A gente estuda tanto uma determinada área do conhecimento, desde a infância and counting, se cerca dos melhores que existem na praça num raio de muitos Km... Apenas para ter que aturar as atrocidades dos demais mesmo... Pra quê, né? Era só ficar na boa... Na mediocridade... No fim das contas somos só nós mesmos dentro da nossa cabeça, com nosso suor e nossas lágrimas. E isso está em graus infinitamente mais altos que teorias, discursos e toda a picaretagem que vem junto... Ah, mas quem se importa? O valor da narrativa e o valor da prática são confundidos propositalmente. Afinal, ser habilidoso em falar sobre o que leu ou ouviu ou vai fazer, dá menos trabalho do que praticar, fazer e mostrar habilidade, com todos os sentidos que essa palavra têm. E a situação fica ainda pior quando o papo nem é sobre teorias e discursinhos entediantes apenas, mas quando descamba para algo muito pior: a fofoca. Os bastidores daquela área. As figuras históricas. Rumores, boatos e encenações de Hollywood para se construir uma identidade ou gerar propositalmente uma história para vender (advinha) fofoca. Por que é só isso que realmente importa, não é mesmo? Destilar inveja e recalque sobre a ação dos outros e suas conquistas, quase como se dissesse "Estudando qualquer um sabe!". E justificar a rejeição a toda uma categoria, com detalhes que sequer correspondem à realidade. Pra piorar, o maldito assunto da conversa (se depender de mim, monólogo), que nunca teria começado de minha parte, sempre termina com a defesa de algum time.
Até ia colocar aqui uma lista de fatos, apenas como um incentivo para se fazer autoanálise e refletir sobre complexo de inferioridade, em vez de repetir, apressadamente, os clichês e as fofocas de revista, de forma distorcida ainda, para justificar por que aceita ou rejeita alguma coisa e encontrar outra explicação mental para os recalques descarados. Mas, a prancheta tá cheia ali.
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