...não importa o quão rápido a luz viaje no espaço, a escuridão sempre terá chegado antes e estará lá aguardando sorridente por ela.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Nunca como deveria
Dia 2 de novembro, mais conhecido como dia mundial dos eventos fatídicos na minha vida.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Onde estou quando você não está
Bom pra lembrar que nada é fixo, tudo está sempre desmoronando, é ver uma pessoa no espaço que outra ocupa com mais frequência, ou ocupa em contextos tão diferentes, ou ocupou anteriormente por um longo tempo. Apenas um costume em enxergar uma associação entre lugares e pessoas tão íntimos um ao outro que até já se formou uma egrégora. Estratégias da nossa cabeça para organizar a vida e dar algum senso de ordem. E aí surge esse choque de universos... Nada demais, só um comentário pra dizer que estou ligada e que às vezes dá um frio na barriga ver a pessoa em lugares onde costumo estar, mas nunca quando ela está.
Imagino o caos que seriam certos encontros, como se os deuses de repente virassem trolls.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
A Outra Coisa
Quando presto atenção, sinto que deveria estar fazendo outra coisa. Esse sentimento angustiante e ao mesmo tempo curioso só não é mais frequente porque nem sempre penso para fazer o que faço. De certa forma acredito que essa seja pelo menos uma das vantagens de se fazer algo sem pensar. Tem que haver esses raros espaços, até mesmo para mim. Mas, na maior parte do tempo, acabo demorando demais. Para tudo. Ao ponto de já estar me considerando incapaz de conseguir realizar um monte de planos... Ao ponto de evitar até mesmo começar, até imaginar... E isso é tão irracional... Mas, encerro por aqui a reflexão. Meditação de volta na rotina pra cortar a cabeça. Pra cortar a outra coisa.
sábado, 29 de julho de 2017
Arcano XXI
Hoje eu sentei e pensei numa das minhas histórias. Numa que quero contar em quadrinhos. Há anos ela só cresce e se complica e se aprofunda, mas hoje...
Estou num processo de iniciação que começou... Nem sei dizer quando foi. Cada evento que me chega a memória remete a algum outro bem anterior e quando vejo já estou lembrando de sonhos e sensações, fragmentos de memórias antigos demais para dizer até a minha idade quando ocorreram.
Mas hoje... Sentei e chorei.
Às vezes tem coisas demais. E só isso. Um montão de coisas bagunçadas precisando de organização.
Fico pensando nessas crenças sobre artes e artistas... sobre profissionais de criação... ou simplesmente gente que pretende ser relevante, viver de forma relevante, produzir relevância... Ser de verdade. Pra quem vê de fora e tem um outro tipo de enfoque na vida parece tudo tão fácil, glamouroso, suave, indolor... Não prestam atenção na inquietação, que todo ser humano sente, provocada pelo surgimento da semente de uma idéia. Isso diferencia um artista. Artistas estão conscientes ou são apenas mais sensíveis a essa inquietação. E sentem um impulso de fazer algo a respeito. Não é uma questão de escolha. É uma necessidade. Como comer e dormir.
Comigo é sempre estranho, dolorido e tempestuoso. Mas, cada vez que acontece eu entendo por quê ainda estou aqui. E parece que quanto mais consciência, mais os eventos vão ganhando em importância. A sincronicidade aumenta. De repente, minuto a minuto tudo ganha relevância e se torna decisivo para o que vem a seguir.
A resistência. O abuso. A violência. A morte. O medo. O abandono. A queda. A pintura, o desenho, a música, o texto... Os sorrisos e as lágrimas. O amor. Os amigos. O fim do mundo. Os 13. A mão esquerda. Set. Asmoday. Xepher. O momento em que a primeira pessoa olhou para uma coisa e pensou que poderia ser outra. A imagem. O vendaval. Bobby McGee. Billie Jean. Hallelujah... E mais tantas coisas... tudo misturado.
