Nem precisou esperar muito e o pênalti saiu assim, logo no primeiro minuto do primeiro tempo! Vejam se não é conspiração.
Como o mundo inteiro sabe, Jack virou jogador-de-poker-viciado-que-não-vai-parar-de-tremer-se-não-jogar-uma-partidinha-agora-mesmo. E como manda a tradição das histórias de jogadores iniciantes, a família (leia-se: eu) está se opondo a isso com a convicção que só quem não se imagina fazendo uma maluquice dessas - deixar outras atividades mais interessantes, nobres e construtivas de lado por conta de mesas de jogo -, tem. Então, desde que essa rotina nada saudável começou, Poker é assunto diário, revemos prioridades, estipulamos horários e sobra às vezes até um espacinho para eu me desesperar. E só tenho uma frase para dizer quando ele vem me contar detalhes sobre o jogo de hoje: Show me the money! Porque para mim, esse universo gira em torno disso e apenas disso, então, enquanto não me aparecer com uma limousine, jóias da H.Stern e aqueles vestidos usados pelas acompanhantes dos jogadores em Las Vegas, serei contra. Não consigo enxergar como alguém consegue achar que reduzir sua vida a isso e perder dinheiro à toa, pode ser uma coisa saudável, ou simples.
Até aí, morreu Michael Jackson. O problema fica maior porque, para ajudar, o universo também parece ter entrado na brincadeira. O hotel onde ele se hospedou no fim do ano estava abrigando um torneio de que? De Críquet? Não, de Poker. Restaurantes onde vamos, passam desfile de moda em suas TVs? Não, campeonatos de Poker. Nas livrarias damos de cara com livros sobre como limpar objetos de prata logo na entrada? Não, vemos A Psicologia do Poker. E toda hora agora descobrimos que alguém é atleta de esportes de inverno? Não, jogador de poker. Os amigos brincam, dizem que o Jack vai dar meu piano pra pagar dívida de jogo, que vamos perder nossa casa, falam que vão combinar de jogar pra implicar comigo e tudo mais, só porque não têm noção da gravidade da situação que estou vivendo. E eu só posso rir de volta. Eles sabem o quanto minha casa não precisa mais de reformas, já tem todos os móveis e não falta nada, não é mesmo? Ok, o quadro é esse, mas a piada não.
Como o mundo inteiro sabe, Jack virou jogador-de-poker-viciado-que-não-vai-parar-de-tremer-se-não-jogar-uma-partidinha-agora-mesmo. E como manda a tradição das histórias de jogadores iniciantes, a família (leia-se: eu) está se opondo a isso com a convicção que só quem não se imagina fazendo uma maluquice dessas - deixar outras atividades mais interessantes, nobres e construtivas de lado por conta de mesas de jogo -, tem. Então, desde que essa rotina nada saudável começou, Poker é assunto diário, revemos prioridades, estipulamos horários e sobra às vezes até um espacinho para eu me desesperar. E só tenho uma frase para dizer quando ele vem me contar detalhes sobre o jogo de hoje: Show me the money! Porque para mim, esse universo gira em torno disso e apenas disso, então, enquanto não me aparecer com uma limousine, jóias da H.Stern e aqueles vestidos usados pelas acompanhantes dos jogadores em Las Vegas, serei contra. Não consigo enxergar como alguém consegue achar que reduzir sua vida a isso e perder dinheiro à toa, pode ser uma coisa saudável, ou simples.
Até aí, morreu Michael Jackson. O problema fica maior porque, para ajudar, o universo também parece ter entrado na brincadeira. O hotel onde ele se hospedou no fim do ano estava abrigando um torneio de que? De Críquet? Não, de Poker. Restaurantes onde vamos, passam desfile de moda em suas TVs? Não, campeonatos de Poker. Nas livrarias damos de cara com livros sobre como limpar objetos de prata logo na entrada? Não, vemos A Psicologia do Poker. E toda hora agora descobrimos que alguém é atleta de esportes de inverno? Não, jogador de poker. Os amigos brincam, dizem que o Jack vai dar meu piano pra pagar dívida de jogo, que vamos perder nossa casa, falam que vão combinar de jogar pra implicar comigo e tudo mais, só porque não têm noção da gravidade da situação que estou vivendo. E eu só posso rir de volta. Eles sabem o quanto minha casa não precisa mais de reformas, já tem todos os móveis e não falta nada, não é mesmo? Ok, o quadro é esse, mas a piada não.
Hoje, um amigo roteirista com quem não falo há um ano ou dois veio me convidar para o aniversário dele no sábado agora. Falamos rapidamente pela Internet, perguntei a que horas passo lá e trocamos os novos números de telefone e endereço. Até aí beleza. A coisa pegou mesmo no finalzinho do papo, quando já nos despedíamos para voltarmos aos afazeres:
- Ah, Carol! Esqueci de dizer que vai rolar um carteado. Você joga Poker, né?
...
...
Nem preciso dizer que minha cara ficou igual a desse famoso bonequinho, aí em cima. Se isso não é conspiração, não sei mais o que é. Já descobri, tá gente... Podem parar agora.

Um comentário:
Se fosse no Twitter, eu postaria #oremos
Bjo e... sorte aí ;)
Postar um comentário