Silêncio ao levantar, silêncio ao deitar... O silêncio acompanha o chá da manhã e dá espaço aos sons do dia, testemunha meus gatos dormirem, a poeira baixar sobre os móveis, o luar atravessar a janela e traz o aroma da noite. O silêncio toma forma durante minha ausência ou o meu desprezo e requer disciplina para que surja em minha presença. Do silêncio eu vim, a ele venci tantas vezes, mas qualquer hora seremos um outra vez. É o silêncio a menor parte da matéria. Este mesmo silêncio que agora se impõe a mim, perante quem resta apenas me render, obriga a calar até mesmo meus pensamentos, e espera ansioso o momento em que minha voz será ouvida mais alto. Através do silêncio mostro admiração, através do silêncio critico e é em silêncio que respondo ao que não pode ser respondido.Veículo da indiferença ou do mais profundo zêlo, foi a sua mordaça que me calou, é ele que vem agora me entristecer.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Todos Iguais Perante A Lei
Beethoven já estava surdo, quando resolveu pedir desculpas ao mundo por ser tão ranzinza, em sua Nona Sinfonia e planejava uma Décima antes de sua morte, mas não rolou. Jason Becker já não estava em condições de sair em turnê após completar as gravações do álbum A Little Ain't Enough, aos vinte anos; Stephen Hawking precisou lidar com o início de sua paralisia pouco depois de concluir seu doutorado; Marla Runyan já estava cega desde a infância quando ganhou sua primeira medalha de ouro; a motivação intensa para a pintura e a depressão entraram juntas na vida de Van Gogh; a esquizofrenia e o prêmio nobel de economia em 1994 são dois fatos na vida de John Nash; o silêncio se instaurou de forma nada amigável à vida de Carolina Pontes há uma semana, justo quando ela resolveu deixar um pouquinho o teclado de lado para começar a se dedicar apenas à voz. E eu pensando que o paragrafo da Lei de Murphy referente à esta questão era dedicado apenas aos gênios...
sábado, 23 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Feliz Dia
Tem apenas quatro coisas que nunca falo sobre mim. E talvez elas definam muito a minha forma de agir. Mas, deixa pra lá. Esses detalhes, se conto, é só por acidente, se eu estiver caindo de bêbada, pois acho que ninguém realmente precisa saber. São pesos desnecessários. Mas o resto, nem me esforço para esconder. Bom, eu não gosto de gente de muita gente junta, nem de sentir calor e sinto frio à toa. Tenho pânico de frio. É uma sensação que não consigo explicar. Fico com muito medo de nunca mais parar de sentir frio, mesmo que eu fique exposta apenas por alguns segundos. Meu banho é quente, a menos que faça muito calor. E de calor, gosto menos do que do frio. Aprecio uma variedade enorme de estilos de música, piano, guitarra, clarinete, canto... Adoro ir a shows, embora seja sempre um sofrimento porque tem muita gente. Acho que assovio, cantoria ou música dentro do ônibus, no vizinho de baixo e rodinhas de violão, já mostram bem o quanto alguém é chato. Não gosto de dormir por último e faço uma apresentação de salto ornamental na hora de deitar na cama. Jack, dá notas para os meus saltos às vezes. Durmo em qualquer lugar quando sinto sono, mas tenho muita insônia às vezes... Meu horário normal de funcionamento é de 11h às 5h da manhã. O que acho ruim só porque perco uma parte muito bonita do dia. Medito, faço minhas práticas espirituais, mas passo períodos longos sem que consiga estabelecer uma rotina. Mas quando cantarei no dia seguinte procuro dormir mais cedo, além de não tomar chá preto ou mate, nem comer chocolate, gelo ou chupar balas. Como muita maçã. Bebo muita água, o dia inteiro. Gosto de mastigar coisas. Quando era criança, minha mãe colocava pimenta nos meus lápis, então parei de mastigá-los. Mas ainda gosto de chicletes e de gelo. Meu sabor de chiclete preferido é hortelã. Gosto de tudo de hortelã! Eu tinha esperança de que alguma das jujubas verdes do saco seria de hortelã, tipo pastilha Valda. Menta é bom para a garganta, mas não para cantar. Infelizmente tudo que gosto, faz mal se eu quiser cantar. Chocolate, mate, gelo, hortelã... ao menos limão, que eu ponho em tudo, escapa. E eu gosto tanto de conversar... Tanto que até hoje sou sempre a última a acabar de comer, não importa onde. Não como nenhum bicho sem necessidade, nem comida feia ou desarrumada. Não gosto de pimentões, aspargos, coentro, café, cigarros, cerveja, cachaça, doces de abacaxi, nem de nada muito doce. Especialmente perfume. Nunca experimentei drogas ilícitas e acho essa uma questão bem complexa. Não concordarei com sistema de cotas nas universidades enquanto não se falar em melhorar a situação da escola pública. Aliás, é ridículo ser avaliado através