segunda-feira, 5 de abril de 2021
domingo, 4 de abril de 2021
sábado, 3 de abril de 2021
Apocalipse (Contém Spoilers)
"No princípio era o Verbo..."
(...)
Então surgiu o primeiro adjetivo.
Fim.
sexta-feira, 2 de abril de 2021
Aqueles papos que já eram chatos na adolescência...
A gente estuda tanto uma determinada área do conhecimento, desde a infância and counting, se cerca dos melhores que existem na praça num raio de muitos Km... Apenas para ter que aturar as atrocidades dos demais mesmo... Pra quê, né? Era só ficar na boa... Na mediocridade... No fim das contas somos só nós mesmos dentro da nossa cabeça, com nosso suor e nossas lágrimas. E isso está em graus infinitamente mais altos que teorias, discursos e toda a picaretagem que vem junto... Ah, mas quem se importa? O valor da narrativa e o valor da prática são confundidos propositalmente. Afinal, ser habilidoso em falar sobre o que leu ou ouviu ou vai fazer, dá menos trabalho do que praticar, fazer e mostrar habilidade, com todos os sentidos que essa palavra têm. E a situação fica ainda pior quando o papo nem é sobre teorias e discursinhos entediantes apenas, mas quando descamba para algo muito pior: a fofoca. Os bastidores daquela área. As figuras históricas. Rumores, boatos e encenações de Hollywood para se construir uma identidade ou gerar propositalmente uma história para vender (advinha) fofoca. Por que é só isso que realmente importa, não é mesmo? Destilar inveja e recalque sobre a ação dos outros e suas conquistas, quase como se dissesse "Estudando qualquer um sabe!". E justificar a rejeição a toda uma categoria, com detalhes que sequer correspondem à realidade. Pra piorar, o maldito assunto da conversa (se depender de mim, monólogo), que nunca teria começado de minha parte, sempre termina com a defesa de algum time.
Até ia colocar aqui uma lista de fatos, apenas como um incentivo para se fazer autoanálise e refletir sobre complexo de inferioridade, em vez de repetir, apressadamente, os clichês e as fofocas de revista, de forma distorcida ainda, para justificar por que aceita ou rejeita alguma coisa e encontrar outra explicação mental para os recalques descarados. Mas, a prancheta tá cheia ali.
quinta-feira, 1 de abril de 2021
MIMIMI Mean
Estou num projeto de destralhamento do armário. Da casa. Da vida! Anda a passos lentos, como todos os outros projetos? Anda. Mas, uma hora a audiência com Maat chega para tudo por aqui. Porque, nessa de deixar-me levar por impulsos irracionais, nem todas as coisas acabam tendo o funcionamento que eu esperava, nem todas mantém a sua beleza ou adequação com a mudança dos tempos. E esperar que algum dia a situação seja ideal para a coisa, só porque tive algum apego emocional a ela num momento, foi mais de uma vez, perda de tempo, energia, espaço, dinheiro... Verdade? Verdade. Triste? Nem sempre. Mesmo quando são coisas muito queridas que quebraram, mancharam, rasgaram, não quer dizer que não tiveram um final feliz. Foi bom tê-las, mas, perder o que gostamos pode ser tirar a sorte grande. Isso lembra Vento nos Cabelos em Dança com Lobos... "Ele se foi porque você estava vindo. É assim que vejo." Negociar e pesar mentalmente as vantagens e prejuízos de se manter certas coisas é fundamental para a sanidade, a higiene, a paz. Insistir em guardar peças quebradas, inúteis, inadequadas é conviver com "amigos" incapazes de oferecer uma boa companhia, não tem motivo. E manter o cadáver só por causa de uma história natimorta é doentio, desnecessário e cansativo. Algumas tralhas dão até vergonha... Meu deus, olha essa saia! Aí já é falta de sinceridade demais comigo mesma. Desnecessário. E então, aqui, diante deste armário, refaço esse exercício anual de lembrar que é perda de tempo esperar esgotar todas as possibilidades para ver o óbvio: o espaço é infinito, mas minha disposição para limpar, cuidar, consertar e arrumar, não. Não sou obrigada. Não preciso realmente perder meu tempo ou desperdiçar vida com coisas que só subtraem. Esse raciocínio é uma autodefesa para a alma.
