Ia fazer uma lista, mas... sei lá. Deixa. Muita intimidade para a internet. Quem me conhece sabe a via crucis diária que foi e continua sendo 2023. Ainda estou passando mal e já descobri que é por causa da água. Uma semana disso! Vomitando... febre... moleza... como um monte de outras pessoas aí. Queria pelo menos ganhar um dinheiro com isso em algum momento, processando os irresponsáveis. Será que rola? Duvido. Porém, não era exatamente a quê eu me referia antes... não quero me precipitar... mas... acho que um milagre já rolou, hein! Acho. Olha a minha situação: acho. Pqp. Eu sei que mereço... E ainda tenho dois dias para descobrir!
sábado, 16 de dezembro de 2023
terça-feira, 5 de dezembro de 2023
Visita de Krampus
Tudo fica mais fácil quando a esperança morre. Mas, se algo é fácil ou difícil, isso pouco me importou ao longo da vida, quero o que quero e pronto. Então, nesse meu caminho inevitável, nesses dias de fogo e enxofre, vou mantendo acesa a chama vermelha da esperança sobre a ocorrência de algo muito extraordinário acontecendo até o fim do mês...
E isso é só uma idéia vaga, melancólica e antecipadamente estabelecida, do quão pouco fácil foi, e certamente terminará sendo, esse ano para mim. Ainda temos 26 dias... mas, nada indica um milagre. Mês a mês... uma sequência tão avassaladora de preocupações, chateações, perdas e frustrações que até mesmo coisas que me incomodavam antes sequer percebo mais. Se eu soubesse que Janeiro estava sendo apenas uma preparação para tudo o que veio depois... para Novembro... certamente teria endurecido e congelado um pouco mais o meu coração. Falado menos e sorrido mais como resposta à quantidade de idiotices que ouvi, vi e experienciei. Porém, apesar da dor constante, dia após dia, eu jamais poderia estar preparada para o que se seguiria à maior felicidade de 2023... Nem com a minha intuição aguçada, meus cálculos avançados, meus baralhos, runas, mapas astrológicos, guias e guardiões fui capaz de sequer imaginar algo assim me acontecendo.
Aconteceu. E estou há semanas algumas oitavas abaixo do que eu estava aqui. Tenho lutado contra qualquer faísca de sentimentos, afiado a racionalidade, pelo menos não deixando de comparecer aos meus compromissos, me forçando a sentar e trabalhar, a comer e dormir... ou, sendo forçada a isso, contando com a ajuda abençoada dos aliados, a quem estou devendo a minha vida... porém... tá foda. Não tenho detergente correndo nas minhas veias... E contra esse tipo de dor, poucos podem realmente fazer alguma coisa, inclusive eu mesma.
E parece ser sempre muito complicado para quem não está acostumado a me ver ferida entender que não sou de ferro, que, sinto dor, medo, tristeza, igualzinho a todo mundo. O fato de eu procurar optar pelo equilíbrio, soluções práticas e produtivas, escolher bem as minhas batalhas, ignorar discussões inúteis, não significa que é possível depositar sobre mim todo e qualquer peso, sem que eu acabe desabando ou explodindo cedo ou tarde.
E, cara... que dor insistente! No auge dos delírios já começo até a fazer considerações e conjecturas absurdas como "devia andar sempre com o cordão de alho... a cruz... a estaca..." Mas, aprendi cedo que essas coisas são apenas superstições e que, se não nos protegemos de formas mais contundentes, estamos todos vulneráveis aos vampiros. Inclusive os melhores, sempre sabem se esconder muito bem, tornando seus ataques tão agradáveis que você perde a vida e ainda é capaz de agradecer...
Como se não bastasse, bati minha cabeça tão forte hoje no granito... Certeza que, se não foi o satori aquilo que experimentei, ao menos tudo o que estava bagunçado aqui dentro deu uma organizada boa. Dores mentais, emocionais e agora físicas também, pra coleção Primavera-Verão.
