Nunca vou entender você ter a possibilidade de dizer tudo o que quer para alguém que está na sua frente, tentar perceber se o que ouviu era aquilo mesmo que entendeu, etc... mas, pelo contrário, neste momento se negar a "discutir" (na verdade, felizmente, porque, ninguém estava interessado mesmo), por soberba, falta de tempo, paciência, ou sei lá. E então, ir dizer tudo para uma outra pessoa, que obviamente pensa como você. Ou, mais infantil, chegar em rede social e enfiar em toda e qualquer brecha que encontra, uma "verdade" que você achava que precisava ser dita, no momento em que sentiu que sua opinião era boa demais para ser contrariada, mas preferiu dizer que não tinha tempo para falar ou ouvir o que quer que a contrariasse. Fica pior: ainda escrever textos enooooooormes com a pretensão de que alguém fora da sua bolha vá ler. Pode acreditar: não. Essa é a parte da feminilidade que não admiro: a passivo-agressividade.
Se as pessoas não discordassem, haveria nada no mundo. Mas, se as pessoas não sabem boas maneiras e razões para se fazer isso, só estão dispostas a se desfazer de idéias contrárias e nunca ouvi-las com a mesma disposição com que quer dizê-las, igualmente, não se constrói nada. E o curioso é que quanto mais contundentes, mais reativos e sensíveis à contundência.
Só pode falar quem tem o que dizer, quem sabe falar. E quem decide isso? Quem sabe? A pessoa que escreve "a nível de"? A pessoa que cai nas falácias de ad hominem, de argumentum ad personam, de falsa analogia, de egocentrismo ideológico, falsa dicotomia e de tu quoque o tempo todo? Ou a pessoa que nunca dá atenção aos assuntos que não domina, finge que conhece o que não conhece para não parecer menos, faz outra coisa enquanto o outro fala numa demonstração total de falta de respeito, educação, elegância... levanta a voz, torna-se ofensivo e aumenta a velocidade da fala quando é minimamente contrariado? Ou a pessoa que descreve a conduta do outro com todas as atitudes lamentáveis que pratica e não vê: interromper e não se importar com o que o outro diz, viver e expor o outro a situações arriscadas, dizer que adoraria ver, ouvir, ler e sequer saber até agora qual era a pergunta que teria sido feita se fosse possível, no meio de tantos parêntesis? Verdade... realidade... sinceridade... A lógica só existe mesmo para justificar o que queremos fazer.
Bom, chega dessa modorrência contagiosa. Até minha febre melhorou porque não estou com paciência nem pra ficar doente. Separei tudo em textos programados pra ficar didático, dar tempo de pensar e gerar reflexões por meses. Mas, enfim, I rest my case. Câmbio final.

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