quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Precisam se tratar!

A banda Shaman acabou de novo. Não que vá me fazer alguma falta, mas é um bom pretexto para dizer: é lamentável ver pessoas que excluem, ofendem, brigam, atacam e subestimam, amigos, familiares, colegas e até desconhecidos (não sei o que é pior) por discordarem delas. É ridículo. Todo mundo patrulhando todo mundo, odiando, enraivecido, achando que tem razão, passando vergonha, ninguém se ouve, nem a si nem ao outro, e só defendem o que lhes convém... "Ai, porque eu li...", "Não porque eu estudei...", "Ai, eu me informei...". Amigo, se você não consegue nem falar mais sem cuspir ou se exaltar, se não é capaz mais de usar garfo e faca para comer, sem começar com agressãozinha pessoal, está provado que o que você "sabe" não serve para nada de bom. Precisa reconhecer, tá na hora de iniciar aquela terapia há tanto tempo adiada... ir caçar uma trouxa de roupa pra lavar... varrer um chão, sei lá... porque isso é falta de propósito, falta do que fazer mesmo. A vida continua igual, com ou sem as opiniões de cada um. Mas, fazem questão desse drama. E por que? Opiniões! Quem se interessa por essa merda? 

Sério, melhorem.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Enfim, fim.

O ano mal começa e já sinto o sabor agridoce de um ciclo que se encerra pela metade. Mas, exceto por uma dor de cabeça que já dura três dias, sinto algum alívio também. E, mais uma vez, algo na minha vida se mostra infalível: quando eu rezo, acontece. Embora esse conceito, "final", seja papo furado, sempre passo por situações de finalizações mirando o horizonte, confiante momento a momento e com a certeza de que no próximo minuto, tudo pode mudar. Meu caminho e minha busca continuam, mas mudam de direção como em muitas outras vezes. Sem novidade por aqui. Despedidas são sempre melancólicas, por isso me recuso a cada uma delas, mas recomeços trazem renovação e precisam ser encarados com esperança, força e coragem. Porque a única constante é a mudança e não saber o que virá é a coisa mais maravilhosa sobre existir. 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Fim de ano

Organizar armários, arquivos e papéis é sempre ser surpreendida com vidas passadas que não interessam em nada reviver... As coisas raramente são como se quer, mas talvez eu raramente seja como as coisas querem também.

Odeio essa época do ano!

Canção da Cabra Montanhesa

O medo é a base de qualquer cativeiro e consequentemente de qualquer forma de exploração. É com medo que deixamos de viver como queremos e somos mantidos em correntes sociais, profissionais, afetivas, religiosas... Medo do inferno, ou seja, culpa. Mas, a partir do momento em que se percebe que não há ninguém para nos castigar ou recompensar, que tudo isso são convenções, que o céu e o inferno estão dentro da nossa cabeça e somos nós que os criamos, uma certa liberdade começa a ser sentida e a culpa vira besteira. Com alegria e paz, criamos o céu e podemos compartilhá-lo. Só podemos dar o que temos. E quando damos, aquilo volta em três níveis: físico, emocional e espiritual. Pois, a existência é um imenso espelho. Ao sorrir, a existência sorri de volta, ao berrar e insultar a existência berra e insulta. Somos nós a causa e o efeito. A existência não é boa ou má, ela simplesmente é. E devolve para nós a nossa falta e a nossa abundância... Até mesmo os castigos e as recompensas são criações nossa. Nós mesmos escondemos os doces e brincamos de procurá-los. Tem gente que chama isso tudo de prova, teste... Tem quem acredite em deuses e entidades que nos usam para cumprir propósitos... Há a crença generalizada na realidade imediata e prática da vida cotidiana com suas complexidades sociais e todas as suas instituições. Mas, acredito que tudo isso seja apenas histórias para criança. Não acho que de forma alguma estamos aqui por razões compreensíveis, muito menos estamos sendo testados ou observados. E tentar entender a complexidade do universo com as limitações do nosso cérebro é o mesmo que tentar pegar o oceano com uma caneca. Se alguém observa, somos nós. Se temos um propósito, ele é só nosso e nós é quem criamos culturas e instituições. Vestimos as fantasias e subimos no palco. Levar isso tão a sério é no mínimo ingenuidade. Nós damos poder ao que desejamos dar e se isso nos cria dificuldades também nos faz crescer e aprender. Pois, somos livres, mas liberdade não quer dizer irresponsabilidade. É justamente em liberdade que somos completamente responsáveis. Ninguém mais é responsável por nós. Somos problema nosso. Nenhum deus está cuidando, nenhum anjo da guarda, nenhum pai... E essa é a canção da cabra lá em cima na montanha, de pé, equilibrada em inclinações inacreditáveis: as dificuldades são questões de perspectiva. Se está difícil, por que isso deveria significar que não vale um esforço? Além disso, pode haver outras formas, outros caminhos para se chegar onde deseja, por que seguir necessariamente por esse? Se está fácil, qual é o poder que torna tudo simples? O poder (problema) é todo seu.