terça-feira, 29 de outubro de 2013

A questão

Não importa o quanto possamos ter, ou ser. Belos, inteligentes, admiráveis, bondosos, apaixonantes, carinhosos, ricos, famosos, semi-divinos... Nada disso importa realmente. Nada disso consegue assegurar aquilo o que mais queremos: sermos verdadeiramente amados. Em muitas vezes até, aquilo que deveria nos servir como fogo aliado nos expõe ainda mais a espíritos sem luz que não se enxergam. Talvez o medo de nunca conseguirmos o que buscamos não more na impossibilidade do amor (não que esta possa ser descartada), mas sim na névoa que envolve essa busca. Afinal, o que é isso, amor? E ainda que um dia possamos provar da fruta, que semente é essa capaz de gerá-la? É sábio esperar por sentimentos que ascendem ao divino quando aqueles que os geram e alimentam não passam de humanos? O que queremos, afinal, sermos amados apesar de nossa beleza, dedicação e acessórios? E este seria o ideal? Sermos podados, despidos daquilo que também somos, para caber no coração do outro? Se for assim, a pergunta e a dúvida não é sobre amor, amores ou desejos. É sobre o que queremos que seja o objeto de tudo isso: nós. Puros, sem máscaras ou chantilly. Então, aí é que fica difícil mesmo. Afinal, o que somos nós, verdadeiramente? 

Um comentário:

Sergio disse...

Nossa, Carol! Que texto! ;)