quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pausa Dramática

Silêncio ao levantar, silêncio ao deitar... O silêncio acompanha o chá da manhã e dá espaço aos sons do dia, testemunha meus gatos dormirem, a poeira baixar sobre os móveis, o luar atravessar a janela e traz o aroma da noite. O silêncio toma forma durante minha ausência ou o meu desprezo e requer disciplina para que surja em minha presença. Do silêncio eu vim, a ele venci tantas vezes, mas qualquer hora seremos um outra vez. É o silêncio a menor parte da matéria. Este mesmo silêncio que agora se impõe a mim, perante quem resta apenas me render, obriga a calar até mesmo meus pensamentos, e espera ansioso o momento em que minha voz será ouvida mais alto. Através do silêncio mostro admiração, através do silêncio critico e é em silêncio que respondo ao que não pode ser respondido.Veículo da indiferença ou do mais profundo zêlo, foi a sua mordaça que me calou, é ele que vem agora me entristecer.

Um comentário:

JP Mayer disse...

Melhoras... (sabia que o Jack não era um juiz muito durão =)