Feriado, Bienal, gente demais, céu nublado, falta de opões mais baratas e criativas: foram todos para o mesmo lugar. É incrível como uma cidade nunca tenha aprendido a organizar um evento que acontece de dois em dois anos, para apenas a sua população local. E essa mesma cidade irá sediar Copa e Olimpíadas! Mas, o mais curioso nem é isso. Como um dos países que menos lê no mundo consegue socar tanta gente dentro de uma feira de livros? Mal se pode abrir os braços, mas lá estão os carrinhos de bebês, os velhinhos, os amáveis pais que carregam toda a prole para caminhar lado a lado em procissão, os grupinhos que resolvem parar para conversar no meio do caminho, ou em frente a qualquer porta, passagem e saída... A coisa é ainda mais insana se se considerar que na Bienal, fora as palestras e eventos organizados para uma meia dúzia elitista, não há promoções, nem raridades, os livros não são mais baratos que nas livrarias, tem que pagar para entrar, o estacionamento é caro, e qualquer coisa se encontra na Internet, pela metade do preço. Ninguém compra nada. Então, o que tem para se fazer num lugar desses?
Bom, acontece que justamente neste dia, a autora dos livros que embasaram os meus interesses e referências durante toda a adolescência, estaria lá, autografando. E o pior ainda estava por vir, logo descobrimos, que o stand da editora Rocco havia distribuído, pela manhã, todas as 200 senhas (?!) para a fila de autógrafos. Duzentas senhas?! Para os autógrafos de uma escritora internacional de bestsellers?! O que dão para esses organizadores de evento comer no café da manhã?!
Cansaço, estresse, irritação e essa agora! Depois de uma espera de dezesseis anos, todos os livros lidos... Eu merecia algo mais do que isso. Enfim, entrei na fila assim mesmo. E logo lá estava ela bem na minha frente... Tão bonita, tão delicada, elegante, simpática... Queria ter dito mais do que simplesmente agradecido pelos livros e por sua vinda. Queria ter contado o quanto aprendi sobre arte, literatura, música, beleza e vida, o quanto descobri e cresci a partir de suas histórias. Mas, então, tudo se acabou como um sonho bom, eternizado em minutinhos preciosos.
Bom, acontece que justamente neste dia, a autora dos livros que embasaram os meus interesses e referências durante toda a adolescência, estaria lá, autografando. E o pior ainda estava por vir, logo descobrimos, que o stand da editora Rocco havia distribuído, pela manhã, todas as 200 senhas (?!) para a fila de autógrafos. Duzentas senhas?! Para os autógrafos de uma escritora internacional de bestsellers?! O que dão para esses organizadores de evento comer no café da manhã?!
Cansaço, estresse, irritação e essa agora! Depois de uma espera de dezesseis anos, todos os livros lidos... Eu merecia algo mais do que isso. Enfim, entrei na fila assim mesmo. E logo lá estava ela bem na minha frente... Tão bonita, tão delicada, elegante, simpática... Queria ter dito mais do que simplesmente agradecido pelos livros e por sua vinda. Queria ter contado o quanto aprendi sobre arte, literatura, música, beleza e vida, o quanto descobri e cresci a partir de suas histórias. Mas, então, tudo se acabou como um sonho bom, eternizado em minutinhos preciosos.
Um comentário:
Pelo menos você conheceu uma de suas mestras. Já eu... acho que nunca.
Postar um comentário