O ruim é essa mania de achar que é necessário estar inserido, fazer parte, ter um time, torcer para uma Escola de Samba, seguir um modelo, militar num partido político, professar uma religião, se grudar a uma família, a um grupo, defender uma cidade, um idioma, um país, uma causa, uma opinião, que jamais o considera como um indivíduo, tudo o que vêem é uma enorme multidão, cega e acéfala. A unanimidade burra. Esmagam o que existe em você de mais original, único e inocente. É preciso aceitar, estamos sós, não somos nada, não sabemos nada, não temos nada. Estamos todos igualmente olhando para o céu, tentando entender o que, por mil infernos, está acontecendo. E talvez assim haja espaço para uma vida verdadeira, porque a verdade é o contrário da certeza.
Um comentário:
Ta dááááá, cheguei.
Duas coisas que não suporto: um tiozão chega lá em casa e pergunta "E aí Júnior, qual o seu time? Mengão? Vascão? Tem que ser mengããããooooo!!!"
"E aí Júnior, e as NAMORADA?"
Vá se foder.
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