Esses festivais são sempre longos e há muito mais para se aproveitar do que simplesmente os shows das bandas que você gosta. Se não for nesse clima tudo será apenas cansativo e talvez até frustrante. As coisas nunca saem como se espera e os atrasos são a única certeza. A diversão maior mesmo fica por conta da espera, da companhia, da bagunça, do evento em si. Motorhead, Slipknot, Sepultura e Metallica fizeram shows absurdos aqui do lado de casa! E isso é impagável.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Feira Art Rio
O Rio é quase nulo em divulgação de produção artística relevante. Só ganha espaço mesmo o que não presta. Mas, ainda assim, volta e meia, acabo descobrindo trabalhos bem legais e tenho certeza que muita gente boa anda por aí escondida. Há dois domingos atrás, porém, recebemos galerias de todo o mundo, expondo obras de centenas de artistas nacionais e importados. Legal isso. Importante para nós daqui. Foram mais de 700 obras expostas, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações, e estava bem cheio. Só fico me perguntando como deve ser para o artista ter um trabalho ali assim, no meio de tantos outros, tão diversos... No fim das contas uma exposição assim acaba sendo como qualquer outra coisa na vida: tanto apelo sedutor, tantos caminhos e opções, que ser seletivo se torna inevitável, questão de sobrevivência, e nos interessamos mais por aquilo com o que a gente se identifica. Não tem jeito. Puro narcisismo. Era o último dia do evento, mas até que deu tempo de ver tudo, minha câmera ficou sem bateria só no finalzinho. Fui de ônibus, chuviscou um pouco e ainda passamos naquele café que tem aqui perto, na volta. Foi um bom fim de tarde.
sábado, 10 de setembro de 2011
Anne Rice na Bienal das Filas
Feriado, Bienal, gente demais, céu nublado, falta de opões mais baratas e criativas: foram todos para o mesmo lugar. É incrível como uma cidade nunca tenha aprendido a organizar um evento que acontece de dois em dois anos, para apenas a sua população local. E essa mesma cidade irá sediar Copa e Olimpíadas! Mas, o mais curioso nem é isso. Como um dos países que menos lê no mundo consegue socar tanta gente dentro de uma feira de livros? Mal se pode abrir os braços, mas lá estão os carrinhos de bebês, os velhinhos, os amáveis pais que carregam toda a prole para caminhar lado a lado em procissão, os grupinhos que resolvem parar para conversar no meio do caminho, ou em frente a qualquer porta, passagem e saída... A coisa é ainda mais insana se se considerar que na Bienal, fora as palestras e eventos organizados para uma meia dúzia elitista, não há promoções, nem raridades, os livros não são mais baratos que nas livrarias, tem que pagar para entrar, o estacionamento é caro, e qualquer coisa se encontra na Internet, pela metade do preço. Ninguém compra nada. Então, o que tem para se fazer num lugar desses?
Bom, acontece que justamente neste dia, a autora dos livros que embasaram os meus interesses e referências durante toda a adolescência, estaria lá, autografando. E o pior ainda estava por vir, logo descobrimos, que o stand da editora Rocco havia distribuído, pela manhã, todas as 200 senhas (?!) para a fila de autógrafos. Duzentas senhas?! Para os autógrafos de uma escritora internacional de bestsellers?! O que dão para esses organizadores de evento comer no café da manhã?!
Cansaço, estresse, irritação e essa agora! Depois de uma espera de dezesseis anos, todos os livros lidos... Eu merecia algo mais do que isso. Enfim, entrei na fila assim mesmo. E logo lá estava ela bem na minha frente... Tão bonita, tão delicada, elegante, simpática... Queria ter dito mais do que simplesmente agradecido pelos livros e por sua vinda. Queria ter contado o quanto aprendi sobre arte, literatura, música, beleza e vida, o quanto descobri e cresci a partir de suas histórias. Mas, então, tudo se acabou como um sonho bom, eternizado em minutinhos preciosos.
Bom, acontece que justamente neste dia, a autora dos livros que embasaram os meus interesses e referências durante toda a adolescência, estaria lá, autografando. E o pior ainda estava por vir, logo descobrimos, que o stand da editora Rocco havia distribuído, pela manhã, todas as 200 senhas (?!) para a fila de autógrafos. Duzentas senhas?! Para os autógrafos de uma escritora internacional de bestsellers?! O que dão para esses organizadores de evento comer no café da manhã?!
Cansaço, estresse, irritação e essa agora! Depois de uma espera de dezesseis anos, todos os livros lidos... Eu merecia algo mais do que isso. Enfim, entrei na fila assim mesmo. E logo lá estava ela bem na minha frente... Tão bonita, tão delicada, elegante, simpática... Queria ter dito mais do que simplesmente agradecido pelos livros e por sua vinda. Queria ter contado o quanto aprendi sobre arte, literatura, música, beleza e vida, o quanto descobri e cresci a partir de suas histórias. Mas, então, tudo se acabou como um sonho bom, eternizado em minutinhos preciosos.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Planos
Ontem esbocei um projeto de assalto à Livraria da Travessa, no Barra Shopping. Seria tudo muito simples. Nada de extravagâncias... Primeiro eu arranjaria algumas réplicas de armas de plástico bem realistas, depois contrataria uns quatro ou cinco comparsas, que até poderiam ficar com todo o dinheiro da venda dos livros repetidos, não me importaria nem um pouco. Antes de seguir com o plano, também passaríamos no quiosque de máscaras. Eu ficaria com aquela do Lobo Mau que ninguém nunca compra, já deve estar bem barata. Alguns de nós entraríamos na livraria alguns minutos antes do enceramento das atividades (o que não é muito difícil, já que todas as vezes que entro numa livraria a voz no microfone informa que em cinco minutos estarão encerrando as atividades) e esperaríamos até que começassem a baixar as portas para que ninguém mais entrasse. Dois companheiros cuidariam dos seguranças, prenderiam os atendentes numa salinha que tem no segundo andar e então o resto de nós entraria, disfarçado de faxineiro com nossas latonas de lixo e desceríamos a parede dos fundos do segundo andar inteira. Sem dó. Não se pode deixar o coração dominar nessas situações. Racionalidade. Um caminhão já estaria nos esperando lá fora com os livros. Moleza... Numa outra oportunidade, a ação seria ainda mais simplesinha, desceria só uma pequena parte da parede lateral direita, mais um ou dois livros do cantinho esquerdo dos fundos do primeiro andar, os livros de arte da ilha ao lado dos Moleskines, pegaria alguns cardeninhos daqueles também e os livros do Eisner e do Alan Moore na ilha de quadrinhos... E só. Nada de muito trabalhoso. O que não sei muito bem ainda é como faria para ler tudo, mas isso eu poderia resolver depois... Pensar com mais calma...
sábado, 3 de setembro de 2011
Plutão no Ascendente
Eu estava, esses dias, com uma idéia pronta, só esperando por um tempinho para vir aqui e escrever, mas aconteceu de novo. Não anotei, esqueci. Era alguma coisa engraçada ou espirituosa. Agora, tudo o que tenho para dizer é sobre tristeza, rejeição, decepção... Então fica pra próxima. Inferno astral nem começou e já estou assim, com a vida em baixa outra vez. Seria muito bom se todas as coisas ruins realmente tivessem uma data marcada para acabar. Chegou o dia do aniversário, pronto, fim. No entanto, minha vida parece ser a própria definição de crise.
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