Minha bisavó sempre contava histórias sobre Krampus... São Nicolau só traria presentes se Krampus não dissesse coisas ruins ao meu respeito... Hoje é o dia que Krampus passa para dar uma olhadinha nisso aí... E sinceramente, nem sei o que ele dirá ao Papai Noel esse ano... Dei o melhor de mim. De verdade. Mas, embora eu não tenha sido santa também, por último, não serei ingrata ao ponto de não reconhecer os acontecimentos bonitos, importantes e maravilhosos. Houveram momentos de felicidade infinita... vitórias esmagadoras e ganhos imensuráveis nas mais diversas áreas da vida. E nem sei se é justo fazer comparações com as dores, para ver o que foi maior... Porém, Krampus passou aqui mesmo. E sei disso pois, saí ainda pouco de um estado catatônico que me atingiu hoje porque fiz a besteira de recapitular mentalmente o mês de novembro. E estou sem palavras. Racionalizando bem... Com toda a minha história de vida... todas as coisas que fiz e dei de mim... Tudo o que está acontecendo só não é mais absurdo do que ainda manter a esperança e consequentemente o sofrimento... Porque "o que seria do inferno se os habitantes daqui não pudessem sonhar com o paraíso?" É o que eu estava dizendo... tudo fica mais fácil depois que a esperança morre. Mas, pra mim o fácil é só o fácil... significa nada. No mais, vamos ver se Choronzon é ou não é derrotado até o fim do mês.
sábado, 2 de setembro de 2023
Fones de ouvido com Pisca-pisca
Quando tenho idéias para organizar e entender, faço um monte de coisas diferentes, porém poucas parecem ser tão eficazes contra o medo e a desorganização mental quanto escrever. Além de ser uma ótima forma de afiar a agilidade mental e todos os processos que acontecem na parte lógica do cérebro... É uma pena toda vez que paro um pouco para isso, eu já tenha acumulado tanto. Acabo juntando tudo, misturando, embolando... E quando as feras já estão a ponto de derrubar o portão, preciso interromper as urgências, como um plantão de notícias. No fim, alguns textos acabam parecendo fios de fone de ouvido ou de pisca-pisca. No meu caso, poderiam ser mesmo fios de fones de ouvido COM pisca-pisca junto.
Falando nisso, e Marcos? Simplesmente não sai da minha cabeça. Não sei como surgiu esse nome. Mas, o tempo todo, vem nos meus pensamentos. Já pesquisei a origem etimológica, li sobre as figuras históricas, procurei me lembrar dos Marcos que conheço ou conheci... Amigos... amigos de amigos... alunos... colegas... E o único Marcos que tenho contato próximo atualmente é uma criança. Aparece pouco, geralmente quando preciso encontrar algo perdido, e nem vivo é... Preciso ver com calma de onde vem isso, gente. Em mais de uma situação, quando um nome surgiu aleatoriamente na minha cabeça, algo importante aconteceu ou estava acontecendo. Na verdade, depois da última etapa que concluí no meu sacerdócio, sinto algo diferente no ambiente. No meu ambiente pessoal, espiritual, com certeza. Sinto com mais força a proximidade de quem está do outro lado, sinto facilidade em coisas que antes pareciam herméticas demais. Sinto uma leveza, um destemor e uma fluidez inexistentes anteriormente. Além da consciência de um amor transbordante por todas as pessoas queridas.
Com certeza outros pequenos assuntos e ramificações estavam perambulando pelos meus dias mas, até eu lembrar de outra coisa, por enquanto, é isso. Se quiser, desembole os fones de ouvido com pisca-pisca nessa música do Dream Theater aí, hahaha.
quinta-feira, 22 de junho de 2023
Canecas cheias
sexta-feira, 16 de junho de 2023
Maya
Despedidas são, para mim, sempre muito doloridas. Mesmo as pequenas, que serão por pouco tempo. Mesmo com pessoas que mal conheço, ou me relaciono de modo puramente profissional. Afinal, se é uma despedida, é porque algo de significativo foi criado, envolve gratidão, do contrário seria livramento. Por isso, evito sempre que possível. Mas, às vezes me encontro no meio da situação e não há escapatória. Então, me refugio no mais simples, onde a verdade costuma residir: quando uma porta se fecha, posso simplesmente ir lá e abri-la outra vez. Não é assim que portas funcionam? No mais, nenhuma despedida é real, nada está parado e não existe lado de fora, importante lembrar.
