quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Estranho mundo de Jack

- Domingo vai ter a rinha de galo da década, Jack: Lobão e Capilé.
- Quem é Capilé?
- É um representante do Fora do Eixo.
- Que Fora do Eixo?
- É um coletivo de artistas que tem umas idéias comunistas.
- E o que que tem ele com o Lobão?
- Pois é, eles vão trocar umas idéias ao vivo no domingo. Vai ser melhor que UFC.
- Não sei quem é, não...
- Cara, nunca viu, um maluco esquisito? Músico, descabelado, parece que sofreu um acidente, tem o rosto todo estranho, uma boca gigante...
- Ah, sei... o Steven Tyler...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Trabalho que não me dou

"E que fique muito mal explicado,
Não faço força para ser entendido,
Quem faz sentido é soldado."

Mário Quintana

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

À Espera de Um Milagre


Na madrugada de domingo para segunda quase arranquei os cabelos dele no Nightly Fifty Grand. Enfim, dessa vez foi um quinto lugar, mas o dólar tá a 2,30! Já dá para terminar o estúdio de música sem precisar entrar em prestações infinitas, hein... Só uma idéia.

Falta e Entrega

Estava sonhando que todas as janelas da minha casa se quebravam. Eu via lá de fora os pedaços de vidro ainda caindo. Ventava e chovia muito (sempre tem água nos meus sonhos). De dentro de casa, onde era meu antigo quarto, a chuva alagava tudo. Haviam muitos móveis, cortinas pesadas e objetos, coisas que nunca tive de verdade. Uma luz rosada. Era o meu quarto, mas não como o meu quarto é, muito menos agora que vai virar estúdio de desenho e pintura. Depois eu fui fazer um show num lugar onde meus amigos de banda ficavam em pé e eu num canto sentada. Na hora de cantar, outra voz me substituia e nunca chegava a minha vez. O ambiente era escuro e em preto e branco. Todos foram embora e ninguém falou comigo. O local  ficava numa ladeira de paralelepípedos. Roubaram o meu carro, quando cheguei já não estava na rua onde eu havia estacionado. Depois eu estava num balneário sentada num parapeito, conversando com um cara que conheci no ano passado. Queria ser sua amiga, mas ele não. Sendo assim, fui embora, atravessando uma ponte e contornando uma colina, ao lado da praia, até não vê-lo mais. Atendi meu telefone e então acordei desesperada, porque lembrei do recado dizendo que vão interromper o fornecimento de energia por algumas horas hoje e ainda faltava passar meus trabalhos para o pendrive. Tenho que imprimir e entregar tudo hoje! Entregar. En-tre-gar...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Heroína da Resistência

Este blog já viu dias mais tristes, noites mais solitárias e crises mais sérias. Mas, o retorno de certos monstros e a retomada de uma luta secreta que travo há mais tempo do que gostaria têm encurtado bastante as minhas unhas, meu tempo e meu ânimo. E isso não é assim nenhuma besteira minha que logo passa. O que passa é aquele cara sem noção com conversa fiada de diferenciar lealdade de fidelidade, é o sentimento de ter sido roubada, é a paciência com descaso, é a boa vontade com quem só sabe mentir, desconversar, olhar pro relógio e premeditadamente não responder à mensagens. Enfim, vou resistindo. E me ocorre agora que talvez seja exatamente esse o meu problema. 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Dito e Feito

Enfim, ao que tudo indica, esse dia infelizmente chegou. A diferença de antes para agora são muitas e gritantes. A principal é que já estou acostumada com fanáticos e stalkers. O resto, se você conhece tanto assim o meu "passado", vai perceber sozinho. Do mesmo jeito que se torna impossível  não ouvir o AC/DC tocando na casa da vizinha  ou não sentir o cheirinho insistente da comida gostosa que ela sabe fazer.

Bubbaloo Banana


Depois da moda do limão, interrompida por uma praga tomando conta da árvore, um tempo em que eu recebia até ligações no meio de aulas e provas, ao som da explosão de risadas dos colegas, com o recado de que os porteiros guardaram a entrega enquanto eu estava fora, agora é a vez das bananas. Meu pai trouxe tantas lá da plantação dele que já posso até montar uma banca na feira de sábado. E não vieram sozinhas! Os aipins e tomates também são infinitos... Acabo dividindo a fartura com os porteiros e vizinhos e também, por tabela, divido alguns dos meus achados na pilha de materiais, equipamentos e livros dos estúdios de pintura e música que ainda aguardam seus devidos móveis. Um exemplo é a recordação de partituras da minha infância, totalmente pertinente ao momento, que invadiu a manhã de quem estava por perto hoje, como a Banana Boat Song. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Em busca de itens perdidos

Recuperei esses dias muitas coisas que acabaram se perdendo pelo caminho... Visitei cartas antigas, que escrevi e nunca foram enviadas, que recebi e guardo numa caixa perfumada. Dei uma passada por antigos problemas. De muitos deles só sobrou a cabeça, que guardo como troféus. De alguns outros ainda resta uma trégua. Abri meu antigo e empoeirado blog... Estava buscando certos tesouros escondidos no fundo do baú, fragmentos de idéias e pedacinhos de sensações. Venho reunindo detalhes para contar uma história. E, quando a jornada começar pra valer, pretendo fazer um diário registrando a experiência. 

Tem sido um pouco difícil. É sempre difícil quando vence o prazo das tréguas. Difícil voltar ilesa de um passeio pelos dias idos, pelo tempo perdido com coisas que não interessam nada lembrar. Olhar para trás não é assim um hábito que eu cultive. Nem sentir saudades. No entanto, também encontrei pequenas delicadezas e doçuras, como o trevo de cinco folhas que achei no quintal quando era criança, a lista de sonhos, passeios e eventos que participei, rascunhos, pequenas histórias, músicas, poemas, retratos bonitos, recadinhos deixados debaixo do teclado do PC antes de eu acordar e o carinho que eu sentia por pessoas que nem sei se são mais minhas amigas. Lembrei da energia que eu estava acumulando ao organizar um plano de estudos e metas, da fragilidade em que eu me encontrava, da sensação de impotência diante da minha própria vida, e em como eu acreditava tão pouco naquilo tudo e em mim mesma enquanto dava, ainda assim, os primeiros passos. Então, lembrei que, num determinado ponto dessa viagem, mais uma vez a minha natureza selvagem se assustou com as possibilidades e se desgovernou por aí, deixando a carroça perdida, derrubada e inerte, com todos aqueles pertences, os valiosos e os inúteis, em algum lugar entre a desistência do antigo blog e o início da minha Licenciatura em Artes. Mas, já consegui recuperar a carruagem e ensinar um pouco de calma às bestas selvagens, para colocá-la outra vez em movimento. 

Apenas, ainda estou procurando alguns importantes itens no meio da bagunça que se formou quando a carruagem virou e as bestas correram sem rumo. O arco e as flechas com pontas de coração, a máscara sorridente, as botas silenciosas, a calibre doze e suas balas açucaradas, a lâmpada azul para iluminar o caminho, o vidrinho de essência de paciência, a capa da invisibilidade, o colete de ânimo, as calças da coragem, o grimório de feitiços, o colar que fiz com os dentes daqueles que tentaram me desrespeitar... Mas sei que vou encontrar! Para quê mais poderia servir um trevo de cinco folhas?