Tem sido bonito.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Regra Hitchcock
O TAMANHO DE QUALQUER OBJETO EM SEU QUADRO DEVE SER PROPORCIONAL À SUA IMPORTÂNCIA PARA A HISTÓRIA NO MOMENTO.
Li isso hoje e pensei na vida...
segunda-feira, 20 de março de 2017
Coisas Frágeis
Em si mesma, a vulnerabilidade oculta uma força de ordem desconhecida. Sedutora, intrigante, provocativa, paralisante e até ameaçadora. Isso vem à mente toda vez que me deparo com a desvantagem, com o fundo do poço e a sensação de impotência. Então, quando vejo aquele amontoado fanático de defensores de minorias, de párias e religiosos se digladiando num desespero irritante e ao mesmo tempo comovente, das formas mais precárias e imbecis, reflito bastante e converto para minhas próprias dificuldades.
Poucas vezes vejo o poder sendo de fato usado. Fanáticos e desesperados não são lá muito conscientes e suas fragilidades no lugar de torná-los fortes, são canais para a expressão de suas piores fraquezas. Sua falta de estratégia e clareza os tira do ringue a nocaute no primeiro golpe.
Poucas vezes vejo o poder sendo de fato usado. Fanáticos e desesperados não são lá muito conscientes e suas fragilidades no lugar de torná-los fortes, são canais para a expressão de suas piores fraquezas. Sua falta de estratégia e clareza os tira do ringue a nocaute no primeiro golpe.
As coisas frágeis, além das difíceis e das simples, são poderosas porque são fascinantes. Sobrevivem por sua força de vida e por serem subestimadas. Para quem observa em silêncio é um deleite. E entendi isso ainda criança. Primeiro quando precisei lidar com meus problemas sozinha, pois nenhuma das pessoas que supostamente deveriam me proteger e nutrir foi capaz de ouvir meus apelos, nem perceber os sinais do que ocorria. E ocorriam coisas muito feias. Segundo quando constatei que apesar de não fazer nenhuma questão dessa loucura toda aqui, morrer, em mais de uma ocasião, não foi o meu forte.
Tenho vocação para o caos. Tenho inclinação para a vida. A mudança me empolga. Renascer das cinzas é a única possibilidade. Não existe lado de fora.
E acredito no poder da ação. Atitudes são mais fortes que argumentos. Algo que meu pai me deixou de mais valor "Contra fatos não há argumentos.", "Se você fez, está feito. Se você fez e se envergonha, não faça mais. É suficiente.". "Não adianta pedir desculpas por educação, se você voltará no erro. Se você só fizer diferente porque é obrigada.". "Toda atitude gera consequências. Você deve conhecer as consequências antes de agir.". "Você irá mentir para os outros quando considerar que deve. Mas nunca deve acreditar nessas mentiras. Deve saber separar as coisas.". "O que acontece não é o que dizem. O que acontece é o que acontece. Cabe a você saber observar com sua própria inteligência e consciência."
Algumas vezes vejo a força da fragilidade tão explicitamente que não entendo como podem ativistas terem um comportamento tão besta. Continuarem com ofensas, hostilizações e a pregação ineficaz. Raiva é medo. Insistência é medo. Perturbação é medo. Depressão é medo. E o medo vem da falta de controle. É mais fácil aceitar. E mais forte também. Existe uma sabedoria na decisão do momento certo para abrir a boca, no tom que se escolhe, na forma de comunicar. Ouso dizer que de todas as formas que conheço, as palavras são as piores.
Vou deixar aqui algumas das demonstrações de poder mais bonitas e eficazes que estou lembrando no momento. Se você que me lê lembrar de outras, e quiser me enviar, ficarei feliz em acrescentar ao texto.
Pintura de Norman Rockwell retratando Ruby Bridges sendo escoltada até a escola estreante em receber estudantes negros.
Fotografia de Jeff Widener retratando a cena em que um homem invade a pista e procura impedir o avanço dos tanques na Praça da Paz Celestial em Beijin.
Escultura de Kristen Visbal retratando uma menina enfrentando o já tradicional touro da Wall Street, ambiente majoritariamente masculino.
