quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Feira Art Rio

O Rio é quase nulo em divulgação de produção artística relevante. Só ganha espaço mesmo o que não presta. Mas, ainda assim, volta e meia, acabo descobrindo trabalhos bem legais e tenho certeza que muita gente boa anda por aí escondida. Há dois domingos atrás, porém, recebemos galerias de todo o mundo, expondo obras de centenas de artistas nacionais e importados. Legal isso. Importante para nós daqui. Foram mais de 700 obras expostas, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações, e estava bem cheio. Só fico me perguntando como deve ser para o artista ter um trabalho ali assim, no meio de tantos outros, tão diversos... No fim das contas uma exposição assim acaba sendo como qualquer outra coisa na vida: tanto apelo sedutor, tantos caminhos e opções, que ser seletivo se torna inevitável, questão de sobrevivência, e nos interessamos mais por aquilo com o que a gente se identifica. Não tem jeito. Puro narcisismo. Era o último dia do evento, mas até que deu tempo de ver tudo, minha câmera ficou sem bateria só no finalzinho. Fui de ônibus, chuviscou um pouco e ainda passamos naquele café que tem aqui perto, na volta. Foi um bom fim de tarde.

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