sábado, 3 de junho de 2023
De bem X do Bem
Estranho como ultimamente não vejo mais ninguém publicando foto de sacolas de supermercado e mostrando quanto gastou na compra. Os preços baixaram? Cadê os índices de desmatamento da Amazônia, o abandono dos indígenas? Tudo isso melhorou? E a reforma agrária, cadê o projeto? Mulheres no poder? O que aconteceu? Às vezes apenas imagino o investimento de tempo em textos quilométricos, ironia, comentários nervosos, os ataques a todos que pensam de outra forma, se os atores estivessem em papéis diferentes. Porque certamente estariam fazendo as mesmas idiotices, cometendo os mesmos erros... Mas aí seria fascismo. Enfim, não vou fazer a mesma coisa e ficar tripudiando. Não tenho problema com discordâncias. O lance mesmo são as atitudes e só. Porque pra mim é tudo ruim. Igualmente? Não. Mas, ruim. Não tem essa de lado certo, posicionamento virtuoso... blábláblá consciência do escambau... A maior burrada é se desfazer das pessoas simplesmente por discordarem. Você apenas perde aliados, momentos agradáveis com pessoas queridas. Enquanto os fdps continuam milionários, vivendo como se nada estivesse acontecendo. Você perde, eles continuam ganhando, porque quem está no comando é apenas uma única e enorme quadrilha que se une para nos roubar.
sábado, 20 de maio de 2023
A ausência que preenche uma lacuna
Mas, e se, em vez de viver em função dos outros, bisbilhotando, seguindo cada passo de alguém que está simplesmente investindo em viver em paz, toda essa energia fosse direcionada para resolver a própria vida, criar, ser produtivo, trabalhar em sua própria saúde mental, física, financeira, intelectual, social? Será que não seriam eles mesmos pessoas admiráveis, interessantes ao ponto de outras os procurarem? Não estariam essas pessoas autossuficientes o bastante para sequer se importarem com serem notadas? E por isso mesmo, não seriam muito mais procuradas pelos outros?
Com mais frequência do que gostaria sou abordada por amigos, conhecidos ou desconhecidos que esperam algo de mim. Desde a introdução de uma conversa para se entreter, até a solução dos seus problemas. Para cada assunto, ofereço uma ou nenhuma resposta, no tom mais cientificamente correto que conheço: de mesma intensidade e direção contrária. Procuro ser prática, simples e direta. Sem incentivar o choro, convidando à atitude. A filosofia deve surgir da experiência, não o contrário. Porque na prática a teoria é outra.
Mas, apesar da energia investida em lhes conceder atenção, ajuda concreta e palavras, alguns só aprendem se fodendo. Sendo assim, quero mesmo é que se fodam. E que parem de criar dependências por aí, especialmente comigo! Tenho prazer em contribuir com o crescimento das pessoas, porém, quando vejo qualquer movimento no sentido de não conseguir viver por conta própria, sempre com uma necessidade muito grande de manipular, escravizar, possuir e controlar, descarregando toda sua carga emocional e psicológica em cima de quem vem pra contribuir, por não receber o que espera na hora em que espera, já tô arrumando minhas coisas e partindo o mais rápido possível. Seja adulto primeiro, pare de achar que alguém é obrigado a te dar alguma coisa, razão ou atenção que seja, depois podemos ser amigos.
Assim, não é raro, encontrarem em mim uma decepção muito grande. Fantasiam coisas a meu respeito... Acreditam ter visto algo em mim que nunca esteve lá... Confundem minha disposição para ajudar com disponibilidade 24h... Pensam que entenderam o que penso, o que gosto, o que quero, o que sou... Se ofendem com sua própria falta de habilidade interpretativa... Fazem análises equivocadas a meu respeito... E quando sentem que estão segurando vento, entram numa de acharem que ir cuidar de suas vidas é me dar algum tipo de troco. Da minha parte, quando isso acontece, me sinto enfim recompensada por ter oferecido tempo e energia em suas causas. Foram, finalmente, caçar um rumo e fazer coisas que os tornem realmente interessantes. Se, em algum momento, acharem importante voltar a me abordar, tenho certeza que trarão whisky, charutos e belas canções sobre as coisas que tiveram orgulho de realizar. E esse será um encontro que me interessará, valerá a pena não apenas para eles mesmos.
