Há um misto de alegria de viver com sentimento de confusão. Ler tudo, ouvir tudo, contar tudo, aprender tudo, experimentar tudo, fazer tudo. Mas uma das coisas mais difíceis de se fazer na vida é domar o tempo. O tempo é selvagem e orgânico, não segue em linha reta, se espalha e escorre como água... Por onde começar? Essa dúvida parece ganhar força a cada fim de ano. E o fim do ano é um tempo ruim, numa cidade, nas proximidades do Equador. Não por ser fim, o que, de fato, não é. É mais porque qualquer coisa de ruim parece atingir níveis recordes nessa época. Mais calor, mais irritação, mais ansiedade, mais pressa, mais desperdício, mais falta de educação, mais gente no mesmo lugar ao mesmo tempo, mais luzes acesas, mais dinheiro gasto, mais sentimentos de obrigação, mais sorrisos falsos, mais hipocrisia.
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