Por um tempo, nada. Tudo num instante e subitamente. A mesma confusão de sempre, essa esquizofrenia. Dúvidas mil num liquidificador. Comi um sorvete nesses dias. Fui à praia e o mar nem estava gelado. Senti muita raiva de muitas coisas. Não, senti raiva só de mim mesma. E cada dia que passa sinto mais. Fui embora depois de esperar por horas, com fome. Ok, só mais um descaso e abandono para a pilha de rejeições, ela só cresce. Ansiedade, impotência, medo. Repressão, repressão, repressão. Abandono. Duvido de mim. Acredito que não posso, não devo e até que não quero. Sigo me obrigando, forçando e impedindo. Quando vou aprender? Compromisso com todos, menos comigo. Onde eu fico? Onde eu vou? Sei lá. A solidão é boa, mas ainda dói. Decidir ainda é como devem ser as dores de parto. Ir até lá e resolver, em quase trinta anos, ainda é o corredor que me leva a arena de gladiadores. E antes de abrirem os portões tenho certeza que daquele momento minha vida não passa. Sempre igual. Ri muito. Reencontrei meu melhor amigo. A alegria é silenciosa. Mas, caramba, como a tristeza é eloqüente! Faço tudo ao contrário. Adio todos os meus melhores sentimentos, todos os sonhos, todo o meu desejo e a raiva entra em ação tão logo surja a sua sombra. Está quente. Hoje tem luau. Um furacão devasta tudo por dentro. E eu nem bebi nada. Ainda.
Um comentário:
Confesso que me assusto muito com esses tipos de textos da "Câmara Escura", C.
Medo e quase total impotência. Só posso torcer para que isso passe.
Já que você nunca ri das minhas piadas (piadas?), espero que você encontre forças pra vencer a si mesma!
Mas vamo lá, moça! Tamo junto nessa e nas outras que virão!
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