terça-feira, 24 de maio de 2022

Optchá!

Não dou nada pela metade. Não sinto pela metade. Aceito todas as pessoas com quem me importo, com todas as suas bagagens, ainda que muita coisa me incomode, que me contrarie. Porque penso que qualquer tipo de julgamento não cabe a mim. Se eu gosto, se me importo, é 100%. Por isso, desisto de pessoas que não estão prontas para me aceitar com tudo o que trago comigo. Fim. Nessa leva vai família, amigo, conhecido, colega e afetos diversos... Até aqui, talvez seja sempre a coisa mais difícil que volta e meia preciso fazer, mas é também a mais importante. Tem nada mais desgastante do que ter conversas difíceis com pessoas que não estão dispostas a ouvir de verdade, procurar pessoas que não têm interesse real na minha presença, só aceitam se eu der algo específico de mim, nada diferente disso. Faço o que posso para ganhar a apreciação de quem eu gosto, mas em alguns casos é só perda de tempo, energia, saúde mental e física.

Quando resolvo seguir por onde quero, nem todo mundo está pronto para vir comigo. Isso não significa que sou eu que preciso mudar quem sou e o que quero fazer, significa que se alguém não está pronto ou disposto a me acompanhar, que faça o que tem vontade e me deixe em paz. Se sou excluída, insultada, esquecida ou ignorada pelas pessoas a quem dedico o meu tempo, ou se noto que estou numa armadilha, que algo está sendo feito intencionalmente para me atingir, não vejo razão para continuar me importando. A verdade é que não sou para todo mundo e nem todos são para mim. E isso é que torna as reais parcerias, as amizades e amores correspondidos tão especiais.

Eu sei o meu valor, porque sei do que sou capaz por quem amo. Então, separo quem simplesmente para se eu parar de fazer as coisas acontecerem, daqueles que remam junto. E observo bem quem são aqueles que se eu desaparecer, não me procuram. Aqueles que quando eu paro de me esforçar, a relação termina. Aqueles que quando eu paro de enviar mensagens, não há comunicação por semanas. Aqueles que se eu não vou até eles, não movem um milímetro por minha causa. Aqueles que jamais tomaram qualquer iniciativa para que coisas boas acontecessem entre nós. Aqueles que tentam me controlar, que me perseguem, que se entristecem com as minhas alegrias. E deixo pra lá. Isso não significa que eu arruinei algo de bom, significa que a única coisa que sustentava essa troca era a energia que só eu dava para mantê-la. Isso não é amor, é apego. É dar chance pra quem não merece. E eu sei do que sou capaz, e, portanto sei também que mereço mais.

No momento, não estou bem, preciso de ajuda para não seguir de novo por um caminho que já conheço de outros tempos. Preciso de ajuda urgentemente. Agora. Mas, pra notar esse tipo de coisa, parece que chegar perto, olhar nos olhos, não foi suficiente... E tenho especial dificuldade com isso: pedir... falar dos meus problemas...

É necessário proteger a própria energia a qualquer custo, pois tempo e energia são limitados. Não sou heroína, não tenho que ser de ferro, não sou responsável por salvar ninguém ou sequer convencer as pessoas a melhorar. Especialmente quando quem precisa de forças sou eu. Não é trabalho meu existir para as pessoas, viver me desdobrando por elas e dar a elas a minha vida. Preciso da companhia de pessoas saudáveis, prósperas, reais, proativas, verdadeiras e completas, que têm coragem para enfrentar seja o que for e que fazem o que querem de suas vidas, sem responsabilizar o destino por suas derrotas.

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