A vida, com suas memoráveis cenas e inúmeras ironias, me convenceu há muito tempo de que o sentimento mais forte que existe não é o amor, como gostam de crer os poetas, nem o ódio, como pensam os estrategistas. A força mora na raiva, gêmea da depressão, filha do medo. É a raiva que cerra os punhos, fortalece os músculos, melhora a aparência, a conta bancária, o currículo, o portfólio, o círculo de amizades, transforma palavras em dinamite, lava a alma, planta idéias transformadoras na cabeça, faz esquecer até mesmo que sentimos dor.
Ela passa, mas isso não quer dizer que seu efeito seja breve, que não faça uma devastação em todo um contexto.
O ruim é quando se associa à humilhação, sua outra irmã. Ou então quando dá cria e gera a revolta, filha da raiva com a razão. O bom senso diz que essas duas coisas jamais se associariam, mas a experiência mostra o contrário.
Então, nesse momento, já se forma uma família, com três gerações. E você percebe que é para valer e que você terá de conviver com isso.
Um comentário:
Aceitar os fatos é fundamental. Hahahaha.
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