Humildade é saber seu exato valor, sem aumentá-lo, nem diminuí-lo. Quando vejo ex escravos que antes esperavam ME escravizar, tornando-se senhores de suas próprias vidas... se respeitando e consequentemente me tratando com respeito... depois de baterem no paredão de gelo que encontram aqui, sinto meu real valor. E começo a sentir interesse real por eles, não mais compaixão. Pois, finalmente passaram de obsessores a amparadores, entraram no grupo daqueles que somam no mundo.
segunda-feira, 17 de abril de 2023
segunda-feira, 3 de abril de 2023
#teamresistance
Quando o último artista morrer e tudo o que restar for as combinações e reproduções cada vez mais diluídas das obras remanescentes de música, pintura, escultura, fotografia, literatura, arquitetura, design, artesanato, dança, cinema, teatro... Quando se tornar impossível, de verdade, a privacidade dos vivos e o mundo físico for completamente substituído por telas, ships, aplicativos e gadgets, este será o sinal de que todo ser humano sobre a Terra se esqueceu, ou nunca soube, que máquina não come, máquina não dorme e máquina não cria. Mas, será tarde demais para alguém até mesmo achar que deveria desligar os botões.
terça-feira, 21 de março de 2023
Canção da Ovelha Negra
domingo, 19 de fevereiro de 2023
Canção dos Peixes nadando em círculos
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023
quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
Bom dia, Vietnã.
Eu sabia que 2023 teria 365 dias. Mas, não sabia que seriam todos em janeiro. Sei nem por onde começar. Mal consigo me concentrar para trabalhar, porque apesar de tudo a prancheta felizmente continua cheia, mas, no momento sequer consigo enxergar também as letras do teclado. Preciso tomar cuidado para não molhar tudo aqui inclusive... Não choro a toa, no entanto, há dias não consigo parar. Nem dormir, ou comer. Fico muito nervosa o tempo todo, as mãos tremendo, conferindo minhas caixas de mensagens de 1 em 1 minuto... e sendo arrebatada por alguns sentimentos que estou procurando evitar, mas tem sido muito difícil. Estou com muito medo. Queria poder fazer algo, mas... não sei o que fazer...
Feliz Ano Novo!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
De gratidão e merecimento
Já fui até outra cidade para encontrar alguém que eu queria muito conhecer. Já saí de casa com pressão baixa, precisando parar e sentar pelo caminho até o destino, porque não deixaria passar a oportunidade de estar com alguém que me importava. Já me despedi da única pessoa que eu podia contar, certamente uma das que eu mais gostei na vida toda, quando percebi que as coisas estavam pesadas demais pra ele e ele jamais faria isso por si mesmo. Já vomitei de nervosismo depois de um conversa necessária que eu evitaria, se isso não significasse sacrificar a liberdade de outra pessoa. Já esperei quieta em silêncio, segurando a ansiedade bravamente, quando minha vontade era dizer um monte de coisas, perguntar, tentar entender... por respeitar o direito do outro de falar só quando achasse que devia. Já passei por lugares perigosos, fiquei na chuva, aguentei o sono e a fome só para conseguir ver alguém, não estragar o momento, ou para resolver uma questão. Já gastei quando não podia, só para ganhar um sorriso. Já arrisquei minha segurança, meu conforto e a minha paz, por ingenuamente acreditar que resolveria problemas que existem há décadas e que não dão o menor sinal de melhora. Já fiz malabarismos com o meu tempo para deixar todo mundo feliz. Já dediquei tempo, energia, atenção... focando em encontrar soluções e trazer um pouco de esperança a quem se considera incapaz de encontrar uma saída. Já escrevi poemas, músicas, pensamentos como esses aqui... Já pintei e imaginei mundos, histórias... Tudo para não ir perturbar a paz ou impedir a liberdade de alguém. Já ouvi gente falando por horas sobre coisas que não me interessam, só porque não queria interromper a felicidade e o auto entretenimento. Já tentei entender sobre assuntos que não me empolgam em absoluto, pra participar, ajudar, conhecer... Já deixei coisas extremamente importantes em segundo plano, para fazer surpresa de aniversário. Já evitei devolver gentileza logo depois de recebê-la, pois eu mesma não valorizo muito quando me retribuem por pura educação, não vejo coração nisso ou verdade e prefiro ver. Já procurei pensar numa forma, num jeito mais claro de explicar, de conciliar, de apaziguar, de convencer, de mostrar o quanto me importo, o que sinto, a forma como vejo... Para não haver mal entendidos, ruídos na comunicação, idéias equivocadas sobre como lidar comigo. Já deixei de lado muito do que eu queria, pela felicidade alheia. Já aguentei comportamentos que não admiro, situações desnecessárias, falta de maturidade... com o pensamento focado em encontrar uma forma de mostrar caminhos melhores, na chance de conseguir resolver os problemas, as dificuldades. Preferi não ler, não ver, ignorar agressões, ataques pessoais, chilique, falta de noção, brincadeiras babacas, criancices, para evitar constrangimentos ou por procurar entender que nem todos receberam educação e nem tudo é de fato como parece. Já relevei muitos absurdos. Já aguentei firme quando tudo parecia desabar... Já cheguei ao fundo do poço. Já desisti da vida. Já pedi desculpas. Já mandei a real. Já recomecei muitas vezes.
