Essa foi a distância que andei ontem até encontrar um ponto de ônibus que não estivesse alagado. O curioso é que eu estava tão impressionada com as cenas apocalípticas e entretida em pisar com cuidado para não cair em bueiros abertos, que nem notei o tempo ou a distância durante o trajeto. Mas, andei tanto que até senti a calça mais folgada quando cheguei em casa. Não estou brincando.
Essa seria a distância que eu andaria (passando por uma favela de onde já derrubaram um helicóptero da polícia e mais à frente por uma auto-estrada sem luz e muitos deslizamentos de terra) caso não tivesse a sorte que todos vocês conhecem. Um senhor, sua filha e sua sobrinha ofereceram carona para mim e um garoto que estava por alí também, junto com as mais de cem pessoas, debaixo de chuva, esperando por ônibus, taxis ou por caronas de pessoas solidárias.
Minha cidade, infelizmente não tem estrutura sequer para suportar chuvas fortes, o que diremos sobre receber uma olimpíada? Não tive uma semana, desde o início do semestre na faculdade, em que algum problema não tivesse impedido a realização de alguma aula. Um dia é o governador que decreta ponto facultativo por conta do Pré-sal, no outro falta luz, professores não conseguem chegar à universidade por problemas no trânsito e acidentes, hoje o prefeito pede que as pessoas fiquem em suas casas e amanhã nada funcionará também. A chuva continua forte desde ontem às 17 horas e um monte de gente ainda não conseguiu voltar para casa. Por um dia o show do Guns não precisou ser cancelado outra vez... Realmente, "we need a little patience" por aqui.


2 comentários:
Mistura chuva, olimpiada, copa do mundo e vê o que dá...quizumba.
Poxa!
Fico MUITO feliz em você ter arrumado essa carona! Que bom que nada de ruim aconteceu com você além da medida, claro).
Quanto a sorte, que tal, em algum tempo livre, você atualizar o blog contando alguns casos sobre sua sorte, hein? Acho que seria legal.
Xeru,
JP
Postar um comentário