segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sketchbook


Há meses ganhei alguns papéis artesanais que um colega da faculdade fez para mim. Então, resolvi montar um sketchbook para fazer de diário artístico. Mas, não achava, de jeito algum, um tutorial explicando como fazer aquelas costuras de páginas e demais processos artesanais para se montar um encadernado. Problema resolvido. Falta só eu começar a fazer o meu agora.

Como se fosse a primeira vez

Da casa dos meus pais se vê a lua nascendo do mar. Aqui ela nasce de trás das montanhas e é igualmente lindo, todos podem imaginar. Mas, nunca entendi essa nossa ânsia para apontar a lua no céu toda vez que a vemos, embora seja senso comum dizer "olha a lua!" como se algo de muito novo pudesse ser avistado. Tanto quanto é senso comum atender ao chamado, correr de onde se está pra vê-la e ainda se espantar. Não é um mistério? Desde que o homem é homem a lua é a mesma, mas cada vez que se olha para ela é uma surpresa!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Chicletes e Sacos de Pancada

Poxa, acabei de voltar do mercado e esqueci de comprar chicletes. Faz um tempo que venho sentindo necessidade de morder e até tenho mastigado gelo, por conta disso e também do calor, mas minha garganta já vem sofrendo as consequências, por isso não dá para continuar com essa hábito. Então, hoje eu li que toda a nossa violência fica condensada nos dentes e que a única maneira de um homem civilizado estravazar essa energia é comendo. Depois dos últimos dias, em que venho realmente  sentindo muita força reprimida em mim, fez total sentido, mas talvez não seja a única maneira. Sei disso porque conheço a raiva indo e voltando, de fora e do avesso. E às vezes é uma energia tão forte que é como se eu fosse explodir. Mas, embora possa ocorrer com outras pessoas, eu mesma não sinto vontade de ficar comendo o dia todo. Mesmo assim, meus níveis preocupantes de raiva acumulada são bastante evidenciados pelos dentes sim, é verdade. Mas tem mais, além de bruxismo, dentes trincados à toa de dia e durante o sono, tem também os punhos serrados, músculos contraídos sem necessidade, respiração ofegante, batimentos acelerados, ânsia de vômito, cansaço, insônia, pesadelos, sensação de insegurança, falta de foco, pensamentos ruins, vontade de chorar, ausência de fome seguida de uma vontade absurda de comer algo que não se sabe o que é, baixa produtividade, dor no estômago, unhas roídas, vontade de gritar ou socar alguma coisa, paciência no -100, etc, etc e etc... Claro que pelo menos alguma dessas coisas todo mundo certamente já sentiu. Angustiante mesmo é quando tudo isso acontece ao mesmo tempo e, por falta de um saco de pancadas, uma caixa de chicletes, atividades físicas ou shows e festas para cantar alto e dançar, a raiva acaba virando depressão, seu pior estágio. E é preciso muita força de vontade para lutar contra isso. Porque quando a violência se acumula, a dificuldade de sair dessa aumenta assustadoramente e as chances de se fazer algo de ruim a si próprio batem recordes. Mas uma mágica que pouco a pouco vou aprendendo é a transformar violência em criação, como energia elétrica convertida em energia luminosa. Os dentes relaxam, os músculos se acalmam, os pensamentos ficam mais leves e coisas realmente maravilhosas são produzidas. 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Feliz 2011!

Bom, tenhamos mais uma década bem proveitosa, pouco tempo desperdiçado com bobagens e todo aqueles clichês de sempre, porque clichês sinceros nos interessam.