Por isso, a essa altura da vida, existem coisas que me dou ao luxo de não fazer: aceitar ordens, chantagens ou tentativas de me controlar, cercar, obrigar ou manipular, não impor limites diante de falta de respeito, discutir com gente desequilibrada que não está enxergando nem ouvindo, permitir ataques à minha liberdade, aceitar cobranças. E contrariar isso é a fórmula para me desanimar seja com o que for.
Se faço o que faço é por minha própria conta e risco. O sofrimento é meu e a alegria também. Se algo de bom resulta do meu esforço, sinto uma gratidão profunda. Pois, quando as coisas acontecem como quero não é porque mereço, é porque eu saí da minha zona de conforto e fiz acontecer. Fiz por merecer. Não devo nada e ninguém me deve.
domingo, 22 de janeiro de 2023
Canção do Aquário Num Copo D'água
Você nem tem a oportunidade de sentir falta da sua alma roubada. Antes que perceba, a retiram de você e te dão uma falsa identidade como substituta. Mas essa substituta só serve dentro do grupo que lhe deu a falsa identidade. Basta ficar sozinho por um tempo, que a máscara vai derretendo e o real, reprimido como uma fera acorrentada, começa a se desprender. Daí vem o seu grande medo de ficar sozinho. Então começa a procura por grupos: família, amigos, casamento, time, escola, partido, religião, ideologia, qualquer ocupação que a Miss Doloway possa arranjar... A assistência precisa ser recebida 24 horas, porque aquilo que é falso não se sustenta sem apoio.
Isso é riqueza e sucesso: viver de acordo com esse ser autêntico e morrer de acordo com ele. Pois, a vida é eterna e a morte é uma ficção. Que você não morra antes de resgatar sua autenticidade.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2023
quinta-feira, 12 de janeiro de 2023
Precisam se tratar!
A banda Shaman acabou de novo. Não que vá me fazer alguma falta, mas é um bom pretexto para dizer: é lamentável ver pessoas que excluem, ofendem, brigam, atacam e subestimam, amigos, familiares, colegas e até desconhecidos (não sei o que é pior) por discordarem delas. É ridículo. Todo mundo patrulhando todo mundo, odiando, enraivecido, achando que tem razão, passando vergonha, ninguém se ouve, nem a si nem ao outro, e só defendem o que lhes convém... "Ai, porque eu li...", "Não porque eu estudei...", "Ai, eu me informei...". Amigo, se você não consegue nem falar mais sem cuspir ou se exaltar, se não é capaz mais de usar garfo e faca para comer, sem começar com agressãozinha pessoal, está provado que o que você "sabe" não serve para nada de bom. Precisa reconhecer, tá na hora de iniciar aquela terapia há tanto tempo adiada... ir caçar uma trouxa de roupa pra lavar... varrer um chão, sei lá... porque isso é falta de propósito, falta do que fazer mesmo. A vida continua igual, com ou sem as opiniões de cada um. Mas, fazem questão desse drama. E por que? Opiniões! Quem se interessa por essa merda?
Sério, melhorem.
terça-feira, 10 de janeiro de 2023
Enfim, fim.
O ano mal começa e já sinto o sabor agridoce de um ciclo que se encerra pela metade. Mas, exceto por uma dor de cabeça que já dura três dias, sinto algum alívio também. E, mais uma vez, algo na minha vida se mostra infalível: quando eu rezo, acontece. Embora esse conceito, "final", seja papo furado, sempre passo por situações de finalizações mirando o horizonte, confiante momento a momento e com a certeza de que no próximo minuto, tudo pode mudar. Meu caminho e minha busca continuam, mas mudam de direção como em muitas outras vezes. Sem novidade por aqui. Despedidas são sempre melancólicas, por isso me recuso a cada uma delas, mas recomeços trazem renovação e precisam ser encarados com esperança, força e coragem. Porque a única constante é a mudança e não saber o que virá é a coisa mais maravilhosa sobre existir.