Na sexta, saí no horário de sempre e fui lá, como todo santo dia, manter as minhas pernas com 20 anos por mais tempo... Na volta, para evitar andar pela rua, passei pelo meio fio, em frente a uma oficina de lanternagem que ocupa praticamente todo o espaço com os carros dos clientes, um local que a Guarda Municipal desconhece no Rio de Janeiro. Porque é muito mais simples lidar com carros de moradores parados em frente à padaria por cinco minutos e que sequer atrapalham a passagem de pedestres, do que com donos de oficina que cuidam de carros completamente baleados mesmo que monopolizem a calçada diariamente enquanto durar o dia, né? Então, numa certa parte, o meio fio termina e se torna pedaços de pedra de cimento rachado e areia, onde eu pisei e senti toda a estabilidade sentida por quem anda sobre um monte de bolinhas de gude. Para não cair na rua, acabei me inclinando de forma a me machucar em tantas partes, que passaria facilmente por uma queda de moto. A dor nas mãos me trouxe memórias da minha Cecizinha azul... Tem hematoma na coxa direita, porque devo ter batido na quina do carro estacionado ali, mas bonito mesmo está o joelho direito, rejuvenesceu mais de 30 anos, todo ralado.
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