A preguiça é um animalzinho de estimação, não é verdade? Fica alí... com aqueles olhinhos de Gato de Botas... olhando para você... pedindo um abraço... E você precisa se esforçar bastante para resistir aos seus encantos.
Todo mundo tem a sua. Eu mesma tenho várias preguiças queridas, uma para cada hora do dia. Tenho a preguiça do despertar, que é mais ativa logo pela manhã. Tenho a preguiça de me vestir, que me impede e me segura com garras também para me despir. Tenho a preguiça do exercício, que não tem sido tão problemática porque as calças 38 estão tão largas que já estou considerando a possibilidade de me inscrever em castings de animações em 2D. Tenho a preguiça do trabalho, que é uma das mais violentas, com acessos de raiva que podem incapacitar um homem adulto. Tenho a preguiça do carro, que me mantém dentro dele por pelo menos uns 40 minutos antes que eu tome coragem e saia. Tenho a preguiça do mercado, que é bem pior na volta quando preciso levar as compras escada a cima. Também tenho a preguiça do estudo que afeta qualquer um que deseja abrir um livro ou ficar acordado numa sala de aula.
E nestes nossos tempos modernos, outra preguiça tem se tornado cada vez mais popular, tão rapidamente quanto se descobre novos métodos para baixar músicas e filmes de graça. A preguiça digital. Recebeu um e-mail? Pra que responder agora? Deixa pra depois. Recado no Facebook? Comentar no blog do amigo? Agora não. Anti-virus? Demora tanto, depois eu passo... Discussões virtuais então! Zzzzzzz...
No fim das contas, a preguiça, esse animalzinho sorridente, será conhecida por nossos possíveis sobreviventes como o quinto cavaleiro do Apocalipse. Aquecimento global? Vegetarianismo? Reciclagem? Economia de água e energia? Diminuir emissão de gás carbônico? Faz você, vai... Agora me deixe terminar meu hamburger aqui no fresquinho do ar-condicionado e não perturba.

2 comentários:
Ei! Por quê vc pegou minhas preguiças emprestadas sem pedir, hein?
Eu ia comentar uma parada mas...
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