Quando o cara é sorridente, brincalhão, simpático... é natural, popular, o jeitão dele. Se for na dele, calmo, mas se irritar com facilidade, nada mais masculino. Se for meio moleque, gostar de jogos, filmes de ação, achar que a vida é uma festa e se entristecer às vezes porque está numa via de mão única com os seus sentimentos, não tem nada mais normal. Se não quiser compromisso, se gostar de ser livre, se detestar promessas, se adorar esportes radicais, se for um artista, músico e transformar tudo em motivo para produzir, o cara está apenas seguindo sua natureza. Se ele não souber como lidar com uma situação e se sentir pressionado, constrangido e meio bobo por ser obrigado a tomar uma iniciativa ainda assim, que cara nunca passou por isso? Não é verdade? Se não se importar demais com sua aparência, em demonstrar um ar de seriedade com as roupas que veste e coisas assim, ah, é coisa de homem, sabe como é? Não liga para essas frescuras... Se optar por viver por sua própria conta, não alimentar sonhos de ter filho e família, quiser uma vida sexual e afetivamente livre, esse sabe aproveitar a vida. Se insistir numa direção que não o obrigue a ter que entrar num coletivo de manhã, junto com um monte de gente que ele nem conhece, para ir para um trabalho que não tem nada a ver com ele, lidar com pessoas que ele despreza e prefere investir em seus sonhos de menino, retirar seu sustento disso, ele é autêntico, persistente, admirável, um bravo. Mas, se for uma mulher... Ah, aí ela não passa de uma vagabunda que não quer sossegar o facho, uma adolescente tardia que não quer crescer, imatura... Uma afronta para seu próprio gênero.
Um comentário:
Isso foi bizarro demais... Se eu não tivesse visto, não acreditaria.
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