Eu disse a ele que estaria sempre por perto para o que precisasse. Falava diariamente o quanto ele era querido e amado, o quanto todos que o conheceram gostavam dele. Abraçava, beijava e dava todas as coisas que ele gostava diariamente. Ele tinha muitos apelidos e várias músicas que fiz só pra ele. Tinha um monte de manias. Era teimoso, tagarela e exibido. Era pontual, exigente... Dormia e acordava comigo. Pra mim, ele nem parecia ser de verdade, de tão maravilhoso, amigo, companheiro, carinhoso, bonito, corajoso... Tentou pular para a janela do vizinho e caiu do quinto andar. Foi aparado antes de atingir o chão. Coincidência? Sei lá. Toda vez que levava um susto ou estava numa situação nova, eu explicava que nunca deixaria nada de mal acontecer com ele. Entendia quando eu estava precisando de ajuda e oferecia conforto... Gostava muito de música. Brincava demais! Experimentava todas as plantas, gostava de alface como se fosse bife, era super curioso. Nunca ficou doente. Esteve comigo desde poucos dias depois de nascer e me acordou de manhã para que pudesse se despedir. Porque estava na hora... E foi no meu colo o momento em que respirou pela última vez, antes de voltar para o mundo dos deuses. Foram 18 anos juntos, que terminaram ontem... E, apesar da dor, sinto uma imensa gratidão por termos convivido durante tanto tempo! Porque ele foi o melhor que já existiu e eu fiz tudo o que pude para ser a melhor para ele! Nos retratos mais bonitos que guardarei desta vida, com toda certeza ele está presente. Do início ao fim, foi exatamente da forma como desejei para ele. E por isso também sou grata. Mas, só consigo pensar em quando vamos nos ver de novo...
Nenhum comentário:
Postar um comentário