segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Planos

Ontem esbocei um projeto de assalto à Livraria da Travessa, no Barra Shopping. Seria tudo muito simples. Nada de extravagâncias... Primeiro eu arranjaria algumas réplicas de armas de plástico bem realistas, depois contrataria uns quatro ou cinco comparsas, que até poderiam ficar com todo o dinheiro da venda dos livros repetidos, não me importaria nem um pouco. Antes de seguir com o plano, também passaríamos no quiosque de máscaras. Eu ficaria com aquela do Lobo Mau que ninguém nunca compra, já deve estar bem barata. Alguns de nós entraríamos na livraria alguns minutos antes do enceramento das atividades (o que não é muito difícil, já que todas as vezes que entro numa livraria a voz no microfone informa que em cinco minutos estarão encerrando as atividades) e esperaríamos até que começassem a baixar as portas para que ninguém mais entrasse. Dois companheiros cuidariam dos seguranças, prenderiam os atendentes numa salinha que tem no segundo andar e então o resto de nós entraria, disfarçado de faxineiro com nossas latonas de lixo e desceríamos a parede dos fundos do segundo andar inteira. Sem dó. Não se pode deixar o coração dominar nessas situações. Racionalidade. Um caminhão já estaria nos esperando lá fora com os livros. Moleza... Numa outra oportunidade, a ação seria ainda mais simplesinha, desceria só uma pequena parte da parede lateral direita, mais um ou dois livros do cantinho esquerdo dos fundos do primeiro andar, os livros de arte da ilha ao lado dos Moleskines, pegaria alguns cardeninhos daqueles também e os livros do Eisner e do Alan Moore na ilha de quadrinhos... E só. Nada de muito trabalhoso. O que não sei muito bem ainda é como faria para ler tudo, mas isso eu poderia resolver depois... Pensar com mais calma...

Um comentário:

JP Mayer disse...

Já pensei em fazer isso aqui também (claro que nada tão bem elaborado) mas, adivinha: não há uma livraria descente aqui.