaval com o Natal num ano, como agora teremos dois carnavais!
Quando deixo pra lá é de coração, sabe? E isso só é possível agora graças àquele trabalho de destralhamento da vida que segue a todo vapor.