de provas e diplomas. Tenho preguiça de muitas coisas, especialmente de comer. Tenho preguiça das pessoas também. E de mesmice... Não gosto de telefones, nem de conversas por computador e faz mais de dez anos que não recebo uma carta sequer pelo correio. Não gosto de conversar com gente que só tem um assunto, de avareza, de rodízios de sei lá o que, nem de "muito de uma coisa só". Gosto de trabalhos manuais, colagem, pintura, desenho, tintas, pincéis, papelarias, jogos, futebol, basquete, patins, skate e surf. Gosto de jardinagem e decoração. Passei seis anos estudando Design, oras! Queria muito aprender Sapateado e Arqueirismo. Aprendi Astrologia para criar personagens para as histórias que escrevo, com qualidades e defeitos em equilíbrio. Gosto de escrever, tenho um monte de histórias e eu seria muito mais satisfeita com a minha vida se conseguisse terminar meu próprio livro ilustrado e ao menos uma história em quadrinhos. Adoro ganhar livros! Mesmo que sejam em branco. Tenho uma lista deles para ler ou ter e fico muito feliz em riscar mais um. Tenho o costume de pensar e refletir profundamente sobre tudo, fazer análises e isso nem sempre me ajuda. Penso muito e acho que minha educação fez com que eu supervalorizasse demais o pensamento. Devia pensar menos e sentir ou agir um pouco mais, pelo bem da minha arte e do meu espírito. Me interesso muito por todas as religiões e por quase todas as artes. Inclusive pela Arte. Sou fã de muitos filósofos, tenho incontáveis artistas favoritos e espiritualistas também. Acho que não sei fazer nada direito. Tenho problemas para terminar coisas. E sinto muitos medos que se eu falar sobre eles parecem bestas, mas quando vou dormir parecem problemas sem solução. Não gosto de chororô, melodrama, carência de atenção e de reconhecimento e de frescuras. Você nasceu sozinho, conviva com isso. Só não esquece que você não vive sozinho, que partilhar faz bem e que o espaço público não é só seu. As pessoas não darão atenção se você for um chato, sem graça, que não tem nada de bom para mostrar. E todos temos histórias tristes para contar. É o cúmulo alguém se sentir especial por causa das suas. Odeio reclamações de barriga cheia. Quer chorar? Te ajudo em três minutos e nem precisarei gastar minha faixa preta com você. Gente louca me persegue e me enlouquece. Já tenho meus medos e paranoias, não preciso de ajuda pra isso. Adoro pessoas idosas, animais e crianças interessantes e parece que eles gostam de mim também. Não entra na minha cabeça o desejo de ter uma vida cada vez mais longa, com essa regra de felicidade que as pessoas alimentam de ter que se formar na faculdade, arranjar um emprego, casar e constituir família. Também não entendo o "sonho de ter um filho". Vai lá, tenha um filho com essa sua mentalidade egocêntrica! Aproveita e dê o seu nome a ele, é a cereja do bolo. Gente e carro são duas coisas que o mundo não precisa fabricar mais, pelo próprio bem da humanidade. Mas, assim ela caminha. Valorizo autenticidade, por isso reconheço fácil quando mentem para mim, quando só querem fazer tipo, quando as pessoas são em tudo falsas e ainda não aprendi a lidar muito bem com nenhuma delas. Se fiz algo errado só preciso ter consciência disso. Agradeço se puder me alertar, sem estupidez, sem rodeios ou julgamentos. Tenho ódio mortal de indiretas e alfinetadas quando existe a opção do diálogo cordial. Covardia é péssimo. Também sou capaz de matar um quando agem no sentido de me criar expectativas e depois frustrá-las. Admiro quem se assume e não tem medo de se responsabilizar. Acho lindo pessoas que esquecem completamente que já me deram alguma coisa, ou fizeram algo por mim. Basta uma cobrança sem sentido para me afastar da sua vida. Amo minha liberdade. E se marcou comigo e não foi, sem um bom motivo, foi a última vez que marquei algo com você. Mongolice e bobeirinha não passam muito bem pelos meus ouvidos, nem arrogância. Mas, eu adoro rir! Adoro quando as pessoas são inteligentes e engraçadas. Se eu falo e você não me ouve, logo pararei de falar com você. Olhou o tempo todo pro relógio, já vou logo achando que há egoísmo em excesso. E egoísmo me afasta da sua vida. Ter que tomar decisões me deixa nervosa. Pressão me obriga a fazer de qualquer jeito coisas que não quero e isso pode ser um desastre. Descaso faz doer o meu estômago. Malandragem faz o seu estômago doer. Antipatia, grosseria gratuita e bipolaride também não vão bem comigo. Só três motivos juntos me empurram para uma discussão: ter certeza do que penso, a importância de se esclarecer algum ponto, e o fato de que isso mudará muito o rumo das coisas. Odeio perguntas retóricas. Odeio perguntas idiotas. Odeio falta de foco e de