Sempre achamos que com a gente vai ser diferente, que os tempos são outros... que somos especiais... que tudo é sempre culpa dos ultrapassados, dos antigos, de coisas que estão até hoje aí porque têm funcionado, que só antigamente havia atraso... Nós sim faremos diferente. A partir de nós, tudo será progresso. Assim, o desequilíbrio entre caos e ordem vai levando todo mundo a crer que sabedoria, conhecimentos e práticas adquiridos a muito custo, precisam ser derrubados, destruídos, desconstruídos... Afinal, é uma questão legítima de se fazer: querem conservar o quê, se ninguém está satisfeito com nada? Porém, vamos lá. O equilíbrio não está nos extremos. Algo de mais valioso que a prática religiosa de uma arte marcial me abriu na consciência foi: aquilo que resiste ao tempo merece, no mínimo, respeito. Não chegou tão longe à toa. E o erro básico de qualquer faixa branca é subestimar. Mas, certas compreensões só chegam com vivência... experiência... trabalho... O problema é que na velocidade em que a realidade anda caminhando, se as crianças continuarem com a imbecilidade de transformar esse cabaré em estádio de futebol livremente, podem nunca chegar a ter o tempo de vida necessário para entender que não é por aí. Não falta tanto para um novo incidente. Depois de acharmos que era coisa do passado, dos livros de História da oitava série, quem diria... configura-se aí uma trilogia! Já começo a sentir na pele a angústia dos dadaístas. Está tudo de cabeça para baixo, às avessas, um nonsense generalizado e a escala agora é global de verdade... A regra, mais uma vez, irá se impor sem dó e não bastasse a tristeza que isso é em si, como sempre, o pior já são os comentários...
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