Como o Julgamento de Páris nos ensina muito bem, cada um opta de acordo com sua própria cegueira... E consigo reconhecer que a minha empatia e a minha piedade estão em dia quando tenho plena condição de descer a porrada em alguém que está tendo um comportamento completamente lamentável (não importa o motivo, nada justifica certas coisas), mas continuo fazendo algo de bom por essa mesma pessoa... E falo de porrada real aqui, sabe? Dessa que te deixa sem dormir em posição fetal na cama por noites inteiras... Já usei a analogia do monge e do escorpião meses atrás, anos atrás até, pela mesma razão. Mas, ei! Não sou monge algum... Só tenho uma paciência que é tão grande que alguns ainda acreditam que é infinita. Embora outros já tenham percebido que não é.
O mundo é mal e injusto, a família é um problema, a sociedade é hipócrita, o governo é corrupto, as religiões são falsas, o trabalho é demais, a escola deseduca... O primeiro sinal de maturidade é perceber que a única coisa que você pode decidir aqui é o que acontece dentro de si mesmo. Isso é responsabilizar-se pela sua felicidade, em vez de oferecê-la de bandeja para os outros. O segundo, é entender que as pessoas (QUALQUER PESSOA) só farão o que acham que é melhor para si. Quantas vidas, quebrando a cara e rastejando aos pés de reis, ainda serão necessárias para aprender a levantar e andar por sua própria conta?
Ah, também tem aquela do construtor de pontes: você constrói mil pontes, você é um construtor de pontes. Você constrói mil pontes e dá a bunda: você é um viadinho fdp. É mais ou menos isso aí. E egoísmo é quando eu penso em mim primeiro, não em você, certo? Entendi.
...é o que te resta.