Se eu pudesse voltar minha vida, mas mantendo tudo o que aprendi até hoje, acho que recomeçaria do meu primeiro dia de aula de piano. Passaria o máximo de tempo possível desenhando e estudando música. Leria um livro por semana. Evitaria um monte de pessoas e procuraria rapidamente outras tantas. Trataria um pouco melhor alguns e não criaria tanta expectativa sobre outros. Cortaria vários problemas pela raiz. Pediria um computador com Internet de presente o quanto antes. E um violino. Teria mais compaixão pelos meus pais e tentaria bolsas em escolas melhores. Pediria à minha avó que me matriculasse em aulas de sapateado. Procuraria logo um curso de meditação. Teria cursado pintura na Escola de Belas Artes. Faria o que fosse possível para manter o jardim dos meus bisavós. Iria mais à praia, aos museus, aos teatros e às galerias de arte. Perderia menos tempo. Comeria mais geléias de cajá da minha bisavó e não deixaria passar um minuto a mais para aprender alemão com ela. Começaria a planejar meu livro ilustrado ainda bem cedo. E um álbum musical. Escreveria todos os dias. Sonharia menos, faria mais. Seria menos exigente com meus companheiros de banda e me apresentaria como vocalista logo de uma vez. Nunca pararia com os meus poemas. Fotografaria tudo.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Nem Tão Delicado Assim
Sempre que ouço Delicate sinto tanta coisa junta que dá uma vontade enorme de chorar. Não é só às vezes... É sempre mesmo. Anteontem eu precisei sair correndo para a Uerj e respondi rapidamente uma pergunta que Jack havia feito pelo talk do Facebook e logo desliguei tudo, sem ler a tréplica da despedida de todos os dias. Mas, então eu estava no meu caminho para o ponto de ônibus, no meio da Aldeia, que é um condomínio cheio de casas bonitas, gatos, jardins, árvores, que tem um riacho e muita luz, estava tocando Delicate no Ipod, o coração cheio de tanta beleza, e o celular interrompeu. Mas não foi uma interrupção. Era o Jack respondendo à despedida que deixei sem resposta no computador...
Triste é que dois dias depois ele liga à noite dizendo que está no clube de poker. A coisa toda perde bastante do encanto quando começa a parecer que a atitude nada mais era senão uma forma de apaziguar a situação futura, para mim desconhecida, que ele já sabia que aconteceria.
Coisas assim acontecem o tempo todo na minha vida... Dos pequenos eventos aos grandes e decisivos... Quando penso que saiu tudo bem, foi apenas porque me precipitei e não continuei observando.
Coisas assim acontecem o tempo todo na minha vida... Dos pequenos eventos aos grandes e decisivos... Quando penso que saiu tudo bem, foi apenas porque me precipitei e não continuei observando.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
As Aventuras de Tom Sawyer
Poucas vezes fiquei tão satisfeita com o final de um livro quanto no caso de As Aventuras de Tom Sawyer. Foi escrito para as crianças, mas Mark Twain esperava que isso não impedisse a leitura dos adultos. Tudo se passa às margens do Mississípi, na pequena aldeia de São Petersburgo, ao pé do monte Cardiff, e trata de um dos temas mais recorrentes nas minhas reflexões: a liberdade, o que me torna ainda mais suspeita para comentar a história de Tom. E ao longo dos séculos o personagem foi referido e homenageado de tantas formas... É citado em Minority Report - A Nova Lei, em Sandman, é personagem em A Liga Extraordinária, Lost tem também um personagem apelidado com seu nome, é tema da mais famosa música do Rush e de tantos outros filmes, livros e músicas pelo mundo. Recomendo a todos que leiam este livro. E gostaria de transcrever, em especial, o último capítulo na íntegra aqui, além de muitas outras passagens geniais também, todas dignas de nota, mas deixarei só um parágrafo mesmo.
"- Não me fale isso Tom! Já experimentei, mas não pode ser. Não é para mim. Não estou habituado. A viúva é boa, é minha amiga, mas não posso suportar as suas maneiras. Faz-me levantar todos os dias à mesma hora; e me lava e me penteia até não poder mais; não me deixa dormir na banheira; tenho que usar aquelas malditas roupas que me sufocam, porque parece que não deixam o ar passar através delas; são tão bonitas que não posso me sentar, nem deitar, nem me esfregar no chão quando estou com elas. Tenho a impressão de que há já um ano que não me sento na soleira de uma pedra; tenho de ir à igreja e suar e suar, porque detesto aqueles sermões amaneirados. Quando estou lá não posso apanhar uma mosca nem mascar fumo. Tenho de andar de sapatos durante todo o dia de domingo. A viúva come ao toque de uma campaínha, vai para cama ao toque de uma campaínha, levanta-se ao toque de uma campaínha. Enfim, tudo lá em casa é tão certo que uma pessoa não pode suportar tal vida."
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Aaaaah! Agora sim!
Hoje cedo estava com o meu exemplar 28 da Mundo dos Super Heróis nas mãos, apenas olhando a capa. De vez em quando essa revista aparece com capas muito feias e um constrangedor making of dentro. Mas, não é o caso desta aqui. Em ocasião da estréia do filme do Capitão América nos cinemas, aproveitaram para escrever uma matéria bem completa sobre o assunto, portanto o poster de divulgação estampa a capa deste mês. Só que eu não gosto do Capitão América, assim como da maioria dos heróis de uniforme, especialmente os da Marvel. Acho que já passou o tempo em que eles faziam sentido e também acho que o Stan Lee deve ter puxado muita erva esquisita para dentro quando criou coisas como Homem Aranha, Quarteto Fatástico e afins. E não fosse pelos X-Men, sua conta bancária e isso aqui, não haveria qualquer traço de admiração, de minha parte, por esta figura. Mas voltando ao Capitão América:
- Cara, não dá. Capitão América é muito ridículo. Além de ser o Tocha Humana, olha isso: todo mundo com roupa verde de exército, armas convencionais e o cara lá de vermelho e azul, esse escudo boçal, esse cabelinho lambido pro lado e uma estrela no peito... Ah, troço de retardado!
- Foda!
- Foda nada... É bem idiota!
- Pô, não é, não... É tipo "anão vestido de palhaço mata 8." Foda!
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