segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vida Própria

Um dia desses senti tristeza ao ler a última frase da obra completa de um gigante da nossa Literatura. Só me restará agora reler incontáveis vezes o que há. Nada mais será acrescentado. A menos que na biblioteca do Sonhar eu encontre sua seção de poesias jamais escritas, apenas sonhadas. 

Mas, pensei bem, reli meus trechos e poemas favoritos, e entendi desta forma que o divino está mesmo em toda parte. Não à toa qualquer religião concluiu isso. Dentro de cada um existe deus. E os grandes artistas são exemplos precisos dessa nossa natureza divina e permanência em toda a impermanência da existência (sim, é contraditório, como todas as grandes verdades). Eles mostram que somos imortais e o quanto o mundo seria diferente se nós não existíssemos. Mas, isso não se deve apenas ao legado de sua arte, deixado para nós, trazendo-os de volta à memória. Mais do que isso, só os grandes mestres sabem como produzir obras vivas, que mesmo após centenas de vezes diante delas, jamais deixam de assombrar, ensinar e surpreender com novidades.

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