Poucos prazeres se comparam àquele dos dias em que posso dedicar exclusivamente aos meus estudos e projetos pessoais. Desenho... Música... Leituras... Planejamento... Nada pendente para resolver com ninguém. Nenhuma demanda externa. Temperatura agradável. Silêncio. Sobremesa só para mim. Exercícios físicos. Meditação... Algumas respostas, mensagens, agradecimentos e pedidos de desculpa para receber? Até tenho, mas o desapego de qualquer uma dessas coisas é total. Nada disso me cabe. Quando chegarem, chegaram e sejam como forem, para mim estará bem. Porque espero nada até de quem disse que me pagaria. Não ajudo para receber algo de volta posteriormente... Mesmo que, por outro lado, também seja uma enorme surpresa receber estupidez justamente nesses casos. Mas, ah, quero mais é que o cu de uma pá de gente pegue fogo e que o bombeiro esteja em greve. Sou tão entretida com a minha própria vida... passa uns minutos nem lembro mais de quem são, imagina se vou lembrar de estupidez. E a vida sempre se encarrega de cada um. Pra esgotar minha paciência precisa ser persistente de verdade... Talvez isso me faça uma amiga difícil... Rio das minhas próprias piadas, sei fazer minha própria comida, pago minhas contas, adoro ficar sozinha, poucas opiniões me importam, não me interessa a estagnação... Porque, né? Até as amebas e os vírus evoluem! É inadmissível, em tempos de Internet, tendo dois braços, duas pernas e uma cabeça funcionando, com café da manhã, almoço e janta na mesa, ter a saúde cada vez pior, o mesmo valor na conta, o mesmo currículo, a mesma vida social, os mesmos assuntos, a mesma mentalidade e os mesmos hábitos do início da vida adulta. Não dá.
Enfim, é bom chegar a um ponto de equilíbrio onde nem mesmo gente, dinheiro, testes e provas conseguem perturbar mais a minha paz. Muito menos numa noite tão auspiciosa quanto essa! Meu dia feliz vai acabar só de manhã, com as bênçãos do Adiyogi.
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