Tudo fica mais fácil depois que a esperança morre. Na mesma cova vão o julgamento, o conhecimento prévio, as tentativas de controle. A morte da esperança é o fim das idéias sobre a realidade. E é o início da consciência e da vida como ela é. Minhas memórias afetivas estão povoadas de personagens que trazem essa mensagem... "Faça ou não faça. Não existe tentar."; "Veja com os olhos.", "Ou seu karatê é sim, ou seu karatê é não. Karatê mais ou menos: te esmagam feito uva."; "Uma vez que você comece a ver a vida como ela é e não tenha nenhuma idéia de como ela deveria ser, tudo é perfeito."; "Primeiro viver, depois filosofar."; "Perfeição é coisa de menininha tocadora de piano." A vida é perfeita como é, são os ideais que a tornam imperfeita. Porque o ideal traz as comparações. Há coisas grandes e pequenas, feias e bonitas, boas e más, mas tudo está perfeitamente bem, tudo é como deve ser. Sempre que simplesmente ouço e vejo a vida como ela é, não tenho nenhuma idéia de como ela deveria ser, vejo que não existe nenhum "deveria", pois não existe nenhuma outra vida. Não há nenhum padrão de felicidade, nem de sucesso, então não há sentido em comparar ou julgar, sob pena de permanecer infeliz e fracassado constantemente. Além disso, o que sei sobre a vida? Até sobre mim mesma, o que sei? Então, quem sou eu para julgar, para achar que posso melhorar as coisas? Sou apenas um indivíduo, uma pequena parte da existência, um detalhe no todo, um conjunto de átomos que às vezes se engana e pensa que pode aperfeiçoar o universo.
terça-feira, 23 de agosto de 2022
sábado, 20 de agosto de 2022
Delírio sobre Destruição
A percepção da insolência, da indelicadeza, da impaciência e da indisponibilidade para dramas é inversamente proporcional ao respeito - o que dirá o reconhecimento - pelas coisas que fizemos, fazemos e faremos nas madrugadas de sábado sem esperar absolutamente nada em troca, sem qualquer garantia de sucesso, correndo riscos inclusive, enquanto nos aguarda uma variedade enorme de opções mais interessantes. Nisso consiste... Como podemos chamar essa vontade de ver coisas boas acontecendo? Essa felicidade de provocar uma fagulha do sentimento de satisfação, auto confiança e força pessoal que fazem as engrenagens da vida se moverem outra vez? Qual é o nome quando você só quer a realização porque sabe que esse é o dedo mais claro que se tem para apontar para a Lua? Como se chama todo o esforço para que o Big Bang da vida real ocorra com urgência? Sabe, quando no silêncio há movimento, força aplicada com planejamento, e entusiasmo? Aquele silêncio das noites de chuva? Como é mesmo? Aaaaaah! Não importa. No fim das contas, cada um acaba tendo o que consegue. Não importa o quanto nos importemos. Ou nosso esforço. Alguns nunca se importarão e tá tudo bem. Vai da consciência, da maturidade e da capacidade mesmo... A minha ação, não dependendo da ação dos outros, já é uma coisa muito boa. Para mim e para os outros. Porque, seja como for, ações continuam prevalecendo sobre as palavras.
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