segunda-feira, 17 de abril de 2023

segunda-feira, 3 de abril de 2023

#teamresistance

Quando o último artista morrer e tudo o que restar for as combinações e reproduções cada vez mais diluídas das obras remanescentes de música, pintura, escultura, fotografia, literatura, arquitetura, design, artesanato, dança, cinema, teatro... Quando se tornar impossível, de verdade, a privacidade dos vivos e o mundo físico for completamente substituído por telas, ships, aplicativos e gadgets, este será o sinal de que todo ser humano sobre a Terra se esqueceu, ou nunca soube, que máquina não come, máquina não dorme e máquina não cria. Mas, será tarde demais para alguém até mesmo achar que deveria desligar os botões. 

terça-feira, 21 de março de 2023

Canção da Ovelha Negra

Agora que o outono chegou, o ano começa a tomar fôlego outra vez. Aproveito as energias guerreiras dos recomeços para desejar a todos mais um ano que valha a pena viver. Desejo aos meus visitantes que esses retratos e pensamentos nucleares, tão íntimos, tenham a honra de continuar provocando seu coração, seu amor, sua ira e seu orgulho. Espero que firam conceitos podres sobre moralidade, deus, família, casamento, amizade, escola, nação, religião e tudo que seja antiquado. Pois é através dessas coisas que temos o péssimo vício de nos enxergarmos em nossas mentes e, apesar de a mudança ser inevitável, nunca é fácil. Nem mesmo é fácil reconhecer isso. Mas, como construir o novo, sem destruir o ultrapassado? Ou, pelo menos, deixar rolar? Sei que às vezes pareço dura, como se não me importasse com ser compreendida, com ser agradável, com os resultados, e não me importo mesmo. Minha intenção não é diplomática, nem política, estou apenas respondendo com toda a minha totalidade a qualquer coisa que aparece na minha frente. E escrever aqui é apenas uma catarse, faço apenas anotações despretensiosas e desabafos selvagens. Dispenso qualquer esforço de coerência ou construção de personagem, caráter, personalidade e demais sinônimos (para quem acredita nisso). Na verdade, minha busca é sempre no sentido de me desfazer. De não buscar, mas de encontrar. Responder com tudo o que há em mim a cada evento. Ser apenas a essência. Ao menos aqui, onde nada está em jogo. Não tenho nenhum interesse. Nem preciso convencer ninguém. Então, ao menos aqui, não posso ser astuta. Não sou política. Essa é a coisa mais feia que pode acontecer com alguém. Não sou diplomática. E não espero de ninguém comportamentos manipulados, educados. Prefiro ver as coisas como são. Até porque isso agiliza tudo. Já vejo logo se me interessa ficar ou sair. Não sou hipócrita e isso a principio parece um problema, mas também facilita muito e poupa tempo. Meu foco é o prático, o aplicável, a experiência, o processo. Afinal, mudar eu sei que vai. Então, falo aqui sobre as coisas como elas são para mim. Se isso dói, problema seu. Se cria inimigos, não estou preocupada com isso. Aliás, sermos inimigos é o primeiro passo para nos tornamos amigos. Portanto, tenham outra bela volta do Sol com o mínimo de infortúnios, vocês que são meus amigos e vocês que não sabem ainda muito bem. 

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Canção dos Peixes nadando em círculos

O silêncio e o riso são a chave. E se o riso vem do silêncio, então é de ordem divina, não é deste mundo. Pois, um riso que parte do pensamento é apenas uma piada, às custas de alguém. Mas, em silêncio sorri quem entendeu a piada cósmica. Porque do lado de dentro se tem tudo, embora procure-se por toda parte. Existe piada melhor? Você é um rei, se passando por mendigo. Não apenas representando, enganando os outros, mas fingindo para si próprio e acreditando que é um mendigo. Você tem a fonte de todo o conhecimento e vive fazendo perguntas. Você é a própria inteligência, e pensa ser ignorante; você tem o imortal dentro de si e tem medo da morte. O sábio é o louco. O louco é o sábio. Essa é a piada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023