quinta-feira, 4 de março de 2010

Auto Sabotagem

Uma questão antiga que volta e meia me faz desacreditar um pouquinho nas pessoas é o prazer que sentem em fazer os outros sentirem-se inferiores. Já tomei tanta antipatia por gente que a princípio eu até achava bem legal, mas que em algum ponto revelou o que a maioria delas acaba revelando um dia, esse lado "sou melhor do que você"! Claro, tem aqueles que ainda são crianças incorrigíveis, no mau sentido, mesmo depois de uma certa idade, apelando pela atenção de todo mundo das formas mais escrachada possíveis. Mas, esses acabam ganhando a inimizade geral logo de cara, quando resolvem dar suas primeiras demonstrações de infantilidade. O engraçado é quase sempre serem muito ruins no que fazem, exceto valentões, discutidores e críticos-de-tudo. Mas, não é fácil identificar, de primeira, os casos em que se desenvolveu a habilidade de maquiar aquele argentinozinho interior. Aí é que dá tempo de você ser legal e a pessoa achar que vai dar pra te fazer de platéia. E como arrancar um pentelho desses depois, sem soar estúpido e tendo uma paciência minúscula feito a minha? 

Eu não sei o que passa por essas cabeças... Lêem meia dúzia de livros, assistem a um ou dois filmes, conhecem essa e aquela banda e pronto, é o suficiente. Não precisam fazer nada de mais relevante na vida, do que espalhar isso aos quatro ventos como se fosse um grande feito. Mas, eu não entendo... Criticar alguma coisa é tão fácil que até crianças de 5 anos o fazem. Onde está o merito disso?

Chato, sabe?  Você acha que tem amigos e um dia se dá conta do contrário. São apenas pessoas mais interessadas em fazer você se sentir inferior a elas do que em passar um momento agradável do seu lado. Estão o tempo todo se comparando, com uma raiva não assumida de você. São seus oponentes, não amigos. A amizade é só uma máscara, uma formalidade. Em suas vidas normais são sádicos:  gostam de  tornar difícil a vida dos outros, de torturar, derrotar, competir, conquistar. Se o outro tiver que ser destruído, então que seja, o importante é vencer: ser o sabichão, o mais rico, mais esperto, mais bonito, mais forte, mais habilidoso, mais talentoso, o primeiro lugar em tudo, ter títulos e mais títulos de cuspe a distância ou sei lá o que. E assim são infelizes e não entendem o motivo; sentem-se abandonados quando não há bajulação; sozinhos, pois não gostam de sua própria companhia; nunca estão em paz; reclamam que ninguém os entende, quando nunca pararam para tentar entender o outro; dizem que ninguém os escuta, quando sequer prestam atenção ao que o outro tem a dizer; não sabem esperar a vez do outro; acham que a lei não se aplica a eles. Enfim, o pior disso tudo é que essa foi a educação recebida por todos nós "Vá lá e acabe com eles!", "Seja o melhor.", "Leve vantagem." Desse jeito, sobram poucos a quem podemos chamar de amigos, pois no íntimo, a maioria é de competidores imersos nesse ciclo vicioso: faço os outros infelizes e fico infeliz, sou infeliz e faço os outros infelizes.