Estou, para variar, no meio de um projeto. Muito trabalho e tudo mais... A única e grande novidade dessa vez é que estou conseguindo concluir um dos meus. E como em todas as minhas jornadas autorais, neste, venho experimentando há dois anos algumas manifestações evocadas pelo conceito do trabalho. Sei que muitos artistas passam por coisas semelhantes. No meu caso, atualmente, é um deck Lenormand. São 36 cartas conceituais. Menos desafiador do que um deck de Tarô, que farei posteriormente. Portanto, comecei por esse. Queria algo para experimentar o planejamento, gerenciamento, execução, divulgação e venda antes de um livro ou outros produtos mais complexos listados há séculos, alguns iniciados, porém jamais concluídos. Mas, o mais interessante é estar ocorrendo esses eventos menos práticos e objetivos. E tudo se passa de forma tão categórica, tão ostensiva, tão descarada... Bom, mas é aquela coisa... Vê quem quer ver e não vê quem não quer também.
O projeto vinha muito bem até a carta da Montanha, quando recebi uma proposta irrecusável e precisei dar uma pausa. O planejamento ficou ali, por um ano, no mural, sem avançar. Depois de muitas dificuldades, retomei na carta seguinte: Caminhos. Daí entrei numa de que nada estava ficando como eu queria, nada estava bom, não era nada daquilo... Muitas dúvidas, experimentos e indecisão diante de tantas idéias diferentes. Sou minha pior cliente. Fiz tantos desenhos dessa carta, passei noites sonhando com idéias até decidir como afinal todo o baralho irá ficar. Mudei tudo. Completamente. Layout, desenhos, linhas, cores, estilo... E esse processo me obrigou a repensar toda a minha vida, tudo o que gosto, toda a verdade sobre o que realmente quero fazer. Isso provocou a reformulação dos meus processos e do resultado que procuro. Então, muita coisa será bem diferente daqui para frente.
Enfim, agora tudo está andando de novo, a carta dos Caminhos trouxe uma escolha no meio de tantas possibilidades. Em seguida, fiz o mais rápido que pude, a carta dos Ratos. A propósito, foi justamente no dia de pagar contas e fazer compras... Comprei, inclusive, material de desenho. E precisei gastar com uma multifuncional nova também. Comecei, correndo, a rabiscar ideias para a carta seguinte a essa (e neste momento ainda estou nela)...
O projeto vinha muito bem até a carta da Montanha, quando recebi uma proposta irrecusável e precisei dar uma pausa. O planejamento ficou ali, por um ano, no mural, sem avançar. Depois de muitas dificuldades, retomei na carta seguinte: Caminhos. Daí entrei numa de que nada estava ficando como eu queria, nada estava bom, não era nada daquilo... Muitas dúvidas, experimentos e indecisão diante de tantas idéias diferentes. Sou minha pior cliente. Fiz tantos desenhos dessa carta, passei noites sonhando com idéias até decidir como afinal todo o baralho irá ficar. Mudei tudo. Completamente. Layout, desenhos, linhas, cores, estilo... E esse processo me obrigou a repensar toda a minha vida, tudo o que gosto, toda a verdade sobre o que realmente quero fazer. Isso provocou a reformulação dos meus processos e do resultado que procuro. Então, muita coisa será bem diferente daqui para frente.
Enfim, agora tudo está andando de novo, a carta dos Caminhos trouxe uma escolha no meio de tantas possibilidades. Em seguida, fiz o mais rápido que pude, a carta dos Ratos. A propósito, foi justamente no dia de pagar contas e fazer compras... Comprei, inclusive, material de desenho. E precisei gastar com uma multifuncional nova também. Comecei, correndo, a rabiscar ideias para a carta seguinte a essa (e neste momento ainda estou nela)...
Aí, na quarta, antes de pegar a estrada outra vez, estava esperando completar o tanque de gasolina e enquanto o sol das três batia nos meus olhos, passava na cabeça o longo trajeto que faço toda semana até outra cidade. A demora, o custo, a energia, todos os contras... e surgiram os questionamentos de sempre, diante de qualquer coisa trabalhosa e importante... "Tenho mesmo que fazer isso?", "Não é mais uma daquelas coisas que resultarão em nada?", "Não vai ser perda de tempo, de novo?", "E de dinheiro?"... É... eu sou resistente assim. Mas, então, o frentista veio com a máquina de cartão. Meu deus, eu vi quanto deu a conta! E, enquanto estava digitando a senha, atônita com os números, ouvi uma gargalhada e olhei para o outro lado. Antes que eu pudesse dizer que não precisava da minha via, o rapaz arrancou o papelzinho do comprovante e me desejou boa viagem com um sorriso enorme. Liguei o carro, o som e parti. A conta deu nada mais, nada menos que 93,93!
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