quinta-feira, 10 de março de 2011

Ying e Yang

"A rigidez é boa na pedra. Ao homem cabe a firmeza, o que é muito diferente." Esse tal de George Gurdjieff, até que sabe das coisas, né? Realmente é estranhíssimo gente certinha demais. Nem hesita em dizer "não" sem experimentar, sem compreender. Uma chata... E como usa a torto e a direito as palavras "sempre" e "nunca", se referindo às suas atitudes, comportamentos, opções e opiniões! Se fecha numa concha e finge estar segura nela. Como consegue? É tão clara a falta de linearidade do nosso ser, o caos onde estamos todos imersos, a nossa inerente susceptibilidade ao erro, nossa falta de controle... Por que não encarar e resolver os problemas logo? Estar consciente? Aceitar a realidade e olhá-la de frente, ao invés de fugir, de mentir pra si mesmo? Bagagem inútil! A perfeição pesa demais... e traz tanta frustração... Todos acharão linda a sua fantasia, realmente, mas é um preço alto demais, não? Vale mesmo a pena, negar a verdade e postergar a solução?

Bom e mau! Certo e errado são convenções, como horas, metros e graus, diferente de separar aquilo que pode nos favorecer do que não pode. E essa é a importância de prestar bastante atenção ao que se faz, agora mesmo! Isso é consciência, seu único e verdadeiro guia. No mais, oscilamos ora para a luz, ora para as sombras e assim corremos o mundo. E só é possível seguir em frente desta forma, nos equilibrando e desequilibrando seguidamente, em movimento. Já a perfeição é estática. Uma prancheta arrumada, um piano fechado, um sapato que nunca foi usado... e, precisamos aceitar esse fato, nem mesmo quando tentamos, de verdade, conseguimos ficar totalmente imóveis.

Um comentário:

JP Mayer disse...

Detesto ser certinho sempre! Aí, pra quebrar a rotina, as vezes escrevo errado QUERENDO POR QUERER no twitter! Pq esse negócio de ser certinho num tá com nada!

Aproveito pra divulgar meu twitter que é... rsrsrs... (fala sério, hein?)