História de vida de Beverly Watkins, hoje com 77 anos e na ativa com sua guitarra há 60 anos.
“Eu gosto de histórias onde as mulheres salvam a si mesmas.”
Frase de Neil Gaiman refletindo sobre a quantidade de heroínas, vilãs e papéis importantes exercidos por mulheres em suas histórias.
Pra fechar, só gostaria de deixar um trecho do prefácio de um livro de contos também de Neil Gaiman, que trata mais fundo e mais poeticamente este assunto do que fui capaz assim apressadamente por aqui. No mais, ninguém vai resolver o problema da violência de qualquer ordem impedindo os outros de falar seja lá o que for, com hostilizações e tudo mais. Nem fechando ruas em horários de maior trânsito. Muito menos se vestindo de branco e escrevendo "paz" na testa em manifestações na Zona Sul contra a violência.
“Acho que prefiro me lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, do que uma vida gasta evitando a dívida moral. (…) Então, me perguntei a que me referia com ‘coisas frágeis’. Parecia um belo título para um livro de contos. Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonhos e corações também.
Enquanto escrevo isso, me ocorre que a peculiaridade da maioria das coisas que consideramos frágeis é o modo como elas são na verdade, fortes. Havia truques que fazíamos com ovos, quando crianças, para demonstrar que eles são, apesar de não nos darmos conta disso, pequenos salões de mármores capazes de suportar grandes pressões, e muitos dizem que o bater de asas de uma borboleta no lugar certo pode criar um furacão do outro lado de um oceano. Corações podem ser partidos, mas o coração é o mais forte dos músculos, capaz de pulsar durante toda a vida, setenta vezes por minuto, não falhando quase nunca. Até os sonhos, que são as coisas mais intangíveis e delicadas, podem se mostrar incrivelmente difíceis de matar.
Histórias, assim como pessoas, borboletas, ovos de aves canoras, corações humanos e sonhos, também são coisas frágeis, feitas de nada mais forte ou duradouro do que 26 letras e um punhado de sinais de pontuação. Ou então são palavras no ar, compostas de sonhos e ideias - abstratas, invisíveis, sumindo no momento em que são pronunciadas -, e o que poderia ser mais frágil que isso? Mas algumas histórias, pequenas, simples, sobre gente embarcando em aventuras ou realizando maravilhas, contos de milagres e de monstros, perduram mais do que todas as pessoas que as contaram, e algumas perduram mais do que as próprias terras onde elas foram criadas”
sábado, 18 de março de 2017
Porquê X Vontade
“23. Eu estou só: não existe Deus onde eu sou.”
“27. Existe grande perigo em mim; pois aquele que não entender estas runas deverá cometer um grande engano. Ele deverá cair no poço chamado Porquê, e lá ele deverá perecer com os cães da Razão. 28. Agora uma maldição sobre Porquê e seus parentes. 29. Possa Porquê ser amaldiçoado para sempre! 30. Se a Vontade pára e grita Porquê, invocando Porquê, então a Vontade pára e nada faz. 31. Se o Poder pergunta porquê, então o Poder é fraqueza. 32. Também a razão é uma mentira; pois existe um fator infinito e desconhecido; e todas as palavras deles são artifícios. 33. Basta de Porquê! Seja ele danado para um cão!”
“45. Existe morte para os cães. 46. Tu falhas? Estas arrependido? Existe medo em teu coração? 47. Onde eu sou estes não são. 48. Não te apiedes dos caídos! Eu nunca os conheci. Eu não sou para eles. Eu não consolo: eu odeio o consolado e o consolador.”
“33. Estejas pronto para fugir ou golpear!”
“60. Não existe lei além de Faze o que tu queres.”
