É tão estranho... São não-sei-quantas-bilhões de pessoas no planeta e a maioria de nós se sente sozinha. E quanto mais se mostra ao mundo um pedaço de si, mais procuramos proteger as partes que não queremos expostas. Precisamos sentir que temos algum controle sobre as coisas. Pensei hoje sobre pessoas muito famosas, o quanto parecem incompreendidas solitárias e tristes; cada gesto simples ganha amplitudes inimagináveis. Não deve ser fácil pôr os pés para fora do carro e de repente se ver cego diante dos infintos flashes, ter sua vida dissecada, cada passo seguido, não poder tomar um sorvete de short, chinelos e cabelos bagunçados ou ir à praia com sua família sem aparecer na capa de algum tablóide patético. As pessoas falam maldosamente, especulam, invadem, idolatram, criticam, elogiam, julgam e sequer conhecem de verdade o alvo, mas o tem como parte de si, muitas vezes, ou como objeto de desprezo. Uma fama hollywoodiana tem qualquer coisa de bizarro. Deveria ser uma lição para pôr fim à nossa ilusão de controle, uma aula sobre o caos, sobre o desenvolvimento orgânico da realidade e um exercício sobre o quanto somos mesmo é do mundo, pertencemos todos uns aos outros, embora prefiramos nossas fantasias de andarilhos solitários e sequer usamos esses conhecimentos para fins melhores do que tomar sem dar em troca.
O ídolo transformou uma profunda tristeza na música mais linda que já se ouviu e o que você faz? Um pensamento positivo para ele? Escreve uma carta? Imortaliza seu rosto num retrato? Não, você apenas vai lá no botão de download e baixa seus mp3.
Meu nome não é dos mais mundialmente conhecidos, nem perto de tal façanha, mas hoje pensei em quantas vezes achei que meus textos são tão desinteressantes. Quantas vezes senti aflição por estar muito atrás do que eu gostaria na minha ilustração? Quanto senti minha esperança em meus sonhos minguar? Quanto me considero solitária, deixada de lado, principiante e boba? Sempre começando... Sempre no início...
Meu nome não é dos mais mundialmente conhecidos, nem perto de tal façanha, mas hoje pensei em quantas vezes achei que meus textos são tão desinteressantes. Quantas vezes senti aflição por estar muito atrás do que eu gostaria na minha ilustração? Quanto senti minha esperança em meus sonhos minguar? Quanto me considero solitária, deixada de lado, principiante e boba? Sempre começando... Sempre no início...
Mas, fato é que cansei de dividir minhas referências e atualizar fãs não assumidos sobre a minha vida, nem vou comentar as palavras que Jack tem para mim sobre minhas angústias porque ele é suspeito, um amigo do Ceará, com quem nunca me encontrei pessoalmente, veio cobrar o link do meu antigo blog, o volume de trabalho que chega de partes diferentes do mundo vem aumentando, e hoje ainda encontrei isso. É... eu refleti.
Nenhum comentário:
Postar um comentário