As ruas alaranjadas pelas lâmpadas de mercúrio... Mal se vê as estrelas. Árvores contra o céu escuro... O vento frio. A tristeza no fim do dia... Os fones de ouvido. A solidão consentida... Os passos de volta para casa. Cabeças baixas, pensamentos longe. Alguém senta na janela e parte... Alguém passa sem pressa segurando sua bolsa... Alguém acende um cigarro e olha as horas... Alguém enche um copo de cerveja no bar... Alguém conta uma história. Outros riem... Alguém combina os planos para a noite. A festa, o jantar, o banho, o descanso, a bolha... Todos se movendo no fim do dia, sem rumo... Ansiando pelo nascer do sol, o dia seguinte, a segunda chance. Sonhando que estão sós... Esperando pelo ônibus e por um sentido que nunca dobra a esquina.
Um comentário:
Muito bonito o texto.
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