quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Naquele dia...

...houveram lágrimas, mas também houveram aplausos e muita risada. Houveram estrelas e também chuva. Minha performance nunca foi tão boa, principalmente para um público tão próximo. Raro eu dizer que gostei de algo que tenha feito, né? Mas, gostei e as razões são várias e óbvias. O turbilhão de sentimentos foi um facilitador. Nunca antes havia sido tão precisa em andamento, ritmo, dinâmica, pianos e pianissimos, fortes e fortissimos. O afeto tem dessas coisas. Faz a gente saber exatamente o que quer, traz a consciência precisa do que se deve fazer. Não pensei, apenas toquei. Cheguei naquele ponto de me fundir de tal maneira com a música que nós deixamos de ser duas coisas separadas. Eu não era a pianista ali, era a própria ação de tocar o piano. Não era aquela que toca, mas a própria música. E numa delas, em especial, foi ainda mais simples, pois essa música sou eu.

Sim. O tempo fechou e o pedaço do céu que eu guardei neste dia está nublado. O som da chuva ao fundo saiu de brinde. 

4 comentários:

Sergio disse...

WOW! Pô, Carol... Quando fizer um sarau de novo, me convida também...

Van Helsing disse...

Foi só para os VIPs...

Filipe disse...

Que lindo! Aaaaaah vou querer pedir música por Skype da próxima vez! Quero nem saber!

Carol disse...

Não foi bem algo planejado, Sergio... Não para ser como foi, pelo menos.

Mas, qualquer dia desses organizo alguma coisa aqui e te convido com certeza. Verei como será nessa semana agora.

Hahahahaha... Só para VIPs...

Pronto. Virou rádio MEC! LOL