Tô bem... Tô de pé desde ontem às cinco da manhã, acabei de voltar de Mordor, quase dormi ao volante, no trajeto a 140 por hora, BUT "not today". Não consigo dormir, nem comer, nem me concentrar em qualquer uma das coisas legais que tenho pra fazer, mas tô bem. Estou precisando lidar com um fã, pelo menos uns 12 anos mais novo que eu... Quando disse gostar dos meninos mais novos não especifiquei para o universo que há limites. Precisei também lidar com ciúmes e descaso, em transmissão simultânea, enquanto tentava trabalhar de madrugada. Ninguém valoriza, nem cuida, nem está satisfeito com o espaço que lhe compete. Uns porque nem o notam, outros porque querem mais. E nada pode me tirar mais do sério do que falta de auto sinceridade, consciência, clareza e do que malditas justificativas. "When you have to shoot, shoot, don't talk." Mas, as guardas estão sempre altas, o orgulho é sempre maior do que qualquer possível centelha de sentimento. E isso me desanima... Colocar as justificativas sempre antes da auto reflexão e da sinceridade consigo mesmo... Preferir estar certo a resolver um problema. Empenhar-se em refutar antes de entender, de escutar em silêncio, sem concordar ou discordar. Ou observar sem julgamentos. Aceitei isso por tempo demais.
Não há qualquer cuidado com a emissão de sinais, nenhum esforço de clareza, comunicação, contato, nada. Questões são desconversadas, atitudes são controladas, sensações são reprimidas, mensagens são ignoradas, a atenção está mais nos próprios interesses do que no que é dito. O panorama é esse! Mas, eu é que entendo tudo errado. Eu que sou negativa. Eu que sou a Raposa, chorando por sua própria culpa. Bom lembrar que nunca pedi por nada disso e que fico aqui na minha, mesmo não achando muito legal essa história de não poder entrar em contato e apenas aguardar. O que por si só já seria motivo, mas pior, é só mais um que entra para a pilha de coisas que me faz explodir agora.
Levo tanto tempo me responsabilizando, sendo paciente e compreensiva, relevando até alguns absurdos, pensando, com cuidado, com carinho, fazendo concessões, procurando não ser injusta, não querendo acreditar no pior e só com muito esforço e relutância chegando a uma conclusão para, mesmo assim, ainda deixar em aberto. Sempre dou o benefício da dúvida. Mostro muito naturalmente, sem receios, meus sentimentos, até ser reprimida de alguma forma. Não tenho medo do que sinto, penso ou faço, tenho horror a uma vida esquizofrênica, mas ainda assim aceito viver no universo paralelo de alguém, mesmo querendo juntar tudo e todos com as minhas Pontes. EU sou o problema (e se algo causa problema, né, a gente tira da frente e pronto). Realmente! Só pode ser! A responsabilidade não pode ser assumida, aceita, compreendida. Tem que ser da dificuldade, da impossibilidade da Comunicação, do gênero feminino, do signo de Ar, de alguma quadratura, de alguma assombração passada, da vida corrida, dos orixás que não se entendem, das minhas próprias expectativas, da minha ilusão que superestima e vê algo que não está lá, ou de qualquer outro pensamento cínico e preguiçoso... Ainda bem que sempre me incomodo muito com ciscos nos meus olhos, faço questão de mantê-los limpos e livres, especialmente de ironias e cansaços. Se não, era bem capaz de ceder ao outro lado da minha raiva, a tristeza, e começar a acreditar outra vez que tem algo de muito errado mesmo com meus pensamentos e ações. Mas, dessa vez, não. Chega! Não fui eu quem agiu mal esse tempo todo! E não aceito insinuações nesse sentido.
...
Tudo seria tão mais simples se eu mandasse todo mundo à merda, se eu fizesse uma escolha e reduzisse os meus interesses... Se eu fingisse que todos são iguais...
Mentira.
Não seria nada mais simples. E eu nem gosto só das coisas simples ou iguais. Quero um pouco de cada. Não quero compromisso, pois isso significa que eu cedo um pouco e você cede um pouco. Pra quê ter um pouco se podemos ter tudo? Mas me importo. Só me importo.
Não seria nada mais simples. E eu nem gosto só das coisas simples ou iguais. Quero um pouco de cada. Não quero compromisso, pois isso significa que eu cedo um pouco e você cede um pouco. Pra quê ter um pouco se podemos ter tudo? Mas me importo. Só me importo.
Pra ajudar, ainda por cima, outro dos meus vai pra longe e nem poderá vir se despedir amanhã, por conta de um monte de compromissos... Ah, essa maldição que sempre leva meus favoritos e favoritas para longe, de um jeito ou de outro. Queria poder ir até ele, me despedir. Mas, neste exato momento, eu estou sem condições, sem energia pra pensar em algo legal, que ele mereça... Com sono, sem conseguir dormir e com o pensamento focado numa coisa, que apenas uma pessoa pode me dar. No entanto, mais uma vez não sou uma prioridade e ela já teve a informação que precisava para ir dormir em paz. Agora tem mais o que fazer e com o que se importar. Não acha que vale a pena tomar nenhuma atitude reconciliadora quando se pode delegar esta tarefa ao tempo. Qualquer tarefa bem feita exige tempo sim, mas também exige vontade. E assim a vida dela segue, totalmente alheia, (ou melhor, pouco se lixando) ao fato de que nada pode piorar mais as coisas comigo do que agir com passividade e me deixar presa numa solitária (ou redoma), esperar que o tempo acalme meu espírito, esperar que o silêncio faça o trabalho difícil, esperar demais. Porque, já até disse o que penso sobre isso aqui, não sei com outras pessoas, mas comigo acontece justamente o contrário.
3 comentários:
Carol, Carol... Você é tão querida... Descansa um pouco. Tá todo mundo tentando te ligar e não consegue falar com você. Quando quiser, manda mensagem.
<3
Para de bichisse e atende esse telefone.
Também não suporto silêncio compulsório.
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