Sinto uma vontade enorme de chorar, mas não consigo. Às vezes parece que vou explodir. É bem estranho. Os sentimentos chegam, loucos, nem penso em refreá-los, nem mesmo penso, e tudo que tenho vontade de fazer na vida acaba sendo para me livrar deles. Cordas que me manipulam. É pelos sentimentos que me levanto pela manhã, é por eles que durmo, é por eles que me mantenho saudável ou sequer consigo comer... Lamentável... Não acordei ainda... Realizo coisas como uma espécie de exorcismo.
E é por isso que não acredito em caráter. Na possibilidade de que algo seja estático, na verdade. Não acredito em coisas pegajosas, em grades, colas e cadeados. Procuro responder com tudo de mim ao que aparece na minha frente e só. Não digo "eu sou assim" ou "você é assim". Acredito, acredito não, sei sobre a consciência, a eterna mudança, o movimento, a multiplicidade, as nuvens, as ondas, as chamas, as pedras, as sementes germinadas, a dor, o amor, os recém nascidos, o idoso em seu leito de morte, as ruínas, o aprendizado, os sentimentos e o despertar. Acredito na essência, porque nela posso apenas acreditar, supor, imaginar, nada sei a seu respeito ainda. Nada sei sobre mim, sobre meu núcleo, portanto. Menos ainda sobre você. Não posso dizer que sou ou que você é. Eu e você estamos, estivemos, agimos dessa ou daquela forma, reagimos à determinada situação, naquele momento, daquele jeito.
Mudar um caráter, os hábitos, os valores, pode não ser tão simples, mas é possível. Acontece. Quanto mais intenso o prazer, maior a dor. Prazeres brandos, dores suaves. Dor, crise, potência, mudança, movimento. A persona é uma massa moldável. Então, não posso acreditar em caráter. Nós somos promessas não cumpridas, a decepção, os intocáveis. "O mensageiro não é importante, apenas o conteúdo da mensagem." E é por isso que quando alguém pergunta meu nome, às vezes tenho até vontade de responder: "Legião, porque somos muitos."
E é por isso que não acredito em caráter. Na possibilidade de que algo seja estático, na verdade. Não acredito em coisas pegajosas, em grades, colas e cadeados. Procuro responder com tudo de mim ao que aparece na minha frente e só. Não digo "eu sou assim" ou "você é assim". Acredito, acredito não, sei sobre a consciência, a eterna mudança, o movimento, a multiplicidade, as nuvens, as ondas, as chamas, as pedras, as sementes germinadas, a dor, o amor, os recém nascidos, o idoso em seu leito de morte, as ruínas, o aprendizado, os sentimentos e o despertar. Acredito na essência, porque nela posso apenas acreditar, supor, imaginar, nada sei a seu respeito ainda. Nada sei sobre mim, sobre meu núcleo, portanto. Menos ainda sobre você. Não posso dizer que sou ou que você é. Eu e você estamos, estivemos, agimos dessa ou daquela forma, reagimos à determinada situação, naquele momento, daquele jeito.
Mudar um caráter, os hábitos, os valores, pode não ser tão simples, mas é possível. Acontece. Quanto mais intenso o prazer, maior a dor. Prazeres brandos, dores suaves. Dor, crise, potência, mudança, movimento. A persona é uma massa moldável. Então, não posso acreditar em caráter. Nós somos promessas não cumpridas, a decepção, os intocáveis. "O mensageiro não é importante, apenas o conteúdo da mensagem." E é por isso que quando alguém pergunta meu nome, às vezes tenho até vontade de responder: "Legião, porque somos muitos."

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