Entrei por uma estrada... Mas por que diabos não venho escrever quando as idéias estão claras? Tem um pântano. Isso com certeza. E eu estava com medo, muito medo, hoje. Chovia bastante de manhã. Ainda era madrugada. Tentei sair pelo portão. Colocaram um rio ali. Saí pela frente mesmo. Muito escuro. Um monte de árvores caídas e sinais de que o vento passou um pouco rápido demais por certas passagens. O café com jornal acabou. Na segunda foi o último. É de cortar o coração. Tá tudo nublado. Cinza. E a sorte é que resolvi sentar e escrever. Cada dia cai um pedacinho. E o eclipse aconteceu quando a minha Lua estava em Aquário. Então, era de se imaginar... O quão fundo se pode chegar? Continuar com uma tristeza tão grande assim... E terminar com algo ainda maior que isso?! Onde está o duplo? Tenho pensado no Abramelin, porque me parece mais fácil do que conseguir lembrar de alguma vez que senti paz, alegria ou amor. Mal consigo ver as letras. Aceitaria ajuda, eu acho. Minha mão treme tanto, não enxergo direito. Tá tudo embaçado, a cara toda molhada. De novo. Isso é ridículo. É totalmente inaceitável. Mas é exatamente assim que tá. Eu tirei O Mago. Tinha perguntado onde estava a solução... E tem tantas interpretações... Tô cansada de pensar. Uma patinha de gato tá encostando no meu ombro. Espero agora por uma chuva que não cai. Talvez a noite. O importante é o recreio. Ensinar a quem não quer aprender... Pensam tanto na pressão sobre os pobres jovens. Mal se mede o peso que jogam em quem precisa ensinar. Mal se mede as palavras. E aí chega setembro... Aquela hipocrisia amarela de sempre. Não vai dar pra continuar isso por muito tempo... Nenhum Médici por aí, não? Tenho que recortar ainda mais a idéia, ler um monte de coisas e fazer uma prova, se quiser ser mestre. Títulos... coisas mais bestas... Fui convidada para participar de um negócio grande, mas tem que pagar. Ainda não sei quanto. De repente eu posso, sei lá. Tantos sentidos... Vou para outro lugar. Vai ter uma hora em que isso vai acontecer. Entrei por uma estrada... Não queria conhecer tanto quem conheço. Ou conheci. Com certeza eu gostaria mais de todo mundo. Libra com Sol, Júpiter, Saturno, Plutão e Mercúrio retrógrado, todos confinados dentro do ascendente interceptado. Olha isso! Pelo menos o meio do céu ficou em Gêmeos e escapei de Câncer numa casa angular. Só faltava essa. Que bagunça. Os livros. A casa. As nuvens. Desanuviar... A Chama Vermelha é a chama negra, mas venta demais, quase apaga. Por que tive que cair logo nesse time? Esperança. Quase. Tem tanta coisa pra fazer...