sábado, 7 de novembro de 2020

Teria sido melhor ir ver o Pelé

Terminado um trabalho que consegui via rede social, fico um bom tempo sem razões para voltar ali. Ás vezes passo tanto tempo distante, trabalhando e cuidando da vida, que até esqueço o motivo do distanciamento. Mas, quando retorno, lembro imediatamente. Acontece em relação a outros lugares e um monte de pessoas também. Prefiro manter distância, diminuir a frequência, o contato, para continuar gostando de todo mundo. Gostava de mais gente antes do celular e da internet. E, sinceramente, gosto demais da minha própria companhia. Fico muito entretida com minhas próprias idéias. Sou auto suficiente em piadas. Sinto uma enorme nostalgia de situações que nem sei se as vivi realmente, talvez apenas nas minhas divagações. Fico intrigada com minhas próprias teorias e práticas. E, também acho estranho isso: raramente sinto saudades de alguém. Mas, se participo de alguma tarefa em grupo, participo de verdade. Considero covardia o isolamento e a falta de atitude, aproveitar a estrutura que outras pessoas criaram, se manter fora de todo e qualquer envolvimento que contribua para uma melhoria, com medo dos conflitos causados pela convivência. Sem jamais desbravar a mata fechada das estruturas sociais, deixar de encontrar ou provocar as rachaduras que rompem essas represas. É moleza se proteger atrás do silêncio ou da tela para criar uma maquiagem de autoridade e erudição dizendo o óbvio,  para ser o caolho em terra de cego. Entendendo um pouquinho mais profundamente de uma coisa ou outra, toda aquela parafernália de falsa espirituosidade e erudição, referências e palavras difíceis, oportunamente inserida numa conversa ou atualizações de status, caem num vazio tão raso quanto o cérebro vaidoso de quem os gerou.

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