sinceridade. Quase todas as pessoas que eu conheço já me torraram a paciência em algum momento. A maioria delas, por um bom tempo até. Portanto, não, não sou eu que sou muito impaciente. Inclusive sou bastante flexível, gosto de consensos, de equilíbrio! Só não tenho uma maneira suave de reagir à atitudes em que bastava um pouco de cuidado para serem evitadas. Nem à falta de comunicação ou cuidado. E se fui chata com você, pense bem, talvez tenha havido um bom motivo. Quando erro e sei disso mudo de atitude rapidamente. Mas, não sei lidar com resistência, justificativas, falta de autoanálise, vontade de estar certo acima de vontade de se resolver os problema. Para mim, não existe o orgulho separar pessoas que se gostam. Sou carinhosa, amiga, mas preciso de espaço, de tempo e de contato. Intimidade me faz desconfiar um pouco menos e faz maravilhas. Desconheço alguém que tenha se arrependido. Não sou ciumenta, acredito em poliamor, amo um monte de gente, não acho que uma pessoa substitua outra, não acho que sejam todas iguais e não compreendo os limites para se expressar isso por alguém. Acho garotice um relacionamento acabar por qualquer razão que não seja a transformação do que se sente. Se você quer ficar, para mim é suficiente, nem precisa aparecer todo dia. Mas, também não suma ou eu acharei que fui abandonada e aí tudo fica mais difícil. Sou insuportável quando estou insegura de alguma coisa. Mas, resolver isso é simples: não me deixe sozinha com a minha imaginação. Não reconheço limites sexuais. Para mim só não é possível suportar dor ou porcaria. De resto... Amo gente cheirosa, que capricha na aparência e que goste de conversar. Não entendo pessoas acharem que possuem as outras e se fecharem em relacionamentos sufocantes. Por que sexo tem que ser necessariamente entre duas pessoas apenas? E de gêneros diferentes? Por que família são só as pessoas com quem compartilhamos laços sanguíneos? Por que não pode haver amizade sincera entre homens e mulheres? Por que sexo deveria atrapalhar a amizade? Por que crianças devem ter apenas um "pai" e uma "mãe"? Não sou política e acho que ser político é a coisa mais feia que pode acontecer com alguém. Então não mentirei, nem medirei as palavras quando não houver algum interesse em jogo. Procurarei ser sempre eu mesma e agirei com a maior espontaneidade possível. Se isso te ferir, esse é um problema só seu. Se isso cria inimigos, não estou preocupada com isso. Não quero viver cercada de amigos superficiais, ser popular, ter a aprovação do mundo todo, já disse que amo minha liberdade. Odeio que me digam o que fazer quando não estou precisando de instruções. Considero inimigo qualquer um que me queira obrigar a um sistema de regras e crenças. Datas aleatórias, frases feitas, senso comum, moda, status e compromissos sem sentido são solenemente ignorados. Tenho aversão à instituições. E enquanto todos estiverem competindo não é possível construir algo que valha a pena. Não acredito em coisas permanentes, em tolerância, em sociedades, em moral, em prisões, em caráter, em família, em casamento, em escola, em governo, em Estado, em política, em religião, em jornalismo, em marketing, em indústria, em bancos, em gente que fala sem conhecimento, nem em amizade nessas condições.
Portanto, se você é meu amigo, parabéns.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Introspecção
Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência.
Não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte.
Não há problema capaz de durar para sempre.
Não há problema tão grande assim.
Não há problema insolúvel.
Não há problema sério.
Não há problema.
Não há.
Não.
Não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte.
Não há problema capaz de durar para sempre.
Não há problema tão grande assim.
Não há problema insolúvel.
Não há problema sério.
Não há problema.
Não há.
Não.
Raízes do Perfeccionismo
Na casa da minha avó não se entra com sapatos, nem se deixa qualquer coisa fora do lugar. E ela estava sempre limpando alguma coisa. Nem mesmo podíamos molhar demais as pedras em volta da piscina. É uma casa com cortinas rendadas, janelas de madeira em arco, parede cor de rosa, protegida por muros e cercada por canteiros de flores diversas. Tem até um coqueiro, uma árvore de louros e uma de Bico de Papagaio, com flores tão vermelhas que parecem que estão em RGB! Logo depois da piscina tem uma escada de pedra em pirâmide, dessas que se sobe pelos lados e não assim em frente, direto para a porta, onde fica a sala. Mas nunca entramos por ali. É mais comum passar por debaixo da varanda à esquerda, uma passagem para carros, em ladeira, e subir pelas escadas da cozinha, que fica do outro lado, nos fundos.