“27. Existe grande perigo em mim; pois aquele que não entender estas runas deverá cometer um grande engano. Ele deverá cair no poço chamado Porquê, e lá ele deverá perecer com os cães da Razão. 28. Agora uma maldição sobre Porquê e seus parentes. 29. Possa Porquê ser amaldiçoado para sempre! 30. Se a Vontade pára e grita Porquê, invocando Porquê, então a Vontade pára e nada faz. 31. Se o Poder pergunta porquê, então o Poder é fraqueza. 32. Também a razão é uma mentira; pois existe um fator infinito e desconhecido; e todas as palavras deles são artifícios. 33. Basta de Porquê! Seja ele danado para um cão!”
“45. Existe morte para os cães. 46. Tu falhas? Estas arrependido? Existe medo em teu coração? 47. Onde eu sou estes não são. 48. Não te apiedes dos caídos! Eu nunca os conheci. Eu não sou para eles. Eu não consolo: eu odeio o consolado e o consolador.”
“33. Estejas pronto para fugir ou golpear!”
“60. Não existe lei além de Faze o que tu queres.”
quinta-feira, 16 de março de 2017
A Girl Has Many Names In Her Lips...
Os Seres do Lodo
A Pole Position da Discórdia
O Guerrilheiro de Ar Condicionado
A Campaínhista
A Cadela Pinscher Insandecida
O Náufrago Cervejeiro
A Catuxa Adiposa
O Residente de Bar
Os Veteranos Wanna Be
O Aprovaçudo
O Comentarista Platônico
A Semente do Mal
Os Escoteiros Boêmios
A Black Block de Maria Chiquinha
O Conselheiro Penetra
A Manuseadora de Colheres
O Café Com Leite Carreirista
O Adolescente da Terceira Idade
O Mensageiro da Desgraça
A Mãe de Todos
O Macho Ômega
O Pavão Ansioso
A Vítima Psicopata
O Sabe Tudo da Calça Furada
O Ranger Ideológico
O Corintio Sorridente
A Megera Amadora
O Arquivador de Talvez
A Cleópatra do Chat
A Galera da 11
A Ovelha do Sensacionalismo
O Investigador de Rede Social
A Justiceira com Alzheimer
O hors concours da Looseiragem
A Pinoccio Afônica
O Peixe Piloto
O Sorriso de Calouro
A Anunciante de Glórias
A Bolha de Sabão Realizada
A Bem Sucedida de Porta Retrato
A Pituxa do Drama
O Grilo Falante
O Hamlet Garanhão
O Clone Carreirista
O Renascentista Contemporâneo
A Pipa Voada
O Xepeiro de Banda
A Sombra de Holofote
A Ninfa de Pranchetinha
O Espartano Corcunda
O Zoeiro Leite Com Pêra
O Mendigo de Canja
A Bem Resolvida da Meia Noite
A Caçadora da Discussão Perdida
Os Aventureiros do Bairro Proibido
O Recordista de WOs
A Xeroque Rolmes de Cara na Porta
O Pai da Idéia
O Inquisidor de Postagens
O Papagaio Cego e Surdo
A Maria Farinha
O Ombro Amigo da Onça
O Jurado Compulsivo
A Inovadora Old School
O Empalhador de Amigos
A Guarda-Chuva de Esgoto
O Carona no Cavalo de São Jorge
O Vetor de Responsabilidades
A Comissão de Frente
O Inovador Distraído
O Profeta de Expectativas
O Bonzinho da Mamãe
O Canal Maracanã em Abril
A Amigona de Time Reserva
O Senhor de Castamere
A Hippie Bucaneira
Creche Escola Casa da Vovó
A Caridosa dos Bens Alheios
O Colecionador de Auto Sabotagens
A Palmatória do Mundo
O Escolhido de Deus
Eu devia trabalhar na Odebrecht, viu?
A Pole Position da Discórdia
O Guerrilheiro de Ar Condicionado
A Campaínhista
A Cadela Pinscher Insandecida
O Náufrago Cervejeiro
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O Residente de Bar
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O Aprovaçudo
O Comentarista Platônico
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O Escolhido de Deus
Eu devia trabalhar na Odebrecht, viu?
domingo, 22 de janeiro de 2017
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
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