Saindo do meio da pilha de coisas que tenho para fazer, só porque estou com febre e garganta inflamada desde quinta passada e passando apenas para registrar que dessas metas aqui, algumas só foram possíveis de cumprir em 2021. Pelo menos, foi logo no inicio do ano. Mas, confesso que de uma delas acabei desistindo mesmo.
As coisas mudam. Não no tempo que queremos. Não para o que queremos. Mas, mudam sim. Saltos quânticos acontecem. Minha disposição e paciência para os mesmo erros, por exemplo, foi extinta. De qualquer forma é bonito assistir os momentos em que o oroboros morde o próprio rabo. Sabe, como uma percepção prévia que se confirma, como acompanhar um trajeto conhecido. Já se espera. É confortável e fácil assim. Satisfatório. Sensação de tudo no lugar, de que a habilidade para ler certas entrelinhas, em quase 40 anos, está cada vez melhor. Só paz. Só a certeza de um Sol nascendo no Leste todos os dias. Um dia, se escapa. Mas, não foi dessa vez. Sob os auspícios dessa configuração planetária, nunca será.
Gosto tanto de escrever... E como, cada vez menos levo a sério os pensamentos, a falação, as palavras acabam ganhando mais valor, mais força, com o tempo. As trocas, as ações, a contemplação, a presença, a experiência têm sido tão bonitas, tão ricas... Não há nada como selecionar sabiamente quem, quando, onde, como, o que, para que, por que... e reduzir. Ao mínimo. O drama.
Metas para 2020
✔Não morrer
✔Não surtar
✔Não matar
✔Deixar de ser trouxa
✔Não estragar tudo
✔Não ir buscar o balde chutado
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