Neste espaço há um abacateiro gigante, e tem um quintal enorme, mas todo coberto de cimento. Era bom para andar de patins e vir descendo lá do portão, de bicicleta, no caminho de pedras para carros, paralelo ao muro de pinheiros. Minha avó sempre nos esperava na porta para dar alguma coisa de comer. Gostava quando ela dava laranja lima. Porque só ela descascava e cortava uma tampinha, não saía cortando assim no meio. Nem do jeito da minha bisavó, com aquele corte estrelado, sem descascar, que queimava minha boca. Esse era o jeito de comer laranjas dos adultos. E, para mim o pior que poderia acontecer na vida de alguém era se tornar adulto.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
A Hora das Frutas
Depois do chá eu ia até o salão vermelho rodeado de janelas com arcos alemães e jardineiras de gerânios, que se abriam para o sul e para o oeste, onde ficava o meu piano. Subia numa daquelas cadeiras de ferros retorcidos, art nouveau, para ver se a janela do quarto do meu primo Rafael, na casa dos fundos, estava aberta. Quando estava, tudo bem, era só ir até lá, chamar por ele e pronto, começávamos a decidir se construiríamos casinhas de madeira para onde fugíamos de casa à noite com sacos de biscoito, se caçaríamos tesouro pelo quintal, se faríamos pista de corrida de chapinhas, ou as experiências do meu livro de Ciências, se criaríamos a Nova Terra com as plantas, pedras e a água das torneiras do quintal, ou se faríamos coisas mais simples como brincar de pique esconde, jogar bolinha de gude, pegar frutas para a vovó fazer geléia, ajudá-la a polir a prataria, tomar banho de piscina, fazer e soltar pipas, essas coisas. Mas, se o Rafa ainda estivesse dormindo, eu teria de esperar com os meus desenhos, minhas músicas, meus livros ou meus poemas. A espera poderia durar até meia hora... Uma eternidade.
Às nove era a hora de comer maçãs, tangerinas, pêssegos, abacate, bananas, laranjas, uvas, caquis, frutas do conde, gelatinas, iogurte. Geralmente era a minha avó que chamava para isso, a casa dela também ficava ao fundo, logo depois do caminho de pedras entre as árvores do jardim, do lado esquerdo da casa do irmão dela, onde morava o Rafa. Ela sempre começava a me berrar no mesmo horário. Eu passava por aquele caminho aos saltos e gostava de arrancar uma folhinha roxa de uma arvorezinha que liberava um visgo branco... Lembro do dia que pensei sobre como essa atitude era besta e resolvi parar de arrancar folhas à toa.
terça-feira, 12 de julho de 2011
A Hora do Chá da Manhã
Na casa dos meus bisavós sempre tinha bolo. Às vezes, tinha bolo, torta, biscoitos, claras em neve e pudim. Assim, tudo ao mesmo tempo! O dia começava bem cedo. A mesa do café às seis já estava pronta, embora nunca tomássemos café e sim chá preto. Minha bisavó, elegante até debaixo de seu avental xadrez, jamais foi ao quarto para me acordar. Haviam os gatos, de nome esquisito, para cumprir esta tarefa por lá. Lembro de, pelo menos, três: Cavalinho, Galinho, Cotó... Eles nunca foram muito bons para dar nomes. Por exemplo, pela minha avó, o meu seria Talita ou Vívian. Sorte do meu pai se chamar Fábio e da minha tia, Lílian. E azar das gatas que receberam esses nomes.
Era bonita a manhã vista pela janela daquele quarto que se abria para o sul. Uma enorme mangueira, onde eternas orquídeas roxas trepavam às dúzias, saudava, metidos entre seus galhos, os raios de sol. De tanta folha verde, sombreando o quintal, mal se via o azul do céu. E todas aquelas árvores, flores e folhas, cobrindo a terra ao longo do caminho rochoso, reluzindo de orvalho, brilhavam como pedras preciosas... Ser premiada com esta cena era estímulo suficiente para enfrentar o esforço de acordar tão cedo. Quanta cor, quanta luz!
Mas isso não era tudo. Ainda havia a mesa do café, o bolo que quando se cortava tinha uma massa de chocolate bem no meio, em espiral, o pão quentinho com manteiga fumegante, o suco de laranja antes do chá, a geléia de jabuticaba e, ah, a geléia de cajá! Inigualável!
Hoje, mal tomei um chá e sequer comi pão. Ser cuidada por outras pessoas, ao menos, tinha isso de bom.
Hoje, mal tomei um chá e sequer comi pão. Ser cuidada por outras pessoas, ao menos, tinha isso de bom.
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